UFC 143: Condit vence Diaz e se torna campeão interino dos meio-médios em noite de trinca brasileira

Abaixo a cobertura do UFC 143: Diaz vs. Condit
Seguindo à risca seu plano de jogo, Condit usa chutes para superar Nick Diaz na decisão unânime dos juízes e levar o título interino dos meio-médios

100% de aproveitamento: Fabrício Werdum, Renan Barão e Rafael “Sapo” Natal, representantes brasileiros no sábado, levam suas respectivas lutas por decisão; Werdum fatura bônus de Luta da Noite

Em coletiva após a luta, Dana White afirma que revanche entre Sonnen e Anderson foi “verbalmente acordada” para junho, no Brasil

Para os brasileiros, o aproveitamento do último sábado, dia 4, não poderia ter sido melhor. Antes de coroar Carlos Condit novo campeão interino dos meio-médios, o UFC 143, em Las Vegas, trouxe três triunfos brazucas: na co-luta principal, Fabrício Werdum derrotou Roy Nelson em uma empolgante batalha de três rounds; no segundo confronto do card principal, foi a promessa dos galos Renan Barão que não deu chances para Scott Jorgensen; ainda no card preliminar, Rafael “Sapo” Natal também faturou uma decisão unânime, contando com o jiu-jítsu para superar Michael Kuiper.

Pela dura batalha de três rounds, Werdum ainda faturou, junto com Nelson, o bônus de “Luta da Noite”. O prêmio de melhor nocaute ficou para Stephen Thompson, que abriu a noite derrubando Dan Stittgen com um vistoso chute de caratê. Já Dustin Poirier embolsou o bônus de “Finalização da Noite”, após uma chave de braço sobre Max Holloway.

Na coletiva posterior à luta, o presidente da organização, Dana White, afirmou que o reencontro entre Anderson Silva e Chael Sonnen já foi “verbalmente fechado”, e colocou o Brasil como provável palco da aguardada batalha, no meio do ano.

Estratégico, Carlos Condit usa pernas para superar Nick Diaz
Para desgosto de Georges St-Pierre, que já havia declarado publicamente seu desejo de enfrentar Nick Diaz, o recém-coroado campeão interino Carlos Condit se credenciou a brigar pelo título definitivo dos meio-médios do Ultimate Fighting Championship. Constantemente provocado pelo bad boy Nick Diaz dentro e fora do octógono, Condit utilizou um jogo estratégico para frustrar o adversário na batalha de pé e faturar a decisão unânime dos jurados após cinco equilibrados rounds.

Sempre em movimento, Condit teve os certeiros chutes como principais armas contra o perigoso boxe de Nick Diaz. Diaz, que entrou para o combate como favorito, não deixou por menos, e chegou a ameaçar uma reviravolta no fim da batalha, quando utilizou seu perigoso jiu-jitsu para chegar às costas de Condit e esboçar uma finalização. A agressividade inteligente do novo campeão, contudo, foi o suficiente para garantir a vitória nas papeletas – o que não desceu muito bem com o rival. Contrariado, Nick não aceitou a derrota e declarou, ainda no octógono, que estaria se aposentando do MMA aos 28 anos.

“Não vou aceitar o fato de que isso foi uma derrota”, declarou Diaz, invicto há mais de quatro anos. “Perdi lutas antes, mas essa decisão não está certa. Eu o encurralei a luta inteira. Ele me chutou com seus chutes de perna de bebê a luta inteira. Acho que parei com o MMA. Eu me diverti. Eu não preciso disso. Não quero mais lutar assim. Estou fora”, declarou Diaz, que não estava presente na coletiva de imprensa posterior ao evento.

Em batalha dura, Werdum leva a melhor sobre um perseverante Roy Nelson
Mal parecia que os dois adversários da co-luta principal da noite eram dois faixas-pretas de jiu-jitsu. Afinal, foi justamente no muay thai que um evoluído Fabrício Werdum dominou Roy Nelson e levou a decisão unânime dos juízes e o bônus de “Luta da Noite” em Las Vegas. Surpreendendo com um jogo de pé refinado, o grappler Werdum provou que, após três anos e meio de ausência da maior organização de MMA do mundo, ainda é um dos mais perigosos e versáteis lutadores da divisão dos pesos pesados.

O triunfo, no entanto, não veio com facilidade. Nem mesmo uma certeira joelhada no nariz de Roy Nelson - o principal de vários golpes bastante incisivos - foi suficiente para derrubar o roliço lutador de kung-fu, famoso pelo queixo de aço. Foi o mesmo Nelson que sobreviveu a um castigo de três rounds do atual campeão Junior Cigano em 2010.

“Eu sei que Roy Nelson é um cara duro, mas eu pratico Muay Thai todos os dias”, declarou Werdum, que acumulou a 15ª vitória de sua carreira profissional no MMA.

Barão amplia sequência vitoriosa e vê title shot cada vez mais perto
Forte candidato a disputar o cinturão dos pesos galos do UFC, o potiguar Renan Barão correspondeu às expectativas. Após uma equilibrada batalha de três rounds contra Scott Jorgensen, o lutador de apenas 24 anos, invicto desde 2005, somou a 30ª vitória seguida no seu cartel (30-1-1 NC). Já Jorgensen, que antes da luta havia declarado que Barão não era “nada que não tivesse enfrentado antes”, terá que aguardar mais um pouco pela sonhada chance de disputar o cinturão do UFC – onde agora soma duas vitórias e uma derrota.

A dinâmica se manteve pelos três rounds: trocação constante e equilibrada. O primeiro já começou agressivo. Solto, Barão arriscou alguns chutes altos, imprimindo ritmo forte desde o início. Ainda no assalto inicial, o potiguar resistiu a perigosas tentativas de queda do wrestler rival, mantendo o combate de pé. Os rounds seguintes seguiram de maneira similar: trocas duras de golpes dos dois lados, mas com domínio de Barão – que fez constante uso de chutes potentes contra as pernas. Declarado vencedor da batalha, o brasileiro não hesitou: “Dana White, quero o cinturão”.

Rafael “Sapo” Natal traz primeira derrota de holandês
Na segunda luta do card preliminar, o brasileiro Rafael “Sapo” Natal demonstrou desenvoltura em pé – mais foi seu jogo de chão que selou a vitória sobre o holandês Michael Kuiper. Dominante no primeiro round, aplicando quedas e uma tentativa de finalização, Natal viu sua vantagem encurtando no segundo assalto, quando caiu um pouco de rendimento. Nos cinco minutos finais, o brasileiro ainda assustou, caindo após um potente golpe de direita. Não tardou, contudo, para que virasse o jogo, chegando perto de uma finalização antes do gongo determinar o fim da luta. “Meu jiu-jitsu me salvou novamente”, comemorou.

Vaiado, Koscheck leva decisão dividida; Herman finaliza Starks
Sob as já habituais vaias da torcida, Josh Koscheck levou a melhor sobre Mike Pierce na decisão dos juízes. A luta equilibrada frustrou as expectativas dos fãs, que esperavam uma guerra – especialmente após a animada pesagem do dia anterior (Pierce chegou a vestir uma peruca loira para provocar). O que houve, no entanto, foi uma batalha muito apertada que, após um minuto final de guerra mais aberta, foi decidida de forma dividida pelos jurados.

Já acostumado com a falta de amor da plateia, Koscheck não fez rodeios. “Vocês me vaiam o tempo todo. Sou o cara mais odiado do MMA. Mas sabem do que mais? Eu venço. Convivam com isso”.

Abrindo o card principal, Clifford Starks até ameaçou com seus pesados golpes de direita, mas foi Ed Herman que levou a melhor graças ao afiado jiu-jítsu. Após tomar perigo no primeiro round, Ed acabou com a invencibilidade de Starks no segundo, com um mata-leão. Herman, que agora soma 20 vitórias no cartel, exibiu as feridas de guerra na coletiva de imprensa, com um olho bem avariado pelo intenso combate.


Card principal:
Carlos Condit venceu Nick Diaz na decisão unânime dos jurados
Fabrício Werdum venceu Roy Nelson na decisão unânime dos jurados
Josh Koscheck venceu Mike Pierce na decisão dividida dos jurados
Renan Barão venceu Scott Jorgensen na decisão unânime dos jurados
Ed Herman finalizou Clifford Starks (mata-leão) a 1m43s do segundo round

Card preliminar:
Dustin Poirier finalizou Max Holloway aos 3m23s do primeiro round
Edwin Figueroa venceu Alex Caceres na decisão dividida dos jurados
Matt Brown venceu Chris Cope por nocaute a 1m19s do segundo round
Matt Riddle venceu Henry Martinez na decisão dividida dos jurados
Rafael Sapo venceu Michael Kuiper na decisão unânime dos jurados
Stephen Thompson venceu Dan Stittgen por nocaute a 4m30s do primeiro round

Midia

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