Matt Hamill - De competidor a lutador

"Quando eu enfrentei o Tito, eu tinha um instinto assassino. Eu ia fazer o meu trabalho e meu trabalho é ganhar a luta". - Matt Hamill
Duff Holmes sempre foi um dos mais ferrenhos defensores de Matt Hamill, e vendo os dois juntos ao longo dos anos, você tem a impressão de que Holmes assumiria esse papel mesmo se não fosse agente e instrutor do destaque meio-pesado do UFC.    
  
Mas Hamill ficou surpreso quando Holmes lhe disse que sua vitória sobre Keith Jardine, em junho de 2010, foi o momento em que ele virou um lutador. 'The Hammer' reagiu como se esperava, mas depois Holmes explicou.  
   
"Antes disso, eu costumava dizer que ele era um competidor. Eu diria que ele entraria no octógono e competiria ao invés de lutar".  
     
A guerra sangrenta de 15 minutos, com o 'The Dean of Mean', mudou isso.
      
"Logo após ele ter tomado uma dedada no olho, ele acordou e lutou", disse Holmes. "Ele tem sido um lutador desde então".  
     
Hamill, obviamente, escolheu concordar ao invés de discordar com o seu amigo de longa data, "Ter uma guerra de três rounds com o Jardine após a luta com o Jon Jones foi muito importante".
      
O combate de 2009 contra aquele seria coroado campeão dos meio-pesados do UFC é a luta que Hamill diz querer fazer novamente. Sua derrota por decisão dividida contra Michael Bisping, em 2007, foi uma das mais controversas da história recente e sua outra única derrota, para Rich Franklin, em 2008 veio graças a um chute no fígado, que provavelmente teria terminado a noite de qualquer lutador. Mas a sua vitória por desqualificação diante de Jones (por causa de uma cotovelada ilegal) é o que incomoda. Admiravelmente, ele não conta como uma vitória em sua mente.
     
"Eu cometi vários erros contra o Jones e sei que ele ganhou essa luta, não há dúvida", disse Hamill. Mas apesar de todas as críticas positivas que recebeu ao longo dos anos, a luta com Jones quebrou um monte delas, e ela não machucou apenas seu ombro - mas sua reputação.  
   
Então como é que os lutadores mudam isso? Eles lutam. E Hamill lutou contra Jardine, mantendo a luta em pé de uma maneira que ele e seu adversário fizeram uma guerra. A vitória foi um grande passo no caminho para a redenção, mas havia mais um negócio para cuidar, e era derrotar o seu treinador no The Ultimate Fighter 3, Tito Ortiz.    
 
Hamill tinha estado em uma situação semelhante antes contra Franklin, o nativo de Ohio admitiu que foi difícil de puxar o gatilho contra o seu amigo. Poderia ter sido o mesmo negócio na segunda vez, até que algumas das brincadeiras de Ortiz antes da luta passaram perto do limite tolerável para o representante da comunidade surda.  
   
"Eu aprendi uma lição quando perdi para Rich Franklin", disse Hamill. "Rich e eu éramos amigos. Nós crescemos juntos em Cincinnati, Ohio, e nós éramos amigos de família. Mas, diante de Tito, eu tinha aprendido minha lição e não queria que acontecesse novamente. Além disso, quando Tito disse algo sobre a comunidade surda, que temos cabeças macias e todas essas coisas, qualquer lutador pode tirar sarro de mim sempre que quiser, não vai me afetar. Eu estou acostumado com isso desde quando eu era um menino, assim, as palavras não me atingem. Mas a comunidade surda não entendeu, eles aceitaram Tito após o show e disseram, 'Uau, ele é um grande treinador'. Então, quando eu enfrentei o Tito, eu tinha um instinto assassino. Eu ia fazer o meu trabalho e meu trabalho é ganhar a luta. Eu não queria que acontecesse de novo, como contra o Rich Franklin".  
   
Hamill travou uma luta completa contra o ex-campeão meio-pesado do UFC, vencendo uma decisão clara e unânime. Ele havia fechado o capítulo sobre a primeira fase de sua carreira no UFC, batendo seu antigo mentor. Agora ele queria estabelecer-se como um contendor.  
    
Então ele pediu por 'Rampage' Jackson.
      
"Eu senti que o 'Rampage' era um bom adversário para mim e ele é um grande nome e uma estrela no esporte, então eu senti que seria realmente bom para a minha carreira", disse Hamill, que conseguiu o que queria em uma luta que vai encabeçar o UFC 130 de sábado em Las Vegas. Jackson não ficou satisfeito com o emparelhamento quando foi anunciado pela primeira vez. Mas Hamill não se incomodou.      

"Eu não me senti insultado e eu não culpo o 'Rampage'", disse ele. "Ele está lutando contra os tops da divisão todo este tempo, e sei que ele queria lutar com o Rashad (Evans). Ele está classificado como o terceiro ou quarto maior do mundo, então eu não o culpo, mas agradeço a 'Rampage' por me dar a oportunidade e vou aproveitar o máximo".  
    
A confiança de Hamill tem sido evidente nas semanas que antecederam o duelo, mas ele não abusa. Em vez disso, ele apenas faz o seu negócio, sabendo que se vencer, sua vida está prestes a mudar.      
"Estou começando a subir a escada", disse ele. "Mas eu estou ficando melhor. Eu sou um lutador mais completo no MMA e todos os dias eu aprendo algo novo. Estou pronto para ir ao próximo nível de competição".    
   
O octógono será o lugar para  Hamill provar que está pronto para o nível de cima, contra Jackson. Lá, são apenas dois homens lutando para vencer e avançar em uma classe de peso lotada. Está tranqüilo para 'The Hammer', que tem mais motivação do que de costume, após seu antigo treinador de wrestling Doug Blubaugh sofrer um acidente de moto fatal no início deste mês.  
   
Então, em homenagem ao seu treinador, ele coloca a luta contra Jackson como o próximo passo em um longo torneio, ao qual ele está se aproximando da final. É hora de mostrar a que veio, e ele não poderia estar mais do que pronto.  
   
"Estou encarando uma luta de cada vez e não estou olhando o que pode acontecer após o 'Rampage', mas eu sinto que este é minha hora, e sendo um cara do wrestiling, eu vejo isso como se estivesse nas semifinais de um torneio de wrestling", ele afirmou.    




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Midia

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