Clay Guida - O caçador de demônios

"We’re not gonna let him jump off the cage and implement his game plan. We’re moving forward, we’re gonna push him around the cage and dictate the pace." - Clay Guida
Clay Guida deixou as cruzes, livros de oração, e água benta em casa, mas ainda tem alguns demônios para exorcizar esse fim de semana em Las Vegas.
      
Ao entrar no octógono no The Palms, pela terceira vez, ele não deve incidir apenas sobre o seu adversário, o ex-campeão dos leves do WEC Anthony Pettis, mas os fantasmas que habitam o Pearl Theater, onde participou em dois dos combates mais dramáticos da história do UFC, e saiu com derrotas em ambos.    
  
"Foram duas consideradas as melhores daqueles anos, mas duas derrotas, e nós vamos fazer melhor dessa vez", disse Guida. "Na terceira tem todo aquele encanto e vamos chutar esses fantasmas para fora do The Palms".  
    
Algumas vezes são as pequenas coisas que importam para um lutador - usando seus calções que trazem sorte, entrando com mesma música o tempo todo, ou apenas ter um pouco mais de motivação para empurrá-lo para o próximo nível. Guida tem motivação em abundância, já que está vindo de três vitórias consecutivas em uma divisão muito competitiva, e está lutando em rede nacional novamente. Mas é a idéia de apagar a sua série de resultados negativos no The Palms depois de sua derrota contra Roger Huerta em 2007 e Diego Sanchez em 2009 que o tornou ainda mais focado do que o habitual.    
  
"Eu não diria que tive má sorte, só não tive a minha mão levantada", ele disse sobre as batalhas contra Huerta e Sanchez. "Eles foram incríveis, foram lutas dramáticas, tão dramáticas quanto você pôde ver - um turbilhão louco, 'knock downs, quedas para todos os lados' - e são lutas que as pessoas vão se lembrar para sempre. E para mim, um verdadeiro campeão é alguém que aceita uma derrota e aprende com ela. Mas por outro lado, eu nunca estou satisfeito. Essas foram grandes lutas, mas cometi um erro em cada e paguei caro.
     
"A luta diante de Huerta, eu poderia ter tirado um cochilo no terceiro round e ainda ganhar. Mas não é isso que estamos fazendo. Estamos aqui para finalizar lutas. Contra o Diego Sanchez, paguei caro porque diminuí a pressão e o deixei ditar o ritmo desde o início. No primeiro minuto de luta nós tivemos aquela coisa de espancamento, onde ele me chutou no queixo, me deu socos e joelhadas e me cortou. Demorei um pouco para entrar no meu jogo, levar para baixo e ground and pound. A maioria dos fãs realmente não pensa sobre as vitórias. Mas, no meu interior, quero me divertir e começar a ter minha mão levantada, e estou espantando os demônios no dia 4 de junho".  
    
Após a derrota por decisão dividida para Sanchez, Guida ainda não conseguia voltar a vencer, seis meses depois foi finalizado por Kenny Florian no UFC 107, mas desde então 'The Carpenter' está imbatível, finalizando todos os três oponentes. Mais importante do que as vitórias, é a idéia que ele encontrou o equilíbrio entre ser emocionante e ainda seguir uma estratégia inteligente. Agora ele deixou de ser simplesmente imperdível de se ver na TV para se transformar em um sério candidato ao título dos leves.
      
"Eu tenho amadurecido na minha preparação e trouxe algumas habilidades à tona que realmente não sabia que tinha antes", ele disse. "Eu tenho muito mais confiança nas minhas quedas, mais confiança na minha finalização, e as pessoas têm visto minha movimentação nas últimas lutas. Eu quebrei a mandíbula do Rafael dos Anjos e o levei para baixo, finalizei Shannon Gugerty, que era faixa marrom de alto nível; (Takanori) Gomi pode perfurar um bloco de concreto e eu o superei na trocação, coloquei-o de costas e fiz o que fazemos, que é punir nossos adversários e fazê-los pagar".  
     
O culpado óbvio do "novo" Guida seria a sua ida para Albuquerque para treinar com Greg Jackson e seus destaques. Mas você também pode olhar para uma fonte adicional - a moradia de Guida, um enorme trailler, que transformou-se mais do que uma casa longe de Illinois, mas o seu santuário pessoal.  
    
"Eu acho que é pela paz de espírito, e é uma atmosfera tranquila", disse ele. "Isso me motiva. (O jeito que eu vejo) Eu estou sempre na estrada para a vitória. Não importa onde eu esteja, enquanto eu tenho o meu trailer, sempre estou focado no meu objetivo e meu sonho, que é ter esse cinturão".      
Nos últimos meses, as aventuras no trailer de Guida tornaram-se quase tão interessante como a sua luta, uma circunstância estranha que vem com ser um pensador livre que não está muito preocupado com o que as pessoas pensam. Então, por que as pessoas se ligariam a esse aspecto de sua história?
     
"Talvez seja porque é uma idéia tão simples", disse ele. "'Oh Guida, o meio-homem das cavernas vive em um trailer".  
   
Ele ri, sua personalidade fora do vage é um oposto do que é quando a campainha toca. Dentro, ele tem uma forte intenção em fazer à noite o seu adversário o mais miserável possível.    
  
"Eu vou colocar um cara sobre muita pressão e veremos do que ele é feito e se está pronto para o grande show", disse Guida. "E isso serve para os meus futuros adversários também. Vamos ver se eles merecem ser contendores, desafiantes ou campeões. Porque eu sei que lá no fundo sou o melhor peso leve do mundo e só tenho que chegar lá e provar isso. Anthony Pettis está no meu caminho e ele não vai me parar. Ele é um obstáculo, não um muro impenetrável".  
   
Isso não quer dizer que Guida rejeita o jovem talento de Milwaukee, que capturou a atenção do mundo com o seu chute voador utilizando o cage, e faturou o título do WEC vencendo Ben Henderson em dezembro passado. Guida não promete coisas desse tipo neste sábado.
     
"Sinto-me melhor com os dois pés no chão e é isso que nós vamos fazer. Nós vamos tirar os pés dele do tatame com a nossa vontade. Nós não vamos deixá-lo saltar no cage e implementar seu jogo. Nós estamos avançando, vamos pressioná-lo e ditar o ritmo, sei que as pessoas dizem isso o tempo todo, mas quando fazemos o nosso melhor é quando atacamos primeiro e nos impomos. Eu acho que Ben Henderson, Shane Roller, e todos esses caras respeitaram ele, dando muito espaço. Nós vamos fazer diferente".  
    
Mas voltando a essa coisa de respeito, Guida tem por Pettis, chamando-o de 'o lutador mais criativo e inovador' que já enfrentou. Ao mesmo tempo, ele quer enviar uma mensagem para o 'Showtime: "Não é mais o WEC. Ele lutou cinco rounds no combate principal de um evento em uma potencial luta do ano, mas lutou contra um cara que o respeitava muito. Ben Henderson é um lutador muito hábil e eu não acho que ele acreditou em si mesmo naquela luta. Vai ser totalmente diferente no dia 4 de junho. Anthony Pettis esta na crista da onda, eu adoro vê-lo lutar, e você não vai encontrar um cara mais emocionante de se ver - ele vem com cada coisa... O cara proporciona vários momentos alucinantes em uma luta do que provavelmente eu tenho na minha carreira inteira. Mas tenho tantas derrotas quanto ele tem vitórias, então já tive provas de fogo e vou mostrá-lo como isso funciona. Ele vai procurar uma maneira de sair e eu vou dar isso para ele".  
  
E se uma 'Luta da Noite' vier, ótimo. Mas desta vez, a coisa mais importante para a Guida é vencer no The Palms e exorcizando um velho demônio.
      
"Eu não penso sobre os bônus, não penso em 'Luta da Noite' ou luta do ano. Eu penso em ir lá e desempenhar, mantendo meu jogo na frente da minha mente, ir lá e vencer. Eu não me importo se vou finalizá-lo no primeiro, segundo ou terceiro round. Eu não estou preocupado com a emoção da luta. Eu estou pensando em apenas ir lá, ficar confiante nas minhas habilidades, fazer o que faço melhor, e impor minha vontade sobre o meu adversário e mostrando-lhe do que o Centro-Oeste é capaz".    

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Midia

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