O retorno de um renascido Jorge Santiago

"Não há luta fácil na divisão dos médios. Mas acho que agora é o melhor momento para voltar ao UFC e terminar a minha carreira. Este é o meu maior desafio".    - Jorge Santiago
Quando o brasileiro Jorge Santiago retornar ao UFC após mais de quatro anos ausente, neste sábado para enfrentar Brian Stann, ele não traz apenas com um novo apelido, 'Sandman '. Na verdade, o homem que vai entrar no octógono em Las Vegas tem pouca semelhança com aquele visto pela ultima vez no UFC sendo nocauteado por Alan Belcher, em 2006.  
    
Essa é a parte assustadora para Stann e o resto da divisão de médios, porque ao contrário de muitos lutadores que são dispensados pelo UFC, conseguem algumas vitórias no circuito local contra a concorrência de nível questionável antes de buscar uma reconvocação da Zuffa, Jorge foi com tudo para enfrentar os melhores fora do UFC.
      
"Eu acho que não fiz o suficiente para pertencer a este lugar", disse Santiago. "Eu era jovem e não treinei como um atleta profissional naquele momento. Então eu disse: 'Agora eu tenho que fazer todo o possível para voltar e mostrar que eu pertenço ao UFC. Se eu quero voltar, tenho que trabalhar dobrado, fazendo mais, e mais profissionalmente.' Essa é uma das razões pelas quais eu mudei".       
Profissional desde 2002, Santiago era talentoso, mas irregular, quando ele chegou ao UFC e seu lado de talento ficou evidente quando dizimou Justin Levens com uma joelhada no Ultimate Fight Night 5, em junho de 2006. Mas a parte irregular veio rastejando de volta em suas próximas duas lutas, sendo nocauteado por Chris Leben e Belcher. Ainda assim ele não reclamou quando ele foi liberado de seu contrato.  
   
"Como lutadores, precisamos obter resultados", disse ele. "Se você não conseguir resultados você não vai ficar no mesmo lugar. O que aconteceu foi que eu perdi minha concentração por um segundo, e no MMA, cada segundo que você perde a concentração, você paga por ele. Eu não me queixo, estou com raiva de mim porque eu perdi e esse é o preço que você paga por não ser profissional".      
Assim começou o caminho de volta, e que estrada ele percorreu! Jorge lutou 12 vezes desde sua liberação do UFC, vencendo 11. Ele vingou sua única derrota durante esse período (para Mamed Khalidov), e suas atuações incluíram oito adversários com experiência no UFC ou PRIDE. Ele ainda lutou duas vezes em uma noite - duas vezes - no primeiro GP peso médio do Strikeforce em 2007 e, em seguida, o GP peso médio do Sengoku, em 2008. Ele venceu os dois torneios.  
   
"Em um torneio, você nunca sabe o que vai acontecer", disse ele. "Você pode terminar sua luta em 30 segundos ou você pode lutar dois duros rounds e, em seguida, voltar e lutar mais dois, nunca se sabe. Eu estava apenas tentando ficar afiado e não hesitar se tivesse a chance de terminar a luta. Você não pensa em se segurar, e eu acho que é por isso que tive um bom desempenho. Eu não tinha nada na minha mente, exceto ir lá, terminar a luta o mais cedo possível e, se não conseguisse, não ficaria preocupado".  
 
Ele faria isso novamente?      

Ele ri.
     
"Por que não?"  
    
Porém sua maior glória ainda estava por vir, envolvido em uma guerra de cinco rounds com o veterano do Pride, Kazuo Misaki, em agosto de 2010 - na luta pelo título dos médios Sengoku. O combate esteve em todas as listas de 'Luta do Ano', e Jorge conseguiu um TKO no quinto round sobre a estrela japonesa, e depois pediu - e recebeu - a sua liberação de contrato no início de 2011, ele estava em seu caminho de volta para casa.    
  
"Eu sempre tive isso em minha mente, voltar um dia para o UFC", disse ele. "Eu saí para começar treinos com mais experiência em outros lugares, e lutar com outros caras em outras organizações para me certificar de que cheguei a esse nível, onde eu poderia voltar e provar para mim mesmo. Eu renasci como lutador agora e agora posso alcançar o meu potencial".
      
Sua primeira exibição será contra Stann, um ex-campeão dos meio-pesados do WEC que lutou até 93kg no UFC antes de encontrar seu verdadeiro lugar entre os médios. Com 2-0 lutando até 84kg, e com uma finalização e um nocaute sobre Mike Massenzio e Chris Leben respectivamente, Stann tem o tipo de reputação, respeito e nome que Jorge ansiava para regressar ao grande show.
      
"Esta é uma luta que vai me colocar de volta ao bolo no UFC", disse ele. "Toda vez que Brian Stann luta, ele mostra melhorias. Por outro lado, sinto-me mais experiente do que ele, mas me sinto honrado em lutar com ele. Ele é um herói dos EUA, um fuzileiro naval dos EUA, e eu amo a América tanto quanto ele. Eu vim para cá em 2002 e tenho uma ótima vida. Eu quero provar para mim mesmo enfrentando um dos melhores e os fãs o consideram uma das melhores novas estrelas no momento, então eu não poderia pedir uma oportunidade melhor".      
 
Todos os sinais dizem que Jorge é muito melhor do que era em 2006, e ele deixou uma lista de vítimas muito impressionante antes de chegar até aqui. Sendo assim, ele completou seus estudos, a noite de sábado é o dia da formatura.    
  
"Não há luta fácil na divisão dos médios", admite. "Mas acho que agora é o melhor momento para voltar ao UFC e terminar a minha carreira. Este é o meu maior desafio".     

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Midia

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