Vitor Belfort – Melhor do que ontem

"É bom ouvir que as pessoas acham isso. Eu sei que posso vencê-lo se eu estiver pronto quando entrar no Octógono. É apenas uma questão de fazer o que você é capaz de fazer, e eu acho que sou capaz de ir lá, lutar e conseguir a vitória".
Não importa o que aconteça na luta principal do UFC 126 no sábado à noite em Las Vegas, para muitas pessoas, o desafiante Vítor Belfort de 33 anos sempre terá 19.     
    
Ele nunca vai abalar a imagem mental que as pessoas têm dele como o precoce 'Fenômeno', todos os punhos mortais e velocidade e energia devastadoras do tipo deu cabo de Tra Telligman, Scott Ferrozzo, Tank Abbott e Wanderlei Silva nos primeiros dias de UFC. Se você comentar isso com ele, Vítor simplesmente dá uma risadinha antes de admitir que faz o relógio voltar ocasionalmente.     
    
"Eu assisto algumas vezes", disse Belfort suas primeiras lutas no UFC. "Mas eu não gosto de me ver no vídeo".     
    
Ele não gosta de viver no passado também. Depois de nocaute de 44 segundos sobre Wanderlei no Ultimate Brasil em 1998, foram 20 lutas realizadas ao longo de 12 anos. Ele não é o mesmo lutador daquela época, entretanto Vítor é rápido em apontar que está melhor agora, em todos os aspectos de sua vida.     
    
"Eu sei que sou capaz de usar minha experiência agora", disse ele, deixando claro que, embora a potência e a velocidade continuem, ele não tem mais aquela porção relutante de personalidade e estilo. "É parte do trabalho. Às vezes você pode marcar um touchdown, às vezes você não pode. Mas a gente sempre pode fazer melhor. Temos que ser homens melhores, um atleta melhor, um pai melhor, tudo melhor a cada dia. Temos sempre que melhorar".     
    
No entanto, às vezes, mais importante do que melhorar é perseverar, Vítor viveu algo terrível entre 2004 e 2006, onde teve que lidar com o seqüestro de sua irmã (ela foi encontrada morta mais tarde), e perdeu cinco dos sete combates. Ele finalmente se recuperou, e começou com o nocaute de 2007 sobre Ivan Serati, seguiu com mais cinco vitórias consecutivas que levaram o atleta a ser tornar desafiante a um cinturão do UFC pela segunda vez. Tem sido, no mínimo, uma montanha-russa, então, quando sua primeira luta contra Anderson no UFC 108 foi adiada devido a uma contusão sofrido pelo campeão, Vítor soube encarar  situação muito bem.     
    
"É o que é, você não pode mudar os fatos", disse ele. "Eu não vejo o lado ruim, eu sempre tento olhar o lado bom. Estamos aqui estamos de novo e vamos lutar".     
    
Alguns diriam que isso é um reflexo da maturidade que vem com os 33, um homem de família, e alguém que andou pelo fogo e ainda emergiu intacta. Vítor credita a sua fé.     
    
"Nossa fé começa a cada dia", disse ele. "Nossas vidas não são feitas por um evento. É uma estrada, é uma viagem. Você tem que manter sua fé e disciplina todos os dias".     
    
Ele vai precisar de tudo isso sábado, contra um dos lutadores mais dominantes da história do esporte, um campeão com um número recorde de defesas de título dos médios e cartel invicto (12-0) no Octógono. Vítor não tem muito a dizer sobre Anderson, resumindo em um: "Anderson é um lutador muito duro. Ele está melhorando a cada vez que pisa no Octógono, é o campeão".     
    
Essa atitude é humilde, em contraste gritante com o Vítor adolescente. Como ele me disse antes de sua segunda luta com Randy Couture em 2004, "Eu estava totalmente fora de foco. Eu não estava treinando, eu estava pensando que era o maior e que ninguém poderia me vencer".     
    
Esses dias acabaram. Apesar de uma recente mudança de treinamento, deixando Shawn Tompkins, e treinando na Xtreme Couture em Las Vegas, Vítor tem foco na tarefa pela frente e na oportunidade de se juntar à Couture e BJ Penn como os lutadores que ganharam títulos mundiais do UFC em duas categorias de peso diferentes. E muitos acreditam que, se alguém tem talento para destronar "O Aranha", esse é Vítor.     
    
"É bom ouvir que as pessoas acham isso", disse ele. "Eu sei que posso vencê-lo se eu estiver pronto quando entrar no Octógono. É apenas uma questão de fazer o que você é capaz de fazer, e eu acho que sou capaz de ir lá, lutar e conseguir a vitória. Estou muito confiante e vou tentar fazer isso".     
    
Se ele fizer, será um ponto de exclamação em uma carreira que prometia muito, então veio a decepção, e agora a promessa de novo. Mas ganhando ou perdendo, Vitor Belfort ainda não está acabado, nem remotamente.     
    
"Eu sempre vivo para o futuro", disse ele. "Estou sempre ansioso para o que está por vir, e o próximo é o título. Estou muito feliz por ter esta oportunidade, e estou treinando duro, estou fazendo o meu trabalho, então, no dia 6 de fevereiro, posso colocar tudo o que estou fazendo agora em ação. Eu quero deixar o Octógono dizendo que eu fiz tudo que podia. Eu sei que eu estou lutando com um campeão, um cara que é um dos melhores Pound-forpound em todo o mundo, e eu estou. E esse é o sentido da vida. Você tem que ser melhor do que ontem".     

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Midia

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