A versão 3.0 de Georges St-Pierre

"Estou pensando que Jake vai ter que tomar cuidado para eu não derrubá-lo para chegar a finalização ou socar seu rosto. É assim que vejo as coisas. Eu vou ditar o ritmo da luta". - Georges St-Pierre
O grande 3.0. É uma idade de muitos temem, a sinalização oficial sobre a meia-idade. Mas Georges St-Pierre não parece muito incomodado com a marca que ele vai alcançar no dia 19 de maio, quase três semanas depois de defender seu título meio-médio do UFC contra Jake Shields na frente de mais de 55 mil torcedores no Rogers Center de Toronto neste sábado à noite.    
    
Em vez disso, ele diz com um sorriso, "30 é apenas um número".     
    
Então faz uma pausa.    
    
"Mas é alguma coisa".     
    
Isso é certo, e no que isso vai se transformar em seu 30º ano será determinado pelo que pode acontecer neste fim de semana contra Shields.     
    
Diante do californiano Às no Jiu-jitsu, St-Pierre estará defendendo seu título contra o talvez melhor lutador de chão que ele enfrentou. Shields também tem lutas de alto nível em seu cartel e disputas de títulos, mas como St-Pierre aponta, no UFC "Tudo é multiplicado por dez".   
    
"Ninguém é perfeito", ele disse, certamente referindo-se as duas manchas em seu registro de 21-2, derrotas no primeiro round para Serra e Hughes. "Vai ser uma luta dura (contra Shields). Eu tenho um desafio muito grande sobre meus ombros no dia 30 de abril".     
    
Mas qual é o segredo para bater a complacência? O futuro Hall da Fama no boxe, Bernard Hopkins, uma vez me disse que quando as coisas estavam indo muito bem, ele precisava de alguém o incomodando para fazer sua mente voltar para onde ela precisava estar antes de uma luta. St-Pierre, ao contrário de Hopkins e de um dos seus favoritos nas lutas - Manny Pacquiao - não funciona bem sob tais circunstâncias. Quando eles precisam de caos, ele precisa de ordem, e como GSP se aproxima da defesa de título neste sábado, ele sente que tem a ordem necessária em sua vida.    
    
"Eu costumava não gostar (do que antecede as lutas) tanto", admite. "Mas, com o passar do tempo, eu fiz um monte de mudanças na minha equipe e no meu treinamento, e agora o sorriso está de volta no meu rosto e eu estou muito animado para essa luta".     
    
GSP está tão animado que mesmo ouvindo o que os fãs e imprensa falaram, ele deixou para lá dizendo, "eu realmente não ouvi as críticas". Mas quando perguntado sobre o jogo de chão de Shields e como ele planeja lidar com isso, o fogo do campeão está evidentemente queimando quando ele diz: "Estou pensando que Jake vai ter que tomar cuidado para eu não derrubá-lo para chegar a finalização ou socar seu rosto. É assim que vejo as coisas. Eu vou ditar o ritmo da luta".     
    
É meio triste desse jeito, onde um campeão dominante para defender a sua posição dominante precisa prometer fazer ainda mais. Mas essa é a natureza da fera, especialmente no mundo dos esportes de combate. Se St-Pierre fosse um jogador de beisebol, sua seqüência de shutouts seria notícia de primeira página. Se ele fosse um quarterback liderando uma equipe de futebol americano com 28-0, todos os domingos, ninguém seria capaz de parar de falar sobre ele. Mas nas lutas, a excelência é por vezes contrariada pelo entusiasmo. Enquanto Anderson Silva e Jon Jones são justamente elogiados por suas recentes vitórias espetaculares, é injusto deixar GSP fora da conversa.    
    
Felizmente, St-Pierre parece estar imune a tal conversa, e se ele está ouvindo e guardando dentro de si, ele não tem demonstrado isso. Portanto, se ele aprendeu alguma coisa em seus quase 30 anos neste planeta, é que a vitória tem uma maneira de conquistar tudo. Como ele sabe? Bem, ele já esteve do outro lado, e ele não gostou nem um pouco.     
    
"Eu tenho que ter em mente que eu posso perder tudo num piscar de olhos, eu tenho que continuar trabalhando duro".      

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Midia

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