Anthony Pettis começa sua vida após "O Chute"

"I think a lot of people are doubting that I should be here. So I want to prove that I belong here.” - Anthony Pettis
É um movimento eternamente em destaque na cabeça de qualquer fã de MMA e que não pode ser evitado durante uma conversa com o jovem que o executou. Então, Anthony Pettis, você está cansado de falar sobre aquele que é conhecido como 'o chute'?

"Acho que isso não vai parar nunca", ele ri. 
     
Com certeza ninguém se cansou de assistir o seu salto no quinto round da disputa com Ben Henderson pelo título do peso-leve do WEC, em dezembro do ano passado. Na ocasião, Pettis foi direto na cabeça do adversário com um chute que o tornou uma estrela instantânea no universo dos videos e clipes que invadem a internet. A manobra foi tão boa que praticamente ofuscou seu impressionante desempenho na vitória sobre Henderson por decisão. Pelo menos para os fãs casuais.  
   
"Eu acho que para os fãs mais novos, que tinham acabado de me conhecer, com certeza a maioria se lembra do chute. Mas eu acho que os caras que acompanhavam a minha carreira e sabiam onde eu estava e aonde iria, só somaram o golpe ao resto".    
  
E assim que Pettis chegou ao WEC em 2009, ele demonstrou algo especial assim que o sino tocou. Ele finalizou Mike Campbell na sua primeira luta e depois de um pequeno contratempo, na forma de uma derrota por decisão dividida para o veterano Bart Palaszewski, ele conseguiu quatro vitórias seguidas, que culminaram no seu triunfo sobre Henderson. E isso foi fora do ringue.    
    
Fora dele, o orgulhoso nativo de Milwaukee tem um carisma discreto e uma bela história que foram apresentados para o mundo no ano passado quando ele foi  tema do documentário da MTV 'World of Jenks'.  
  
Some à mistura o fato dele ter apenas 24 anos e, enquanto é ótimo ver um jovem fenômeno, isso tudo também pode ser uma receita para o desastre caso ele não consiga lidar com a fama. Mas Pettis tem administrado tudo como um profissional.    
  
"É muito difícil. Tenho muitas oportunidade de acreditar nesse oba oba. Todos me dizem 'você é o melhor, você vai ser campeão' e é fácil de entrar nesse clima. Mas eu sei o que eu passei para chegar aqui e vai levar ainda mais tempo para chegar onde quero. Então mantenho meu foco e continuo fazendo o que faço".  
    
E sua primeira chance de seguir nesse plano acontece neste sábado quando ele encara Clay Guida em uma das lutas mais esperadas do ano. A estreia de Pettis no UFC deveria acontecer contra o vencedor da luta entre Frankie Edgar e Gray Maynard, em janeiro, mas isso foi logo descartado quando dois empataram e logo marcaram uma revanche, que foi cancelada quando ambos se machucaram. Isso deixou Pettis sobrando, mas ele não quis esperar por um dos dois para entrar no negócio.    
  
Ao longo do caminho, ele sofreu alguns golpes de outros lutadores, fãs e imprensa, que se perguntavam o motivo dele ter recebido uma chance de disputar um título de UFC. Mas os fatos nunca são lembrados quando se precisa de uma boa história, e logo foi esquecido o fato de que Pettis não procurou essa vaga no UFC; foi tudo parte de um acordo para o vencedor do último título de leve da WEC. Ele venceu, ele tem a chance.    
  
"Eu não pedi por uma chance. Eu não disse 'o WEC deveria se unificar'. Tudo isso foi combinado antes que eu vencesse o título. Eu estava apenas focado em vencer e agora que estou aqui, acho que muita gente ainda tem dúvidas se eu deveria estar aqui ou não. Quero provar que pertenço a esse lugar".  
    
E Pettis é um dos últimos destaques da organização, o que o coloca no palco principal na sua estreia no UFC. Mas seus colegas já vêm iluminando as coisas no octógono, abrindo caminho para Pettis.  
   
"Antes mesmo da unificação, eu disse que os caras do WEC eram lutadores mais interessantes e dinâmicos. Eles são versáteis e trazem muita coisa pra luta. Então eu sabia que o nível de competição no WEC era alto e o fato dos caras estarem vencendo aqui no UFC só comprova isso".       
Mas é difícil encontrar algo mais dinâmico que 'o chute' e Pettis pode vencer um título do UFC e comandar a categoria por 10 anos que as pessoas ainda vão lembrar do golpe quando se tratar dele. E quanto ele precisa praticar para chegar ao ponto de tentar aquilo em uma luta?    
  
"Nós não praticamos tanto assim. Era apenas um daqueles golpes que a gente brincava de fazer. Eu fazia quando estava me divertindo nos treinos e é sempre nesse momento que as coisas loucas acontecem, quando estou me divertindo, me sentindo confortável".    
  
E quando ele percebeu que poderia fazer isso na luta, ele pensou na distância necessária, se preparou e foi, certo?    
 
"Eu queria que tivesse sido assim, mas não foi", ele ri. "Meu corpo entrou no modo 'zumbi' e apenas aconteceu. Eu não consigo nem explicar. Mesmo depois do golpe eu fiquei: 'eu acabei de dar aquele chute? Minha nossa!'".  
     
Essa foi exatamente a reação de todo mundo que assistia a luta e enquanto não podemos garantir que não aconteça novamente neste final de semana, Pettis garante que tem novos truques na manga.  
    
"Vai ser difícil superar, mas eu tenho muitos movimentos loucos. Aquele foi apenas um chute do meu arsenal".    
   
Guida não costuma deixar seus oponentes se sentirem confortáveis no octógono. Na verdade, é exatamente o oposto. O 'The Carpenter' gosta de fazer seu oponente sofrer durante 15 minutos ou menos. Mas Pettis, tranqüilo com isso, já espera uma noite longa.     
    
"Eu sempre me preparo para o pior e espero o melhor. Preciso focar no meu plano de jogo, saber o que vou trazer para a luta e tirar vantagem das fraquezas dele".
     
Anthony Pettis está preparado. Ele tem estado preparado há um tempo já, esperando para se apresentar no maior palco da MMA. E parece que foi feito para ele e ele sabe. Agora ele precisa convencer o resto dos lutadores do leve do UFC.
     
"Eu espero que Clay venha com 100% do seu jogo. Estou cansado dos caras duvidando da minha capacidade e achando que eu não deveria estar onde estou. Então quero chegar lá e provar que cheguei para ficar".     
  

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Midia

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