Ramsey Nijem - Produzindo sua própria marca de "Reality Show"

Não tem nada lá fora indicando, em letras de néon brilhante, mas vamos apenas dizer que com Court McGee e Jonathan Brookins em seu treinando com ele, Ramsey Nijem não tem muito espaço para manobras quando se trata do que é esperado dele no sábado à noite em Las Vegas, quando enfrentar Tony Ferguson pelo título da temporada 13 do The Ultimate Fighter.    
    
"Eu tenho que ganhar", ele sorri, sabendo que terá pouca simpatia dos vencedores das duas últimas temporadas TUF se retornar a Utah, sem uma placa de vidro e um contrato com o UFC. Tudo bem, porque ele está indo para o The Palms com todas as vantagens que pode ter antes da maior luta de sua vida. Ele estava lá com McGee em junho do ano passado, quando o mesmo ganhou a temporada, e ele ficou um gostinho do que lhe aguarda.    
    
"Havia uma multidão de pessoas correndo até ele, mulheres gritando", ele ri. "Foi uma loucura. Eu estava tipo 'Este é o Court, eu o conheço há anos'. Foi até engraçado para mim".     
    
Mas falando sério, Nijem diz, "Tem sido uma vantagem ter Court por perto, porque realmente absorvo a experiência dele e meio que sei o que esperar. Obviamente, ele e Brookins me disseram o que vai acontecer, e isso realmente ajuda. Court pôde lidar com isso e ele tem uma família e todas essas outras coisas, então obviamente eu posso fazer isso. Tudo que faço é treinar, chegar em casa e tirar cochilos".     
    
O nativo de Orem de 23 anos de idade não estaria aqui se não pudesse lutar. O mesmo vale para o seu adversário, Ferguson, e com ambos finalizando cada um de seus duelos no show, a final do TUF promete ser melhor ainda. Isso foi o que Nijem viu acontecendo desde a primeira vez que entrou na academia do TUF no início deste ano.    
    
"Para ser honesto, eu tive um pressentimento que ia lutar com oTony desde o início", ele disse. "Eu sabia que ele era duro, e um dos meus companheiros de quarto (Brock Jardine) teve  sua única derrota foi para Tony Ferguson, assim o círculo se completa. Tony é um garoto forte e gosta de lutar, e eu achava que enfrentaria o Tony ou o Justin Edwards. Achei que éramos os três atletas mais fortes de lá".     
    
Porém, ser o melhor lutador da casa nem sempre garante uma viagem para as finais. Além do que acontece no octógono, você também deve lidar com uma série de personalidades diferentes na casa, navegar nessas águas turvas, e chegar à conclusão de que, durante seis semanas de sua vida, você não terá nenhum contato com o mundo exterior. Se você pode lidar com todos esses fatores e ainda ganhar lutas, você ganhou seu sustento. Para Nijem, seu relacionamento com McGee fez maravilhas ao ajudá-lo a estar do outro lado.    
    
"Isso ajudou muito", ele disse. "Court me disse para descansar e não dramatizar as coisas. Para se lembrar dos motivos de estar lá e manter um diário. Então guardei o que ele me disse e isso me ajudou muito a manter a cabeça fria. Eu ia para o quintal e apenas encontrava o meu lugar privado e ficava lá. Os conselhos de Court realmente me ajudaram a ter sucesso na casa".     
    
As experiências do passado se repetiram no TUF 13, quando Nijem comparou a vida na casa com sua época como wrestler da Utah Valley University.    
    
"Foi engraçado, todo mundo fica tipo, 'Eu não estou acostumado a dividir espaço', mas eu lutava na faculdade e morávamos em uma casa de seis quartos com 10 caras, por isso lutamos juntos, faziamos tudo juntos, e era como viver naquela casa. A casa era um pouco mais extrema. Mas eu acho que fui capaz de me adaptar".    
    
E com exceção de um episódio com um pouco de tensão onde Ferguson passou da conta nas biritas, não aconteceu muito drama durante a temporada 13. Essa foi uma crítica que a série sofreu este ano, mas como Nijem corretamente coloca, ele e seus colegas de elenco estavam ali a trabalho, não em um louco 'Reality Show'.    
    
"Todos estavam lá porque queriam ser lutadores, não porque queriam ser estrelas de TV", disse ele. "Você tem que ter esse equilíbrio, eu acho. Se você tem todos esses caras querendo ser lutadores, isso tira o drama de cena, mas se tem muito drama, não vai ter boas lutas".     
    
E tudo com que Nijem se preocupa é fazer boas lutas. Espere, uma correção, tudo com que ele se preocupa é em finalizar as lutas.    
    
"Em todas as minhas lutas eu sempre busco finalizar", disse Nijem, que finalizou Charlie Rader e Clay Harvison, e parou de Chris Cope no show. "Entre o meu treinador aqui, Jason Merlick, em Utah, e meu outro treinador, John Hackleman, estamos sempre dispostos a finalizar. Várias pessoas ficam presas no esporte de marcar pontos, mas é uma luta e eu quero bater meu oponente e ele a mim, então tenho que derrubá-lo primeiro. Essa é a mentalidade que temos. Quando eu vejo essa oportunidade, eu ataco".    
    
Este sábado é mais uma oportunidade, a maior de sua carreira. Ramsey Nijem está pronto para atacar.    
 

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Midia

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