Antonio Pezão: O retorno do ano

Peso pesado do UFC, Antonio "Pezão" Silva
Antes da luta que todos consideram ser a maior de sua vida, Antônio "Pezão" Silva está extremamente calmo. É o que acontece quando você chega ao fundo do poço em sua carreira, destinado a ser porteiro, ou algo pior, um assalariado escorado onde outros competidores fazem um banquete.  
  
Este é o estado do esporte hoje em dia. Uma derrota é ruim. Duas é uma catástrofe. Duas seguidas? Ainda pior. Então se você perguntar a qualquer pessoa no mundo das artes marciais se Pezão conseguirá uma chance ao título dos pesos pesados do UFC apenas um ano após ser parado em um só round por Cain Velasquez, uma derrota seguida de outra para Daniel Cormier, você deveria ser internado em um asilo meramente por ter sugerido.  
  
"A divisão dos pesos pesados é uma divisão onde qualquer coisa pode acontecer", disse Pezão durante uma recente teleconferência. "Um soco preciso e a luta acaba. Então você realmente tem que ter cuidado com o que diz. Você pode se surpreender com o resultado da luta. Respeito vem antes de qualquer outra coisa. Antes da luta, depois da luta, você tem que respeitar o seu oponente."  
   
Menos de cinco meses depois da derrota para Velasquez, Pezão fez seu retorno, como o bode expiatório para o invicto Travis Browne. Pezão parou Browne em menos de um round. Depois, em fevereiro deste ano, foi Alistair Overeem, e havia rivalidade entre os dois ex-astros do Strikeforce. Pezão venceu de novo, nocauteando "The Reem" no terceiro round.  
      
"Eu gosto quando as pessoas me subestimam, é legal", ele disse. "Posso ir lá e provar que estão errados. Não existem super heróis neste esporte, e ninguém é invencível. Tenho me empenhado nas últimas 9 semanas, venho me preparando e estou muito confiante que terei meu braço levantado no dia 25."  
   
Então o que muda no sábado a noite? Na primeira luta, Velasquez colocou Pezão de costas e lançou golpes que ensanguentaram o brasileiro e uma intervenção do árbitro foi necessária aos 3:36 do primeiro round. Velasquez não pareceu menos impressionante em sua vitória contra Júnior Cigano em dezembro. 
      
"Muito da minha preparação tem sido a mesma que foi para a primeira luta", disse Pezão. "Obviamente, na primeira luta, cometi um grande erro, mas houve muitas coisas que fiz certo indo para aquela luta e que infelizmente vocês não puderam ver. Muito foi mantido, em geral a principal estratégia é não deixar os cotovelos dele chegarem perto da minha testa. Esta seria a mudança."  
  
E ele sabe que não vencerá Velasquez em seu próprio jogo. Ele não é mais rápido que o californiano e ele não vai ser melhor no wrestling do que o ex-destaque da universidade do estado do Arizona. Mas tendo 1,93 e pesando o limite da categoria, 120 kgs, ele terá a vantagem de altura em cima do campeão, e com uma faixa preta em Jiu-jitsu e 14 vitórias por nocaute, ele tem algumas de suas próprias ferramentas para inserir quando o gongo soar.  
  
"Comparando meu estilo de luta com o de Cain, eu teria que nascer de novo para ser mais rápido do que ele", Pezão disse. "Mas tenho 15 kgs a mais do que ele. Ele será mais rápido do que eu, então preciso trabalhar com o que tenho, e o que tenho são mãos muito, muito pesadas. Vou ter que manter minhas mãos vigorosas e pesadas e tenho certeza que quando o primeiro soco realmente encaixar, ele vai cair. Eu tenho muito respeito por Cain, é um lutador incrível, e o respeito como pessoa. Mas confio muito em mim mesmo e me sinto muito bem indo para esta luta."   


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Midia

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