Rich Franklin - Um 'gentleman' do MMA

"Eu dou mais valor ao impacto que tenho sobre as pessoas, ou o que faço por elas." - Rich Franklin
UFC middleweight Rich Franklin
Não existem guerras no twitter envolvendo Rich Franklin. Nem aquelas provocações, nada escrito digno de comentários, nem escândalos de qualquer tipo. Em outras palavras, o ex-campeão dos pesos médios do UFC está livre de confusão, e é assim que ele quer continuar.  
  
"Eu com certeza não sou nenhum padrão perfeito, nem de longe, então não ache isso, mas eu e minha esposa somos pessoas que não se envolvem em confusões, especialmente em redes públicas, tento ficar longe disso",  disse Franklin, um dos verdadeiros cavalheiros do esporte.  
  
É o jeito que você espera que todas as pessoas em público se comportem, e mesmo que os comportamentos citados possam ser muito divertidos, não é algo bom para os jovens impressionáveis assistirem, especialmente quando vem  das pessoas que eles têm como heróis. Franklin, aos 38 anos, está bem ciente que qualquer um de seus passos, como o de seus colegas no mais alto escalão do MMA, estão sendo vigiados, e mesmo podendo ser um fardo, é algo com que ele lidou antes de colocar as luvas.   
  
"Minha carreira antes da luta era ser professor, e como professor, apesar de em uma escala bem menor, você está aos olhos do público com o jeito com que conduz as coisas diante de seus alunos ou em funções escolares", disse o ex-professor de matemática no colegial. "Os pais ouvem e veem esse tipo de coisa, e você realmente tem aulas sobre isto quando está na faculdade. Então não quero dizer que fui treinado para agir de modo correto, mas estou muito ciente sobre esses assuntos e entendo a repercussão."  
  
Talvez seja por isso que Franklin é o cara para quem o UFC corre, não pelo bom perfil ou por aceitar lutas em cima da hora, mas por ser o lutador que ajuda a introduzir internacionalmente o esporte no mercado. Ele fez isto no Canadá, na Irlanda do Norte, Irlanda, Alemanha, e está fazendo de novo na China, no período que antecede a luta contra Cung Le, com Franklin, não existe confusão.  
  
"Eu acredito que este modo de pensar é um ponto, que pode ser o primordial na hora de optarem por mim", ele disse. "Eles sabem que não haverá confusões quando me colocam em um card internacional. E com isso de lado, eu posso apresentar o UFC de uma maneira positiva para o mercado estrangeiro que não está familiarizado com o MMA."  
  
29 vitórias não mentem. E se Le se tornar a 30ª, ele se juntará a um grupo distinto de lutadores que Franklin aniquilou ao passar dos anos que inclui Liddell, Wanderlei Silva (2 vezes), Matt Hamill, Travis Lutter, Yushin Okami, Shamrock, Jason MacDonald, David Loiseau, Nate Quarry, Evan Tanner (2 vezes), e Jorge Rivera. Adicione seu trabalho fora do Octógono como embaixador do MMA, e aí está um legado impressionante que ele está construindo. Não é algo porém, que o preocupa no momento.

"Não tenho certeza se algum dia serei o cara que pensa sobre legado, elogios ou esse tipo de coisa", diz Franklin. "Não tenho nenhum tipo de parede do ego na minha casa, não tenho meus cinturões a mostra, e tenho poucas fotos minhas penduradas que são relacionadas à luta. As que estão, são apenas porque minha esposa [Beth] as colocou lá, é assim que sou.  
  
"Mas eu sei de uma coisa", ele continua. "Eu acordei esta manhã, e não vou dizer que estava empolgado em subir na esteira, mas quando coloco as coisas em perspectiva, fiquei mais empolgado para subir na esteira do que estaria se tivesse que dirigir até um banco e trabalhar lá por oito horas. Eu gosto de competição, e acho que este é o meu legado, meus prêmios e minhas conquistas, e tudo isso será para os fãs falarem a respeito, e tento ser o mais humilde possível. Percebi com o tempo que não coloco muito peso nas coisas, como os cinturões conquistados, as lutas que ganhei, porque no fim do dia, eu dou mais valor ao impacto que tenho sobre as pessoas, ou o que faço por elas."  
   


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Midia

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