Ju Thai supera "trauma" de mudanças de oponentes e quer fechar 2016 com vitória

Brasileira entra em ação contra JJ Aldrich no UFC Albany, nesta sexta-feira (9)

A brasileira Juliana Lima se preparava a dois meses para enfrentar a vencedora do TUF 23, Tatiana Suarez, no UFC Albany desta sexta-feira (9), quando uma lesão da norte-americana a obrigou a desistir do duelo.

A notícia chegou como uma desagradável informação, mas não uma surpresa para a mineira, que já passou por mudanças de última hora em lutas anteriores no octógono.

“É a terceira vez que isso acontece comigo no UFC”, lamentou Ju Thai em conversa com a reportagem do UFC Brasil, “Primeiro, ia enfrentar a Jessica Penne, mas trocaram a adversária. Depois, seria com a Jessica Aguilar, mas ela se machucou. Isso causou meio que um trauma, fiquei pensando ‘Será que vai acontecer de novo?’, e acabou acontecendo. Mas sabia que o UFC poderia arrumar outra menina, então continuei treinando da mesma forma”.

Mais UFC Albany: A renovação dos pesos-pesados | Olho Neles!

Adversária original da brasileira, Tatiana Suarez é especialista na luta agarrada, e já foi medalhista em campeonatos mundiais de wrestling; Já JJ Aldrich, nova oponente da brasileira - e que inclusive foi derrotada por Tatiana no TUF 23 -, é oriunda do taekwondo, e prefere a luta em pé.

Apesar da diferença estilística entre as duas lutadoras, Ju Thai garantiu que a preparação seguiu da mesma forma, e que, pela vontade de entrar em ação, aceitaria qualquer nome que lhe fosse oferecido.

“(A mudança) Não afetou em nada (a preparação), principalmente porque as duas são canhotas. É lógico que eu estava priorizando o trabalho de defesa de quedas, mas treinei de tudo e estou me sentindo completa para enfrentar qualquer uma. O que eu queria mesmo era lutar, independente da adversária”, disse.

Mesmo assim, a brasileira, que carrega no apelido sua modalidade de origem, revelou que gostou da escolha da nova adversária, que, teoricamente, aceitará manter a luta em pé, como ela prefere.

“Passei dois meses me preparando para a Tatiana, então, por esse lado, estava com um timing muito bom de defesa de quedas, e queria provar que consigo lutar com uma wrestler e defender as quedas dela”, contou Juliana, “Mas acho que pode ser mais fácil lutar com a Aldrich, porque sei que ela não vai ficar o tempo todo entrando nas minhas pernas e querendo me botar para baixo”.

Seja contra quem for, Ju Thai, que tem duas vitórias e duas derrotas no octógono, e é atualmente a 15ª colocada no ranking do peso-palha, reforçou o desejo de fechar 2016 com um triunfo para começar o próximo ano alçando vôos mais altos na categoria.

“Essa foi a luta para a qual eu mais treinei, mais sofri”, revelou, “Não via a hora de acordar e ir treinar todos os dias, dei tudo de mim nesse camp. Eu quero fechar o ano com uma vitória, estou cheia de vontade. Para mim, começar 2017 vindo de vitória será muito importante. Vou chegar no octógono com fome de luta”.
Sábado, Outubro 27
Moncton, New Brunswick

Midia

Recente
Em 2003, o presidente do UFC Dana White colocou Chuck Liddell no Grand Prix de Pesos Médios do Pride, com a esperança de vencer a maior batalha pela supremacia do MMA .
19/10/2018
Em 2007, o renomado fotógrafo Kevin Lynch publicou um livro de suas fotografias emblemáticas do UFC, que reestruturaria dramaticamente a imagem do esporte e dos seus atletas.
17/10/2018
Em 16 de outubro de 1998, na primeira edição do UFC no Brasil, Frank Shamrock defendeu o cinturão dos médios contra John Lober. Relembre!
16/10/2018
Há 20 anos, na primeira edição do UFC no Brasil, Pedro Rizzo nocauteava Tank Abbott. Relembre!
16/10/2018