Gleison Tibau: Sem espaço para erros

"Eu fiz tudo para apagar os erros do passado. Prometo uma surpresa para Newark, vocês ficarão impressionados". - Gleison Tibau
Promessas, mudanças no estilo e um ritmo de treinamento diferente. Quando um atleta perde uma luta e, em seguida, já sabe do seu próximo compromisso, ele tenta adicionar tudo em busca da perfeição. Ele está determinado a não repetir os erros do passado. Tudo isso para não ter que reiniciar seu caminho para o título depois de uma derrota chave, derrota essa que pode representar diversos passos para trás, quando seu real objetivo é um simples passo a frente.    
          
O potiguar Gleison Tibau, que enfrenta Kurt 'Batman' Pellegrino em um duelo leve neste sábado no UFC 128, conhece essa situação muito bem. O forte lutador de Jiu-jitsu teve um momento decisivo em 2010, ele mudou seu jeito de lutar e colocou seus atributos físicos e técnicos para funcionar, dizimando a estrela japonesa Caol Uno no UFC Fight Night quase um ano atrás. Esse resultado foi uma surpresa para muitos, porque apesar de Tibau ter vitórias por finalização dentro do octógono, o nocaute técnico que impôs sobre Uno foi rápido e furioso. 
          
Parecia que o homem difamado por usar sua força apenas para controlar as lutas estava focado em finalizá-las. Mas, para seu segundo embate em 2010, contra Jim Miller, o velho adormecido Tibau havia acordado novamente, quando ele sentiu a velocidade de seu adversário americano e foi derrotado por decisão.  
 
Por que ele não conseguiu produzir o mesmo resultado que teve com Uno diante de Miller? Aquilo foi só uma miragem? Essas foram apenas duas das várias questões que especialistas e fãs tinham em mente depois do combate do UFC Fight Night de setembro.
           
"Miller era mais forte do que o Uno", disse Tibau. "Logo no início da luta ele acertou um forte soco que mudou minha estratégia, então lutei com mais cautela até o fim".   
        
Socos mudam o jogo, nós sabemos, mas mais uma vez Tibau se via em um déjà vu. Ganhar duas lutas consecutivas e perder a terceira, situação constante na carreira do atleta nos últimos três anos, e este é o obstáculo que ele precisa superar se quiser entrar nas cabeças da divisão. 
          
"Eu me preocupo com isso e tento afinar o meu jogo, principalmente a minha trocação, a fim de emplacar uma sequência de vitórias e depois ser inserido no bolo dos candidatos ao título", disse ele. "A divisão peso leve é complicada, temos caras que chegaram do WEC, e isso faz a categoria ser muito competitiva".      
     
Essa é a pressão de lutar até 70 quilos. A divisão é dura, está cheia de gente boa e os do topo estão apenas um ou dois passos à frente do resto do bloco. Basta perguntar a George Sotiropoulos, que teve sua série de vitórias interrompida, no UFC 127, pelo azarão Dennis Siver. Nesta divisão, qualquer lutador pode vencer outro em qualquer momento, mas Tibau acredita que agora tem tudo sob controle.  
     
"Hoje em dia eu vejo as lutas como apenas mais um dia de treinamento duro na American Top Team, o meu lado psicológico está bem", disse ele. "Antigamente eu sofria muito durante a dieta, e, claro, foi um fator para algumas das minhas derrotas. Mas Stefane Dias (preparador físico) me ajudou a obter a formula correta e agora baixar de peso é uma questão fácil".
         
O próximo adversário de Tibau, Pellegrino, tem um Jiu-jitsu perigoso e sua trocação está melhorando a cada luta. Depois de quatro vitórias consecutivas, ele perdeu para George Sotiropoulos em julho de 2010, no UFC 116. Um bom tempo parado devido a uma lesão se seguiu, e isso é algo que Tibau espera aproveitar na lutar, pois viveu situação parecida com aqueles seis longos meses de inatividade após derrotar Uno.  
      
"É claro (ele pode tirar proveito disso), minhas sessões de treino são intensas durante todo o ano e o momento que acho que eu perdi depois de lutar contra o Uno foi significativo", disse ele. "Espero vencer o Pellegrino e voltar em breve, porque é isso que eu amo fazer e o que é bom para mim".

Uma coisa que Tibau não conseguiu em sua última aparição foi controlar a luta no chão. Toda vez que Miller ia para baixo, levantava-se rapidamente e ditava o ritmo. Contra Pellegrino, que será o favorito da casa, o representante da ATT acha que tomar as rédeas do combate é a melhor forma de não deixar que os juízes decidam quem será o vencedor.
         
"Eu estou preparando o meu jogo de chão e wrestling para mantê-lo onde eu quero", diz ele. "Não posso permitir que ele se levante após uma queda, só se eu quiser. Melhorei meu ground & pound, porque nunca é bom deixar nas mãos dos juízes quando você está lutando na cidade natal de seu adversário (risos)".        

Para 2010, Tibau prometeu algumas coisas - uma realizada, a outra não. Então, depois da derrota contra Jim Miller, ele provavelmente não vai vir com essa de promessas contra o Pellegrino, certo? Que nada! O brasileiro tem algo a dizer, e, desta vez, tem muito mais coisa envolvida do que uma simples frase. Ele precisa dessa vitória para manter viva sua missão de chegar ao topo da divisão. 
      
"Eu treinei com lutadores de Muay Thai, Luciano Macarrão e Diego Gaspareto, mas não esqueci meu Jiu-Jitsu e wrestling. Eu fiz tudo para apagar os erros do passado", disse ele. "Prometo uma surpresa para Newark, vocês ficarão impressionados".    

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Midia

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