Jose Aldo - Deixando seu jogo dar o recado

"Quando comecei minha carreira no MMA eu ficava de olho no Pedro Rizzo e no Chuck Liddell, como o tipo de estilos que eu queria seguir". - Jose Aldo
Tente trocar contra o atual campeão pena do UFC José Aldo - que defende seu cinturão pela primeira vez, contra o canadense Mark 'The Machine' Hominick na noite deste sábado - e as chances de ir para o chão inconsciente são muito altas.    
    
É claro que durante uma troca de golpes qualquer lutador pode tomar uma em cheio, mas os números não mentem. Aldo despachou 13 de seus adversários anteriores de vários modos, incluindo tiros de meta (sob regras diferentes), joelhadas voadoras, combinações de socos e chutes baixos e altos.    
    
Mas se você parar por um segundo e observar bem, o amazonense de 25 anos vem de uma base de Jiu-jitsu, e sua escola, a Nova União, é conhecida por uma sólida formação na arte suave. Sendo assim, parece que a transição de Aldo das competições de kimono e submission para aos ringues de MMA / Octagons ignorou o aspecto chão, e a confirmação é forte quando você vê seu cartel, 18 vitórias, apenas uma por finalização tradicional.    
    
"Eu não sei que tipo de jogo de chão as pessoas querem ver de mim - tudo depende da oportunidade", disse Aldo, um atleta de Jiu-Jitsu que definitivamente sabe como trocar. "Quando comecei minha carreira no MMA eu ficava de olho no Pedro Rizzo e no Chuck Liddell, como o tipo de estilos que eu queria seguir. Eu não queria ser aquele cara que leva a luta para baixo e trabalha no chão, e eu achei que seria mais rápido chegar ao topo nocauteando as pessoas, porque a publicidade sobre o meu KOs iria colocar-me onde eu queria estar".     
    
Ser fã de Liddell e Rizzo, dois dos strikers mais temidos de todos os tempos, não é uma garantia de que você vai brutalizar seus oponentes como esses dois fizeram. E Aldo sabe disso. Mas diante de um bom striker em sua primeira defesa de título do UFC, o brasileiro não focou seus treinos no jogo de chão para evitar uma possível tempestade vindo do desafiante. Em um típico caso de fogo se combate com fogo, ele viajou para a Holanda para afiar as mãos e os pés com um dos melhores lutadores de Muay thai no planeta, Andy 'The Destroyer' Souwer.    
    
"Eu acho que tenho um bom conhecimento na trocação, mas sei que ainda tenho muito a melhorar", disse ele. "Sou incansável na busca de conhecimento e agradeço a Deus por esta oportunidade de viajar para a Holanda ter aparecido, Souwer me recebeu muito bem e eu aprendi muito com esta experiência. O mundo está evoluindo e um lutador não pode parar; ele precisa buscar a evolução o tempo todo. Nós nunca devemos pensar que somos tão bons que não podemos aprender mais. Temos que aproveitar coisas novas o tempo todo, principalmente no MMA, onde o jogo de chão, quedas e trocação estão sempre crescendo. O único problema da minha viagem para a Holanda foi o curto período que fiquei por lá, então estou ansioso para voltar logo".     
    
O programa de treinamento para um campeão defender seu título pela primeira vez tende a ser mais duro do que nunca e ele precisa preparar o lutador não só fisicamente e tecnicamente, mas mentalmente também. Para Aldo, que enfrentará um ídolo em sua cidade natal na frente de 55.000 fãs, os rituais pré-luta que ele tem seguido desde o seu início no WEC ajudam a evitar a pressão. Isso significa que quando ele não encara seu adversário, isso não é um sinal de falta de confiança antes do início da ação, mas sim os últimos e importantes instantes que Aldo fica com ele mesmo.    
    
"Quando nós assinamos para uma luta, sabemos que vamos encarar um cara por 15 minutos ou menos, ou 25 minutos ou menos, quando você esta em uma luta pelo título, então eu tento me concentrar ao máximo antes de tocarmos as luvas", diz Aldo sobre o ritual que ocorre durante as últimas instruções do árbitro. "Eu não olho nos olhos do cara, eu tenho o meu corpo e minha alma em sinergia, e esta é a última vez que consigo este momento de concentração antes da luta contra o meu adversário".     
    
Quanto à possibilidade do maior público em um evento da UFC aplicar uma sonora vaia nele, Aldo diz: "Pode ser 55, 60 ou 100 mil, mas quando fecha a porta do cage, seremos só Hominick e eu, eu apenas lutei em casa três vezes em 19 lutas", disse ele."A parte boa de somente falar fluentemente o português é que não entendo tudo que vem da torcida local, então isso não irá me influenciar mentalmente".    
    
Com a luta se aproximando, Aldo começa fica completamente focado na tarefa que vem pela frente, mas ele ouviu Hominick dizendo que o campeão nunca enfrentou um striker de seu calibre antes. Apesar disso, o pupilo de André Pederneiras não vai usar as palavras para responder ao fogo. Ele tem outros métodos de provar seus pontos diante de um excelente desafiante.    
    
"Eu nunca me envolvi em guerra de palavras ou provocações, mas é impossível dizer que não ouvimos o que vem do lado de lá", diz Aldo. "É parte do jogo de cada lutador, e um desafiante precisa se promover. Ele não pode dizer, 'o campeão é o melhor, eu não posso enfrentá-lo'. Ele precisa acreditar em si. Eu prefiro me concentrar no meu treino e deixar minhas ações falarem por si".     

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Midia

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