Cerrone – Só negócios, nada pessoal

UFC lightweight Donald CerroneEm uma noite em que o ex-campeão do peso leves busca por redenção e Ben Henderson defende seu título pela primeira vez, para Donald “Cowboy” Cerrone, que enfrenta Melvin Guillard na co-luta principal do UFC 150, não tem nada a ver com legado ou até uma chance pelo título.

Cowboy tem outras coisas em mente.  

“Dinheiro me motiva”, ele diz. “Mas também, gostaria de lutar com Anthony Pettis e ele continua com aquela besteira sobre o seu ombro, mas Melvin (Guillard) apareceu e aceitou a luta e isto é ótimo, mas quero pegar Pettis e ser o desafiante numero um.”

Em uma divisão complicada como a dos pesos leves, qualquer luta envolvendo dois top 10 pode gerar um candidato a numero um, mas com Cowboy vencendo 8 de suas últimas 10 e perdendo somente para Nate Diaz e o atual campeão Henderson nesta corrida, ele pode estar chegando lá.

Não que ele se importe.

“Não me importo com a chance ao título”, ele diz. “Eu quero lutar com Pettis. Espero que ele aceite uma luta comigo.”

Cowboy e “The Young Assassin” treinaram juntos antes de Guillard ir para a Blackzilians, e Cerrone está contando com sua experiência na academia para ter uma perspectiva melhor sobre seu próximo oponente.

“Eu treinei por anos com ele, mas isto não me incomoda”, ele disse. “Eu lutaria com Leonard (Garcia) e ele é como um irmão. Eu luto com qualquer um que colocarem na minha frente porque isto são negócios cara. Eu não me importo. Sobre o Melvin, eu o conheço irmão, esse é o plano. Ele é duro, muito atlético, e tem muitas coisas que preciso ter cuidado, mas com certeza consigo vencê-lo. Melvin vai desistir assim que a coisa ficar feia, e vai ficar feia bem rápido.”

A estranha realidade de lutar um ex-colega de equipe foi ilustrada recentemente em um twitte de Diego Sanchez da Team Jackson’s para Cerrone, que mostrou o máximo que se pode por dentro do UFC.

“Wow, você e Melvin??? Eu fiquei tipo, ‘ele aceitou a luta???’ depois de todas as surras que eu vi com os meus próprios olhos nos treinos!!!?” Sanchez tuitou.

Cowboy de qualquer maneira, deixou bem claro que sua experiência na academia com Melvin inspira confiança.

“Treinar com esse cara – se você o pressionar – mesmo nas suas lutas, quando ele está perdendo e começa a duvidar de si mesmo, ele se dá por vencido facilmente. Mas espero que um Melvin confiante apareça. Eu quero o melhor Melvin que eles tem. Se ele acha que pode me vencer, ótimo. Estou aqui e quero ver isso. Mas digam ao Melvin que estou vindo para lhe dar uma surra.”

Além de estar ansioso para enfrentar Guillard no Octógono, Cerrone espera ir até Michigan no dia 19 de agosto, para ver seu amigo, piloto da NASCAR, Kevin Harvick em ação na Michigan International Speedway.

“Ele vai correr no mesmo dia que vou lutar, isso é chato, mas vou vê-lo na próxima semana no Pure Michigan 400”, ele diz.

Cerrone acrescenta que Harvick é mais do que um amigo, mas também uma inspiração e um bom conselheiro profissionalmente.

“Nós conversamos muito, ele e sua esposa (DeLana) sempre falam comigo, esses dias ele me mandou uma mensagem dizendo ‘Tira a bunda daí, a palavra campeão parece muito melhor se estiver antes do seu nome, não parece?’, disse Cerrone. “Ele sempre está checando para saber como estou, sempre pressionando, me aconselha sobre o que fazer com meu dinheiro, e ele conseguiu alguns patrocínios da NASCAR para mim. É legal ter ele, que já ganhou um monte de dinheiro, me explicando como ganhar um monte de dinheiro, e ser esperto com isso.”

Com Greg Jackson explicando como ser esperto dentro da jaula e Harvick explicando como ser esperto no banco, Cerrone pode se concentrar em lutar. O que mais um lutador pode pedir?

“Que tal Anthony Pettis?” diz Cerrone. 

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Midia

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