Roy Nelson: A uma chamada de distância

"Fico de olho em qualquer um na divisão dos pesos pesados do UFC, e qualquer um no UFC é perigoso." - Roy Nelson
UFC heavyweight Roy Nelson
O pagamento é melhor, os holofotes são mais fortes, e ele agora tem mulher e filhos para sustentar, mas Roy Nelson não mudou muito, se é que mudou, desde que lutava duas vezes em uma noite em Redding, Califórnia para um evento chamado Rage of the River, que deu o pontapé inicial em sua carreira profissional.  
  
Ele era destemido quando se falava da ideia de lutar, mesmo sem saber se gostaria, e quando se fala sobre sua motivação, bem, Roy sempre foi o Roy.  
   
"Minha mentalidade era 'me deixe ver se gosto disto, e então vamos tentar'", disse Nelson, que finalizou Bo Cantrell e então venceu uma decisão dividida sob Jerry Vrbanovic em 17 de abril de 2004. "Ao mesmo tempo, eu tinha raiva dos lutadores do UFC que eu estava ajudando, então achei que era um jeito de me vingar deles."  
   
No fim da noite, Nelson supôs que "definitivamente havia potencial ali", mas também disse a si mesmo que torneios de uma noite estavam fora de cogitação a não ser que fosse no PRIDE. Tendo a possibilidade de competir internacionalmente era atraente para o jovem "Big Country", mas depois de vencer sua terceira luta em agosto de 2004, ele teve muitos problemas em achar alguém para lutar, muito mais alguém no exterior.  
   
"Ninguém queria lutar comigo", disse Nelson dos tempos passados, quando estava inativo de agosto de 2004 até abril de 2006. "Eu não conseguia achar uma luta nem que minha vida dependesse disto. Comecei a usar meu verdadeiro nome, Roy Nelson, e eles diziam 'é, eu luto com ele,' então eles ligavam uma semana depois e perguntavam: É o "Big Country"? Sim. "Eu não consegui arranjar uma luta em dois anos."   
  
Hoje em dia as coisas estão numa perspectiva extremamente diferente. Ele tem lutado contra os melhores, na melhor organização do mundo. Desde a derrota que lhe rendeu o prêmio de Luta da Noite no UFC 143 contra Fabrício Werdum, Nelson nocauteou consecutivamente - no primeiro round -  Dave Herman, Matt Mitrione, e  Cheick Kongo, alcançando seis vitórias no Octógono com todas elas vindas por nocaute. E enquanto a luta com Stipe Miocic no UFC 161destre fim de semana vem depois de uma vitória sob Cheick Kongo em 27 de abril, Nelson não se incomoda com a notícia em cima da hora.  
  
 "Se eu pudesse lutar seis vezes por ano seria ótimo", ele disse. "Eu simplesmente gosto de ter uma agenda. Não gosto da ligação vindo do nada. Prefiro ter uma agenda. Por isto gostava da IFL."  
   
Na extinta IFL, Nelson lutou cinco vezes em 2007, com uma luta no BodogFIGHT para completar seis. Parece uma agenda horrível para seu corpo aguentar, mas Nelson discorda.   
  
"O treinamento é o que está abusando do seu corpo", ele disse. Mas se você está treinando o tempo todo, é um equilíbrio. Geralmente o que acontece quando você recebe estas ligações em cima da hora, você diz 'tenho que ir treinar' e então exagera e é aí que você se machuca. Mas quando você pode fazer um planejamento adiantado, você com certeza consegue ir melhorando ao longo do ano, como uma temporada normal da NFL ou de basquete. Você começa devagar e trabalha para subir e chegar onde você quer chegar. Eu poderia lutar um mês sim e outro não, se eu soubesse que estaria lutando nesse tempo."  
  
Então se alguém espera que Roy Nelson não esteja preparado fisicamente para menos de 15 minutos, este não será o caso. E quanto a Miocic, ele não irá aprontar com o cara de 36 anos que mora em Las Vegas.  
   
"Fico de olho em qualquer um na divisão dos pesos pesados do UFC, e qualquer um no UFC é perigoso", disse Nelson, e ninguém mais do que ele com sua mão pesada almeja uma disputa pelo título com outra vitória por nocaute.   
  
 "Todo lutador do mundo deseja isto, eu não cheguei lá ainda", ele disse. "Ainda estou tentando."  
  
Parece então, que está chegando cada vez mais perto.  
  
Ele ri.  
  
"Estou chegando perto, mas o cinturão ainda está lá e não aqui."  
  
E é por isto que ele continua lutando.  

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