Jose Aldo - Hora de voltar a dançar

"Eu estou lutando no Rio de Janeiro, com o apoio dos meus fãs, então vou ditar o ritmo e voltar a circular pela estrada dos nocautes".- Jose Aldo
UFC featherweight champion Jose AldoDando uma olhada há alguns anos, no campeão dos pesos pena do UFC, José Aldo, você vai perceber que depois de alguns de seus nocautes na gaiola azul, ele começava a dançar para comemorar suas vitórias.

Esta tradição se repetiu algumas vezes, e enquanto era difícil de compreender que tipo de ritmo Aldo estava tentando imitar, você também ria da posição e dos movimentos que o rei da categoria realizava naquela época, e realmente ficamos na  expectativa de que, se Aldo detonar seu adversário, veríamos uma dança ou testemunharíamos ele deixando a gaiola para celebrar com os fãs na arena.

Essa foi a marca registrada dos primeiros dias de Aldo no WEC, mas quando ele foi para o UFC e obteve o cinturão, nunca mais vimos esses movimentos novamente.  Primeiro, porque ele defendeu o cinturão com sucesso duas vezes, por decisão, e segundo ... bem, não há segundo. Então, o que eram aqueles movimentos Aldo?
Ele ri.
"Issoera parte da emoção que eu sentia depois de cada vitória no WEC. Eu não pensava, 'se eu bater o cara, vou dançar assim ou assado'. Eu apenas brincava durante o treino, brincava com meus companheiros, e depois nas lutas eu ia e fazia aquilo".

Aldo mencionou como ele ficava empolgado naqueles tempos, com cada vitória sobre um adversário coroada por aqueles movimentos engraçados, oops, danças. Dito isto, alguma coisa aconteceu quando o campeão foi importado para o UFC. Nós não vimos nocautes, não vimos danças, talvez um Aldo diferente está lutando agora pelo UFC. O campeão discorda, mas ele explica a diferença entre as organizações.

"O UFC recebe muito mais atenção e, claro, aqueles que não me conheciam antes, mas  procuraram meus vídeos,  viram o que eu fiz no WEC", disse ele. "Eu sinto que algumas peças do meu jogo estão faltando. Mas o que posso dizer? Estou de volta, com fome, muito bem treinado, e vou procurar o nocaute e tentar fazer acontecer".

"Além disso, mais publicidade significa mais estudo, mais estratégia, e os caras vêm para lutar evitando a minha criatividade", Aldo continua. "Não é como nos tempos do WEC, quando eles não tinham certeza. 'O que esse cara vai fazer na próxima?' Não é só tentar arrancar a cabeça deles, mas há um adversário de elite pronto para capitalizar meus erros e estragar as coisas para mim".

Isso provavelmente foi o que vimos durante suas duas defesas de título contra Mark Hominick (UFC 129) e Kenny Florian (UFC 136). Não que Aldo parecia completamente diferente dos tempos do WEC, mas para aqueles que estavam habituados a ver as joelhadas voadoras e combinações, parecia que Aldo não estava mais treinando esses movimentos.  Mas ele estava.

"Eu nunca parei de  treinar joelhadas voadoras, e meu jogo em pé é muito melhor do que era no WEC, mas como mencionei, temos talentos dignos de pé do outro lado da gaiola", diz ele. "No WEC tinha também, mas no UFC, os adversários têm mais material meu e eles estão tirando proveito deste fato. Enfim, eu estou lutando no Rio de Janeiro, com o apoio dos meus fãs, então vou ditar o ritmo e voltar a circular pela estrada dos nocautes".

Lutar no Rio de Janeiro é um combustível para Aldo, ele não tem lutado aqui desde 2007, e quando atou, os resultados foram normalmente fantásticos. Houve um nocaute com tiros de meta em 20 segundos sobre Aritano Barbosa em 2005, e uma decisão unânime sobre o ultra-resistente Fabio Mello, só para citar dois. A luta contra o Barbosa foi memorável, e não apenas pelo resultado, mas porque mostrou o contraste entre a luta no Rio há quase sete anos em relação ao combate aqui e agora  no UFC, em uma cidade que ele adotou com sua natal.

"Essa luta foi (risos) ... estávamos começando, a multidão estava em pé, porque não haviam assentos, e eu fiquei empolgado com isso", diz ele. "Foi uma luta  que vendeu todos os ingressos, com as pessoas gritando e me dando apoio , e cara, eu estou vendo essa cena de novo agora, mas com uma multidão maior, capaz em seus assentos, e eu vou para o nocaute com o apoio dos fãs da minha cidade natal".

O que foi visto pela primeira vez durante o retorno do UFC ao Brasil em agosto passado voltará a ser visto no UFC Rio: Aldo vs. Mendes, e Aldo acredita que o apoio de seus fãs brasileiros vai ser uma arma extra contra seu adversário, o invícto wrestler e membro do Team Alpha,  Chad Mendes.
"Depois que você consegue o cinturão, o seu sonho é a luta principal de um evento, estou fazendo isto agora com Mendes", disse Aldo. "Eu me sinto em casa lutando no Rio de Janeiro, e os meus amigos, família e, claro, meus fãs estarão mais perto de mim e isso é tudo que preciso para superar Mendes".

Mas Aldo não se engana, ter torcida a favor não ganha luta. Se isso fosse verdade, cada pessoa que lutasse fora do seu país teria uma derrota garantida. Então, para aumentar suas chances, o brasileiro trouxe a bordo um wrestler de alto nível, o ex-desafiante dos leves no UFC, Gray Maynard, uma adição valiosa quando você está indo enfrentar um wrestler muito bom como Mendes.

"Treinar com Gray abriu meus olhos para a minha defesa de quedas, e nossa conexão foi ótima", disse ele. "A importância da aquisição de um wrestler de elite como Gray será vista. Ele vem fazendo isso desde que era criança, e suas dicas, seus conselhos, e sua estratégia, são algumas das coisas que vou estar usando na noite do UFC RIO. eu aprendi muito, e agora é hora de por em prática".

Então, agora é hora de dançar de novo?

"Ele vai perder seu recorde invicto em 14 de janeiro, eu vejo isso acontecendo", diz ele. "E se o nocaute acontecer, vou ter uma surpresa para os fãs,  de fato. (risos)".

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