Faber reencontra um 'brother' das antigas, "o duelo por um cinturão"

"Somos pessoas diferentes, não sei se é por minha causa ou por causa da vida ou o quê, mas vamos lutar, e eu não me importo de ser o destino de sua frustração. Eu não estou preocupado com isso". - Urijah Faber
Lutas por cinturões e Urijah Faber são velhos amigos. Se foi pelo WEC, King of the Cage ou Gladiator Challenge, 18 de suas 29 lutas profissionais valeram títulos, uma gritante marca 62%. É claro que lutas pelos cinturões do King of the Cage e do Gladiator Challenge não se comparam com as do WEC, mas quando você coloca a palavra 'campeão' no meio, as proporções são grandes.  
  
Entretando nenhuma delas será maior do que a que estará em jogo no sábado, quando Faber desafiar Dominick Cruz pelo título peso galo do UFC. Ele admite que este tem uma dose extra sobre ele do que os 18 anteriores.  
  
"Este é o top", disse Faber. "No momento em que eu estava tendo essas outras lutas por títulos, elas eram consideradas as melhores da categoria, e mesmo ainda sendo novo no esporte me dei bem, mas esta seria a maior de todas".  
  
E não é só porque ele iria adicionar o cinturão galo do UFC ao pena do WEC pena que possuiu em seu currículo entre 2006-2008, mas também porque ele e Cruz, que Faber derrotou em 2007, tem uma rivalidade forte. É uma diferença que adicionou mais expectativa a uma luta já muito esperada, e pode ser a primeira vez que Faber realmente arremessou algumas 'bombas' verbais e psicológicas em um adversário.  
  
Você pode dizer que ele está adorando isso. No entanto, enquanto a rivalidade pessoal pode ser nova, ser o alvo de cada lutador na sua categoria de peso não é. A partir do momento em que o WEC foi comprado pela Zuffa e Faber se tornou a estrela indiscutível da promoção, ele tinha um alvo em neon nas costas, um que ele aceitou com uma dose incrível de profissionalismo. Esse profissionalismo fez dele um favorito entre a imprensa e os fãs, e sem dúvida, quando se trata de compreender o que separa um bom lutador de uma estrela, ele entender com perfeição.  
  
"Isso vem com querer ser o melhor, e não é apenas lutar", disse Faber. "Quando você olha para os caras que fizeram seu nome no esporte, nem sempre são só os talentosos que se destacam. São os caras que equilibram as coisas e trabalham duro tanto fora quanto dentro do esporte. E ser um profissional, é estar fazendo entrevistas e trabalhos de mídia e tudo mais. É parte de seu trabalho e somos o entretenimento como o esporte também é".  
  
E tal observação não se perde entre os outros membros da equipe Faber, a Alpha Male, e eles têm o seu capitão para lembrá-los caso se esqueçam.  
  
"É preciso ensiná-los sobre o outro lado das coisas e fiz isso com os outros membros da equipe", disse ele. "Temos conversas gerais sobre a importância de ser um cara de negócios, fazer as entrevistas e, basicamente, deixar as pessoas saberem quem você é. É nessa que você começa com vilões, heróis e aquelas pessoas que são indiferentes".  
  
Em março, ele fez sua estréia no octógono com sua segunda vitória até 61 quilos, por decisão sobre outro ex-campeão do WEC, Eddie Wineland. A vitória construiu a revanche de sábado com Cruz, um campeão que tem estado esperando por Faber há anos. Faber está acostumado a ter lutadores o perseguindo, mas neste caso, ele acredita que o que Cruz está buscando não será encontrado na noite da luta ou depois.  
  
"Me lembro quando eu ainda era uma criança, a desculpa da minha mão para tudo era, 'ah, eles só estão com ciúmes'. Independentemente do que Dominick Cruz acha que quer ou precisa, o que ele realmente quer e o que eu tenho, ele não vai me derrotar no cage. Somos pessoas diferentes, não sei se é por minha causa ou por causa da vida ou o quê, mas vamos lutar, e eu não me importo de ser o destino de sua frustração. Eu não estou preocupado com isso".   
  
É a confiança de um lutador que já viu de tudo, e que praticamente inventou o que uma luta por título nas classes mais leves de peso significa. Quanto ao que acontece na luta em si, o competidor de 32 anos, nativo de Sacramento, está igualmente despreocupado.  
  
"Eu não sou um grande planejador", admite. "Eu sou um lutador difícil de ser decifrado, luto diferente o tempo todo, e acho que a melhor aposta é me machucar de alguma forma, porque isso é o que normalmente acontece. (Risos) Me acerte com um soco enquanto estou fazendo algo louco ou me atinja de alguma forma. Mas mesmo quando estou machucado, ainda sou o pior pesadelo. Se você quiser falar de estratégias, então é isso, porque essa foi a única maneira como perdi. Perdi para três pessoas na minha carreira e todas elas eram maiores do que eu (Aldo, Brown [duas vezes], Tyson Griffin). Em uma luta eu estava com as duas mãos 'ferradas' (Brown II), em duas lutas fui pego quando estava pulando no ar (Brown I, Griffin), e em uma luta tive as minhas pernas detonadas até um ponto onde mal podia andar (Aldo). Essa é a estratégia - me machuque".  


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Midia

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