"Rampage" Jackson - Lutando por esse momento

"Toda luta que eu lutar, eu quero noucatear  as pessoas". - Quinton Jackson
Chuck Liddell está aposentado agora. Assim como Murilo Rua, irmão de Shogun, que perdeu dois de seus três últimos compromissos. A história é a mesma para Wanderlei Silva, que está finalmente retornando em julho, após mais de um ano afastado.
      
Mas 'Rampage' Jackson, um dos lutadores que já enfrentou os quatro citados, ainda está nas cabeças, ainda ganha grandes lutas (mais recentemente contra o Lyoto Machida em novembro passado) e ainda é um homem a caça por uma luta pelo título. Você poderia chamá-lo de o último cara na ativa da 'geração passada', mas não fique surpreso se ele não for.
     
"Eu sou (o último homem)?" Ele pergunta. "Não sei quanto tempo vou estar por perto. (Risos) Eu estive lutando por um longo tempo, eu fui colocado diante de grande desafios, e às vezes eu não sinto que sou tão prestigiado como deveria. Eu não acho que eu recebo o suporte que mereço. Eu fui o primeiro campeão absoluto, o primeiro a unificar os títulos (UFC e Pride contra Dan Henderson em 2007), e isso não é muito. Essa não é a principal razão pela qual eu luto, mas no final do dia isso esta na minha cabeça às vezes".      
 
Deveria ser assim. Conhecido por muitos como 'Rampage', o cara piadista com tiradas engraçadas, o lutador tem conseguido, por vezes, a extremidade mais curta das coisas quando se trata de valorizar suas conquistas. Desde a sua derrota no Pride 2005 para 'Shogun', Jackson ganhou nove das 11 lutas, com as derrotas sendo por decisões apertadas para Forrest Griffin em 2008, e contra Rashad Evans, em 2010, após um afastamento de mais de uma ano. Suas vítimas durante esse tempo? Liddell, Lyoto, Wanderlei, Keith Jardine, Dan Henderson e Matt Lindland.  
   
Isso é mais do que suficiente para pendurar o chapéu, mas quando você considera que ele fez tudo isso sendo uma das estrelas mais visíveis do MMA, o fato da mais excelência a essa impressionante seqüência.  
    
No entanto, ele ainda tem trabalho em andamento, tanto dentro quanto fora do octógono. Fora, ele aprendeu a lidar com seu status de celebridade, algo que nunca foi um problema quando ele estava lutando no Pride e voltava para casa nos Estados Unidos com uma relativa obscuridade. Mas quando assinou com o UFC, e depois apareceu no remake hollywoodiano do Esquadrão Classe-A, ele teve que se acostumar a ser o 'Rampage' 24 horas por dia.    
    
"Eu vou ser eu mesmo, não importa como as pessoas me vejam", ele disse. "Mas você tem que se acostumar com isso, as pessoas querem fazer parte do seu negócio e querem falar com você. A maioria dos fãs são legais. Você vê alguns estranhos de vez em quando, mas a maioria são legais".       
No octógono, Jackson se beneficia por ter o veterano do UFC, Lance Gibson, liderando seus treinamentos. O técnico sabe como é ser um lutador, e sabe todos os truques quando se trata de coisas que lutadores vão dizer para parar de treinar. Assim, enquanto Jackson deve estar odiando Gibson, ele vai amá-lo quando seu tanque de gás estiver cheio na noite da luta e quando sua mão for erguida como vencedor.    
  
"Ele sabe muito", disse Jackson de Gibson. "Ele é um grande treinador e sabe o que faz. Ele é muito duro mentalmente e mentalmente forte, e ele não vai deixar você desistir. Quando você pensa em fazer isso, ele exige mais e todo mundo precisa de alguém assim, cobrando o tempo todo".  
    
Gibson terá que exigir dele para prepará-lo para Matt Hamill na luta principal da noite deste sábado no UFC 130. Hamill tem um queixo sólido, wrestling excelente, e tudo a ganhar se colocar uma derrota no recorde profissional do seu pupilo. Jackson, por outro lado, não ficou muito feliz quando o nome Hamill foi escrito como adversário dele. Desde então, ele suavizou sua postura, mas qual o motivo da mudança?
     
"Quando percebi que é o meu trabalho", ele disse. "Vários fãs não percebem que você não escolhe seus adversários. Vários fãs supõem que escolhi lutar com o Hamill, e alguns deles podem ser rudes com você. Você não pode escolher com quem você quer lutar. Se fosse esse o caso, eu teria lutado contra o Forrest (Griffin) há muito tempo".
      
Em vez disso, ele fica com o 'The Hammer', mas não espere uma análise profunda sobre o estilo de luta o nativo de Ohio. Jackson vai deixar isso para os seus treinadores.
      
"Eu nunca penso em coisas desse tipo", ele disse. "Eu apenas penso sobre as dificuldades que vou ter para ele. Eu não sou aquele tipo de lutador que pensa sobre o que meu oponente vai fazer comigo".    
  
O que está claro é que Jackson tem toda intenção de nocautear Hamill desde que ele vingou suas duas derrotas diante de Wanderlei com um único gancho de esquerda no UFC 92 em 2008. Porém em três lutas desde então, ele foi obrigado a ouvir o sino final, mas sua falta de nocautes não são por falta de tentativas.  
    
"Toda luta que eu lutar, eu quero noucatear  as pessoas", disse ele. "Mas uma coisa que as pessoas que não lutam não entendem, é que as lutas são lutas, e você não pode planejar o que acontece. Eu não vou lá e digo 'oh, deixe-me amarrar o combate', eu vou lá e quero acabar com esse cara. Mas nem sempre funciona do jeito que você quer. É uma luta. Eu estou indo para essa luta e vou tentar arrancar a cabeça dele, se não conseguir, vou ficar decepcionado, mas não vai me fazer parar de tentar".    

E se você olhar para suas três últimas decisões, Jackson não estava exatamente levando vantagem estilisticamente. Lyoto tem um estilo notoriamente difícil de decifrar, o wrestling de Evans pode desarmar até mesmo o ataque mais explosivo se ele decidir levá-lo para baixo, e a trocação heterodoxa de Jardine pode te levar a loucura.  
    
"Eu sinto que os últimos que enfrentei não queriam lutar, e é difícil lutar com um cara que não quer lutar", ele disse. "Jardine foi uma luta boa e eu esperava nocauteá-lo, mas ele era um cara estranho e essa foi a primeira vez que eu lutei 'overtrained' (fatigado pelo excesso de treino). Tinha acabado de encerrar um período de treino para enfrentar o Wanderlei, e aquele foi a pior período de preparação que fiz na vida, então estou feliz por ter vencido a luta. Mas, desde então, parece que eu tenho lutado contra caras que não querem lutar".
       
O agressivo Hamill é susceptível de alterar esse padrão, tornando esta oportunidade perfeita para Jackson se soltar também. Isso significou uma preparação rigorosa com Gibson, e uma tortura diária para Jackson. Ele ri, mas apenas de maneira confusa.
     
"Eu esqueço o quão duro é o treinamento. Eu não posso acreditar que eu faço isso para viver".
       
Ele faz, porém poucos fazem isso melhor. Mas, para todo o trabalho e todo o sacrifício, deve haver alguma razão pela qual ele ainda esta nessa depois de todos esses anos. Então a pergunta é feita, "ainda existe uma parte divertida nisso?"    
  
Ele faz uma pausa, em seguida, responde.    
  
"Talvez depois da luta, quando você ganha e você fez seus técnicos e sua família orgulhosos, e os fãs estão torcendo por você e coisas assim", Jackson disse. "Você está comemorando após a luta e você tem alguns cortes e sente dores como se estivesse em uma luta, mas todos os seus amigos estão sorrindo e dizendo o que você fez nela, essa é a parte divertida. Então depois você se lembra 'ah, é por isso que eu luto'. É por esse momento. Quando você está caminhando de volta para o vestiário após a luta, os fãs estão gritando o seu nome e tentando bater na sua mão, essa é a parte divertida de estar lá".
     
E isso nunca cansa?  
    
"Nunca cansa".    

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Midia

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