KJ Noons: O presente é o período certo

"Eu sinto que estou fechando o círculo. É muito bom vir para a maior organização quando ela está no ápice." - KJ Noons
KJ Noons, peso leve do UFC
Foi uma longa espera para os fãs de MMA, mas agora Karl James (KJ) Noons está finalmente ingressando no plantel do UFC e isso está acontecendo no momento certo.    

Depois de experimentar a carreira fora do Octógono, Noons está animado e pronto para fazer sua estreia no peso leve. A empresa está em um dos mais importantes pontos da história com um grande evento no pay-per-view e Noons pega um adversário de primeira linha. Honestamente, não poderia ter sido no momento melhor para o veterano do MMA, boxe, kickboxing entrar na jaula de oito lados do UFC sob as brilhantes luzes de Las Vegas em um card enorme contra o renomado Donald "Cowboy" Cerrone.   

"Eu sinto que estou fechando o círculo", disse Noons. "É muito bom vir para a maior organização quando ela está no ápice. Quando comecei, acho que a maior era o PRIDE. Eu tentei diferentes rotas com kickboxing, boxe e MMA. O UFC ficou tão grande. Não acho que alguém sabia o quão grande seria. Eu me tornei profissional quando tinha 18 anos e estava no kickboxing na época do PRIDE, há 12 anos. O UFC tem feito um ótimo trabalho, especialmente nos últimos quatro anos. Eu acho que é mais emocionante vir para o UFC em seu ápice."  
  
Para quem não sabe, Noons (30 anos) tem estado em posição de competidor top e tem uma rivalidade com Nick Diaz que se estendeu por duas empresas e divisões de peso. Como muitos lutadores de MMA, ele já flertou com a ideia de calçar um par de luvas mais pesadas e assumir a competição em esportes como o boxe e kickboxing, Noons simplesmente fez isso - com cerca de uma dúzia de vitórias e duas derrotas em cada um. Simplificando, o havaiano tem sido um atleta e artista marcial por muito tempo, originalmente aprendendo o kenpo karate aos cinco anos com seu pai, Karl James Sr., que era ex-campeão profissional de kickboxer.    

Mas, quando as pessoas buscam o cartel de Noons antes de sua luta contra "Cowboy" Cerrone, elas estranham. Muito foi dito que quem fosse batido no último Strikeforce da história, não carimbaria seu passaporte para o Octógono. Então quando as parciais da luta entre Noons e Ryan Couture foram divulgadas, o havaiano estava amargando uma derrota por decisão dividida. "Pelo que fiquei sabendo, você tinha que vencer para entrar no UFC", lembra Noons da luta de janeiro. A maioria do público e muitos meios de comunicação social, incluindo o presidente do UFC, Dana White não concordaram com a opinião dos jurados e acharam que Noons foi roubado. Não se pode chorar pelo leite derramado, mas quando se pensa em Noons, é claro que o UFC sabe das suas capacidades no momento em que o coloca no card principal.    

"Achei que foi uma boa luta", diz Noons sobre o embate com Ryan Couture. "Tivemos um bom camp e me concentrei na estratégia. Meu corner me dizia onde eu era eficaz, após cada round nos sentíamos bem a frente. Os jurados viram de forma diferente. Você precisa sacudir a poeira e dar a volta por cima. Eu sinto que o UFC não viu como uma derrota, porque me deram um oponente bem rankeado. Se não, eles teriam me dado um cara pouco conhecido. Estou no card principal de um dos maiores cards do ano. Sinto que isso significa que tive o tipo de desempenho que eles gostam."
   
O próximo desafio de Noons é uma colisão leve no fim de semana do Memorial Day com Cerrone no UFC 160 em Las Vegas, Nevada. "Cowboy" tem sido uma das forças quase indomáveis dentro do Octógono, e o produto da Jackson MMA rapidamente obteve seis vitórias e seis bônus da noite em menos de um ano e meio na empresa. Apesar de mostrar poder na trocação, os adversários nunca devem esquecer que ele é uma ameaça em todas as áreas, com uma boa série de vitórias por finalização.  
  
"Ele é um adversário muito respeitado no UFC", afirma Noons. "Ele é um veterano bem experiente. Ele vai para a luta. Tem um monte de armas e é bem completo. Esse cara é muito perigoso. Ele é um dos principais caras no UFC e faz lutas emocionantes. Acredito que ele vem com um jogo muito bom, e eu também vou. Isso deixará a luta eletrizante lá."    

Quando questionado se espera que seja um duelo de strikers, Noons não poderia ter sido mais claro na resposta: "Não." Mesmo um fã superficial de Noons sabe que se alguém vai para uma queda, esse não é ele. É uma loucura imaginar que Noons foi quedado pouquíssimas vezes. Não importa quem divida a gaiola com ele, Noons está pronto para fazer sprawl e lançar seus socos contra os melhores.  
  
"Logo que experimentam a luva ou um chute, eles passam a querer só me derrubar", afirma o Noons. "Estou sempre em confronto com caras bons e empolgantes. Nunca estou enfrentando um cara só grappler ou só de jiu-jitsu. Estou sempre em confronto com alguém que é trocador ou completo. Toda vez que alguém diz que parece no papel que vai ser uma guerra total em pé, o cara sempre tenta me derrubar ou fazer o que ele tem que fazer para ganhar. Eles querem fazer seu melhor para vencer a luta e obviamente sua melhor oportunidade é levá-la para o chão e fazer um pouco disto e daquilo. Se você estiver vindo trocar comigo, você vai perder. Na minha visão. Treino de tudo, mas essa é vantagem. No papel, parece que será uma grande guerra em pé, mas apenas saberemos quando a luta acontecer."    

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Midia

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