Glover Teixeira: Recuperando o tempo perdido

"Ele está vencendo, e quer o que eu quero. Ele quer disputar o título e sei que ele está focado. Vai ser uma grande luta, não há dúvida sobre isso." - Glover Teixeira
UFC light heavyweight Glover Teixeira
Se não fosse pelas questões do visto, que atormentaram sua promissora carreira nas artes marciais mistas, Glover Teixeira provavelmente teria ido competir no UFC muito antes. Hoje, ele poderia até ser campeão mundial. Em vez disso, ele tem 33 anos e está correndo atrás do tempo perdido enquanto se prepara para sua quarta luta no período de um ano contra James Te Huna na noite deste sábado.    
    
Alguns podem ser afetados pelo tempo perdido. Não Glover, que sempre sentiu que acabaria por ter a sua oportunidade de brilhar no palco mais brilhante do esporte.    
    
"Eu estava confiante", disse ele. "Mas não queria esperar muito tempo para entrar no UFC. Se tivesse 35 ou 37 anos, não ia querer fazer isso. Mas eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, isso ia acontecer. Eu ia continuar lutando sem me importar e aumentaria meu cartel. Eles iam ter que me chamar, porque depois de 30 ou 40 vitórias, eles teriam que me convidar em algum momento."    
    
Não chegou a esse ponto, mas depois de um 2-2 no início da carreira que começou em 2002, Glover emplacou 15 vitórias consecutivas, com as quatro últimas diante de veteranos do UFC: Marcio "Pé de Pano" Cruz, Antonio "Samuray" Mendes, Marvin Eastman, e "Suave" Ricco Rodriguez. Em 2012, ele foi convidado e não deixou de impressionar os fãs do UFC, finalizando Kyle Kingsbury, parando Fabio Maldonado, e batendo Rampage Jackson por decisão.
   
"Lutar com ele foi ótimo", disse Glover sobre a luta com Jackson. "Foi uma luta difícil e ele é sem dúvida o maior nome, e ele provou que sou um lutador top."    
    
Agora na parte alta da divisão, ocupando o quarto lugar até 93 quilos, ele não só luta por si e sua família, ele se tornou um representante do esporte. Nos últimos meses, Glover falou sobre o controle de armas após a tragédia de Sandy Hook em seu estado natal adotivo, Connecticut, e tem também tem ajudado no esforço para legalizar MMA no estado.    
    
"É muito bom para mim porque estou dizendo algo que queria dizer e o UFC me deu a oportunidade de fazer isso", disse Glover, que mora em Danbury. "Falamos sobre a luta em Connecticut e meus amigos e minha família estão lá, e eles vão (às lutas) algumas vezes, mas eles não podem ir o tempo todo. Estou lhe dizendo, se tiver uma luta em Connecticut, provavelmente vai ter tipo, 10.000 brasileiros lá. (Risos) Eles todos me conhecem naquela cidade, e isso vai ser ótimo. Então, eu amo estar lutando por eles."    
    
Neste sábado, ele vai lutar para continuar subindo a escada dos meio-pesados, terá o ultra-resistente James Te Huna pela frente, que entrou no lugar do lesionado Ryan Bader. Vindo de quatro triunfos consecutivos, Te Huna é o tipo de lutador que Glover não terá dificuldades em encontrar quando a campainha tocar, e se você acha que está animado para assistir estes dois colidirem, o brasileiro está ainda mais.    
    
"Ele é um casca-grossa e gosto dessa luta", disse Glover. "Quinton foi o maior nome, mas todo mundo estava dizendo antes que parecia que ele não queria mais lutar. Ele estava em forma para a luta e fiquei feliz com isso, mas ele não bateu o peso uma luta antes e você fica pensando: 'esse cara está focado, ele não quer mais lutar?' Então, você bate o cara e fica tipo, 'tanto faz, ele não quer lutar mesmo.' Esse cara (Te Huna) é bom, ele está vencendo, e quer o que eu quero. Ele quer disputar o título e sei que ele está focado. Vai ser uma grande luta, não há dúvida sobre isso."    
    
Para complementar o trabalho com sua equipe habitual no The Pit, Glover mudou-se para a Flórida e foi treinar com a American Top Team para essa luta, e recebeu ajuda e treinou duro, o que o deixou mais do que pronto para este fim de semana.    
    
"Eu conhecia alguns caras daqui e conhecia o Ricardo Liborio e o Katel Kubil, ele é um instrutor de Muay Thai", disse Glover de seu tempo com a ATT. "Eu acho que eles são grandes treinadores e um monte de gente treina lá, então vim para treinar com os melhores lutadores. "Pezão" Silva vai lutar no mesmo card, e é uma grande equipe. Eu estou feliz fazendo essas coisas por aqui."    


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Midia

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