Gray Maynard: The Bully está de volta

"Acredito que sou o melhor, e vou provar isso para todos. E mais importante, vou provar isso para TJ." -     - Gray Maynard
UFC lightweight Gray Maynard
28 de agosto de 2010. UFC 118.    
      
Essa foi a última vez "The Bully" dominou alguém na gaiola a caminho de uma vitória.     
  
Naquela noite, no TD Garden, em Boston, Massachusetts, Gray Maynard derrotou Kenny Florian para ganhar sua 11ª luta, e uma chance de disputar o título leve do UFC. Um trio de definições veio na sequência, cada um com seu próprio drama.      
  
Houve o empate pelo cinturão com Frankie Edgar no UFC 125, no primeiro dia de 2011 - uma pílula amarga para engolir devido a forma como o primeiro assalto aconteceu.      
  
A revanche veio na sequência, mas foi pior. O round de abertura da luta principal do UFC 136 foi estranhamente familiar - Edgar cambaleando ao redor da gaiola, mais uma vez, parecendo estar a apenas um soco de ser nocauteado.    
      
Assim como há 10 meses e sete dias, a recuperação de Edgar aconteceu e não houve empate dessa vez. O campeão levantou primeiro após uma troca de posicionamentos no quarto round e conectou um uppercut. Várias esquerdas depois, e o zero na coluna de derrotas de Maynard não existia mais.    
  
Oito meses após, o ex-desafiante retornaria. Nesse ínterim, ele deixou a Xtreme Couture em Las Vegas, se mudou para a Califórnia, mas nunca se estabeleceu em um endereço fixo para seus treinos.      
Sua primeira luta após a derrota foi contra Clay Guida - a atração principal do UFC de junho - em Atlantic City, Nova Jersey foi estranha, para dizer o mínimo.      
  
Guida empregou um estilo de muita movimentação e Maynard estava frustrado em persegui-lo ao redor da gaiola por boa parte dos 25 minutos. Combinados, conectaram apenas 101 golpes dos 556 lançados, de acordo com a FightMetric, e Maynard saiu vencedor por decisão dividida.    
      
Maynard tem estado fora do UFC desde então.    
      
Um problema persistente no tendão, e uma lesão no joelho que exigiu cirurgia, o obrigou a sair de uma luta com Joe Lauzon no UFC 155, e o afastamento se prolongou mais.  
      
Por mais frustrante que tenha sido, Maynard conseguiu o tempo suficiente para organizar as coisas em seu novo ambiente.  
      
Ele está treinando em tempo integral na American Kickboxing Academy (AKA) em San Jose, ao lado de nomes de Josh Thomson, Daniel Cormier e Luke Rockhold, esperando voltar para a gaiola e encurtar sua busca pelo ouro.      
  
Ele vai finalmente voltar neste fim de semana, contra o canadense TJ Grant no UFC 160.

"A AKA é uma grande equipe. Eles elaboraram ótimas estratégias, e é apenas MMA. Cada área: planejamento, trocação, quedas, tudo - eu melhorei.    
  
 "[Javier Mendez] tem sido meu técnico", continuou Maynard. "[Bob Cook] está lá o tempo todo, Josh Thomson, todos nós trabalhamos juntos, como uma equipe. Nós dizemos o que estamos fazendo bem, e o que não estamos. Tem sido um grande camp. Tem sido de primeira qualidade. Estou animado."    
      
Apesar da oportunidade de entrar mais uma vez no octógono ser a motivação para o peso leve com cartel de 12-1-1, 1 NC, o presidente do UFC Dana White aumentou a intensidade algumas semanas atrás, ao anunciar que o vencedor de Maynard e Grant seria o próximo desafiante contra Benson Henderson.      
  
Foi uma declaração que surpreendeu a muitos, um objetivo que faz sentido quando você para pensar a respeito:    
      
Grant é 4-0 desde que fez a mudança para a categoria leve, e vem de uma brilhante primeira vitória por nocaute sobre Matt Wiman em janeiro e, apesar de Maynard ter tido uma vitória de pouco brilho contra Guida, ele permanece como um dos lutadores mais bem classificados em uma divisão sem um desafiante número #1 absoluto.    
      
"Fomos promovidos para definir o próximo desafiante, e realmente, somos dois caras tops. Não há um #1 claro (na divisão).     
   
"Ele vai pra cima", continuou Maynard avaliando seu adversário no MGM Grand Garden Arena. "Ele é um garoto casca-grossa, e por isso vai ser uma boa luta. Eu estou animado.

"Ele é bom em tudo. Ele acredita em sua trocação. Ele tem um estilo mais voltando para o Thai, e tem um bom jogo de clinch. Obviamente, ele é bom no chão, já tem tempo que não é derrotado, porque sempre vem preparado e sabe o que precisar ser feito."      
  
Embora a equipe de produção colocará o "# 3" ao lado de seu nome nos vários pacotes gráficos que acompanham um evento do UFC durante toda a semana, Maynard usará o embate de sábado para recuperar o seu lugar na divisão, e lembrando a todos que ele ainda é um dos o melhores até 70 quilos, deixando seu recado contra o competidor azarão da costa leste do Canadá.    
      
"Eu realmente acho que minhas escolhas me custaram o cinturão. Acredito que sou o melhor, e vou provar isso para todos. E mais importante, vou provar isso para o TJ."    



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Midia

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