Aço britânico - Dan Hardy aos 29 anos

Eu sinto que não importa o que Chris faça, eu posso vencê-lo onde quer que a luta se desenvolva". - Dan Hardy
Este é Dan Hardy aos 29 anos. Ainda "The Outlaw", ainda vivo na divisão meio-médio do UFC, mas ainda querendo saber como consertar seu navio depois de três derrotas consecutivas. Hoje em dia, os combatentes podem se cortados depois de três derrotas, alguns são depois de duas derrotas, e ainda existem aqueles que só pisaram uma vez no octógono.  
      
Mas há algo sobre este jovem de Nottingham, na Inglaterra, uma faísca, um carisma, uma idéia que há muito mais para ele do que seu recorde de 4-3 no UFC. Mas as três derrotas foram diante de um trio composto pelo campeão Georges St-Pierre, o top contender Carlos Condit, e a estrela em ascensão Anthony Johnson.  
      
Porém uma derrota é uma derrota e a história tantas vezes repetida para sua luta principal de domingo contra Chris Lytle, no UFC on Versus 5, é que um novo resultado negativo pode ser desastroso. Ele pensa nisso, afirmando que "esta definitivamente contra a parede". No entanto, ao mesmo tempo, ele não é permite que tal fato o afete mentalmente.
      
"Eu senti a pressão na última luta (contra o Johnson em março), mas não estou sentindo tanto", ele admite. "Eu quero chegar lá e fazer o que faço e todo o resto vai cuidar de si mesmo. Eu acho que na última luta eu meio que me prejudiquei por me preocupar com isso. Vindo da luta pelo título (com St-Pierre), fui para a luta com o Condit pensando que era o meu primeiro passo no caminho de volta ao título. E depois que eu fui pego, eu estava tipo 'espere um minuto, o que aconteceu lá? Isso não deveria acontecer'. E então eu coloquei um pouco de pressão sobre mim para a luta com Johnson e acho que me prejudicou".
       
Após um sprint de 4-0 para começar a sua carreira no UFC, Hardy foi recompensado com St-Pierre, em março de 2010, e apesar de ter perdido por decisão, foi justamente elogiado por ter coração sob pressão, que incluiu algumas dolorosas tentativas de finalizações do campeão. Quando acabou, Hardy tinha perdido, mas era pouco em termos de opinião pública. Ainda hoje, ele diz que "a luta com GSP, não houve pressão porque eu era o azarão desde o início".
       
Havia pressão quando ele voltou para casa (Inglaterra) para enfrentar Condit no UFC 120 em outubro passado. Nesse embate, uma troca de ganchos em que ele foi uma fração de segundos mais lento que Condit culminou com um nocaute memorável.
       
Agora com duas derrotas seguidas, Hardy começou a luta que ele queria em março contra o nocauteador Anthony Johnson. Convencido de que uma troca franca com "Rumble" iria colocá-lo de volta nos trilhos, Hardy disse ao mundo que ele ia sair balançando. Johnson disse a mesma coisa. Mas só Hardy estava dizendo a verdade, e em uma exibição estratégica e disciplinada, Johnson - um ex-campeão nacional de wrestling - levou Hardy para baixo e o manteve lá, ganhando por decisão unânime.
     
Quase não foi uma derrota para Hardy, aos olhos do público, considerando que ele nunca teve a chance de lutar, e trocando uma idéia com o "The Outlaw" em Vegas alguns meses atrás, ele ainda balançava a cabeça quando falava da derrota - para Condit, não para Johnson. Esses sentimentos não mudaram muito.
       
"Eu estava mais irritado com a luta contra o Condit, porque foi minha culpa", disse ele. "Foi a minha arrogância que prejudicou. Eu o acertei e pensei, é isso, e comecei a correr atrás dele. E foi ego e confiança que tiraram o melhor de mim nessa. Eu nunca deixei isso acontecer antes e nunca pensei que iria deixar isso acontecer comigo, mas aconteceu, e isso ainda me persegue. Foi minha culpa perder aquela luta e ele sente como se fosse o melhor e sei que ele não é".
        
Quanto a sua derrota mais recente, Hardy diz: "A luta com Johnson me ensinou uma coisa - os adversários não podem ser confiáveis".  
     
Ele ri, e então detalha.  
     
"Às vezes quando você está em uma luta você comete um erro e perde, e, às vezes, você simplesmente não ganha. "E isso foi realmente o caso na luta com o Johnson. Fui lá, senti como se estivesse pronto, e quando cheguei lá não foi da minha maneira. Eu não posso tirar nada dele. Obviamente, eu estava esperando um tipo diferente de luta, mas não aconteceu assim e realmente não tenho desculpas. Eu sei que existem coisas no meu jogo que preciso melhorar, e acho que ele aproveitou isso. Ele desempenhou um jogo inteligente e obteve o seu bônus pela vitória e está em uma posição um pouco mais confortável em sua carreira. Os fãs não ficaram muito contentes, mas está na consciência dele e não a minha, acredito eu".    
  
O que ficou na mente de Hardy foi sua incapacidade de parar as quedas de Johnson, ou voltar em pé, quando era levado para o solo. Assim, além de seu trabalho habitual em Nottingham no início do camp, ele também montou uma base em Las Vegas para treinar com o peso pesado Roy Nelson e sua equipe, a Country Club.
       
Para muitas pessoas, isso parece ser uma grande reviravolta, mas para Hardy, viajar e ver coisas diferentes, não são apenas vantagens no trabalho, são paixões que ele teve durante o tempo que foi capaz de dar voltas por conta própria. No processo, ele viveu muitas coisas com apenas 29 anos, mais do que a maioria, e isso fez dele quem ele é.  
      
"Sou muito grato e tenho uma família que sempre me incentivou a sair e experimentar coisas", disse Hardy. "Para mim, é viajar, chegar lá e conhecer pessoas que você normalmente não conheceria te colocando em circunstâncias em que você precisa se adaptar um pouco. Eu tenho uma cabeça madura. Eu já viajei muito na vida e já estive em situações em que não tinha dinheiro e ficava em albergues para conseguir treinar. Eu olho para trás agora e acho que a razão de estar onde estou agora é porque arrisquei na minha vida. Eu não quero chegar ao fim da minha vida e olhar para trás e dizer 'eu deveria ter feito isso e deveria ter feito aquilo'. Eu quero sentir como se tivesse aproveitado o máximo possível".
        
Esse é Dan Hardy os 29 anos. Então, quem será Dan Hardy aos 50?  
      
"Eu estive pensando sobre mim", ele ri. "O Dan Hardy aos 50, eu gostaria de ser muito mais educado do que sou agora e um pouco mais de um cavalheiro inglês, talvez. Eu ainda estarei balançando o moicano, mas talvez com um smoking, ao mesmo tempo".
       
Soa como um plano. Mas, novamente, a melhor parte da vida de Hardy não foi ter um plano, apenas deixar a vida te levar. Ele tem sua lista de afazeres. Se vai conseguir realizar, é apenas parte da diversão.
       
"Eu estava tendo essa conversa com o meu treinador outro dia, e acho que não tenho anos suficientes na minha vida para fazer todas as coisas que quero", disse ele. "Mas isso é emocionante para mim porque sinto que vou conseguir ajustar e fazê-las".  
    
A primeira coisa nessa lista é voltar a vencer neste domingo contra Lytle e reviver sua busca por outra corrida pelo cinturão meio-médio. E se Lytle ficar de pé na trocação ou o levá-lo para o chão, Hardy insiste que você vai ver um lutador pronto para o que der e vier quando o round começar.
        
"Eu não estou me permitindo chegar despreparado", disse ele. "Uma das razões pelas quais eu vim para Vegas foi para que possa estar totalmente preparado para a luta, e sinto que estou. Eu sinto que não importa o que Chris faça, eu posso vencê-lo onde quer que a luta se desenvolva. E isso me dá a confiança. Tenho certeza que Chris vai entrar e fazer uma luta empolgante para os fãs e tentar me nocautear e conseguir essa vitória. Mas de qualquer forma eu estou pronto para ele. Realmente não importa o que ele faça neste momento".  
      
Como todas as outras coisas...
        
"Estou muito relaxado sobre isso", disse Hardy. "Obviamente a minha carreira é importante para mim e meu trabalho com o UFC é importante para mim, mas é apenas um caso de 'tenho que fazer o que posso', e enquanto eu der tudo o que tenho, posso fazer meu melhor. Estou confiante de que estou em um bom lugar agora, estou relaxado, e estou pronto para esta luta. É hora de dar a volta por cima".    


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