A oportunidade bateu em sua porta, e Serginho não pretende desperdiçá-la

" Todos que estiveram na casa estão de parabéns, são homens de caráter. Agora é a hora de galgarmos o nosso caminho aqui fora.” - Sergio Moraes
TUF Brazil finalist Sergio Moraes
Sérgio Moraes quase não acreditou quando soube que teria a chance de enfrentar Cezar Mutante no UFC 147, neste sábado, em Belo Horizonte. Eliminado em uma das semifinais do TUF Brasil, Serginho recebeu a notícia de que seu algoz no programa, Daniel Sarafian, não teria mais condições de lutar na grande decisão do reality show. Durante um camp em Curitiba, onde aproveitava para evoluir o muay thai, o lutador prontamente aceitou a chance contra Mutante. Serginho estará no card principal, novamente com a chance de garantir o sonhado contrato com o UFC. 

Vindo de uma infância humilde, criado em uma comunidade carente de São Paulo, Moraes passou a ter contato com a luta através da capoeira e o jiu-jitsu, modalidade em que já venceu três edições do Mundial. O contrato com o Ultimate significa uma mudança de vida para a sua família e a reviravolta que o recolocou nesta disputa foi uma grata surpresa. 

“Nunca torceria para o Sarafian se machucar, até porque ele tinha muito merecimento de ter chagado à final. Mas acabou acontecendo isso e eu já vinha treinando bem forte. Fui para Curitiba trabalhar a parte em pé para melhorar a minha trocação. Quando fiquei sabendo que enfrentaria o Mutante, aumentei mais ainda os treinamentos.” 

No TUF, Moraes foi nocauteado por Daniel Sarafian. O revés o fez perceber a importância de se aperfeiçoar em outros quesitos do MMA e, para tal, contou com uma ajuda de peso. 

“Treinei com a equipe do André Dida e do Shogun Rua. Quando entrei no programa, vinha treinando pensando no Mundial de jiu-jitsu, não estava trabalhando nada de trocação. Assim que eu saí da casa do TUF Brasil, só pensava em corrigir os meus erros. Aconteceu a minha derrota, mas rapidamente levantei a cabeça e pensei numa forma de melhorar algumas falhas. Surgiu a oportunidade de trabalhar com o Shogun e o Dida e, todos sabem, Curitiba é um celeiro de atletas de trocação”, diz. 

A participação no TUF Brasil proporcionou experiências distintas. Lá Serginho vivenciou, entre tantas coisas, a emoção da vitória e a tristeza da eliminação. Agora, o faixa-preta se sente um atleta mais maduro e preparado. 

“Foi uma experiência nova. Vivíamos ao lado dos nossos adversários e mesmo os companheiros de treino poderiam virar, de uma hora para a outra, nossos oponentes. Tivemos que bater o peso de luta três vezes no mesmo mês. São situações diferentes e acho que saímos do programa prontos para tudo. Todos que estiveram na casa estão de parabéns, são homens de caráter. Agora é a hora de galgarmos o nosso caminho aqui fora”, fala Moraes, que continua: 

“Hoje me vejo um lutador mais completo. Claro que o meu carro chefe continua sendo o jiu-jitsu, mas me garanto em qualquer situação. Acho que estou pronto para a trocação contra o Mutante, não tenho pressa de ir para o chão. Se correr em pé, assim será.” 

Com três apresentações no TUF Brasil, Mutante finalizou duas vezes e nocauteou outra. No cartel oficial, com quatro triunfos e duas derrotas, nocauteou três vezes e finalizou uma. Nas derrotas Cezar foi nocauteado e finalizado. Ou seja, se levar em conta as estatísticas, nenhuma das lutadas que Mutante fez foi para a decisão e, ao mesmo tempo que é muito perigoso, deixa algumas brechas. Sem se importar com números, Serginho prevê um combate emocionante, contra um adversário duríssimo, mas não imbatível. 

“Ele é o novo atleta de MMA. É um cara que não é especialista em uma luta específica, mas se sai bem em várias áreas. Desde o começo ele se acostumou a treinar um pouco de tudo. É um atleta do MMA moderno e completo.”

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Midia

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