Sara McMann: A personalidade de uma vencedora

E não sou uma pessoa muito paciente. Quando se trata de atletismo, acho que esta é uma parte de mim. Eu quero ser fantástica e quero ser fantástica para ontem."- Sara McMann
UFC bantamweight Sara McMann
Alguns minutos conversando com a estreante do UFC e ex-medalha olímpica de prata Sara McMann, ela deixa você saber três coisas: ela é uma péssima perdedora, ela não tem paciência e ela pode ser um pouco obsessiva. O engraçado é que, estas podem ser qualidades quando se trata de sua busca pela excelência no mundo do esporte, e ela não tem vergonha de nada disso.    
  
Ela também não está mentindo. Vá ao website dela, saramcmann.com, e role a página para baixo. Lá você verá uma foto dela no pódio  nas olimpíadas de 2004, recebendo a medalha de prata em Freestyle wrestling. Foi uma conquista notória e algo para se orgulhar, mas não dá para ver isto no rosto de McMann. Não houve tentativa de colocar um sorriso amarelo no rosto para as câmeras; ela estava arrasada por ter perdido e ela não se importava com quem percebia.     
  
"Eu acho que sempre fui alguém que leva as derrotas pro lado muito pessoal", disse Sara, que perdeu uma luta acirrada por 3-2 contra Kaori Icho do Japão. "Sei que no fim do dia é um esporte e não vou me enforcar se perder, mas tenho muitas expectativas em cima de mim mesma, e sei o quanto me sacrifico, especialmente por ter sido uma luta tão apertada. Eu quero ser campeã e sou o tipo de pessoa que quando tem um objetivo qualquer coisa abaixo disso é difícil para mim."    
  
Demorou um tempo, tempo demais para Sara McMann voltar ao tatame, colecionar ainda mais prêmios e elogios e tentar de novo as Olimpíadas, porém ela não entrou no time, deixando a com uma grande outra dose de desapontamento. Então ela decidiu que se aposentaria do wrestling, mas ainda queria competir, com o jiu jitsu sendo o próximo passo lógico.     
  
"Muitas das minhas partes de treinamento atlético foram bastante compatíveis com o jiu jitsu, mas era uma técnica obviamente diferente. Mas não seria como dizer, 'ah, quero fazer ballet,' (risadas) Não seria drasticamente diferente do que eu estava fazendo."    
  
Um amigo sugeriu que ela tentasse o MMA, De Takoma Park, em Maryland, ela foi para um treino de striking.  
    
"Eu disse 'isso é fantástico'", riu Sara com palavras que não podem nem expressar a forma que 'fantástico' foi dito. "Eu me apaixonei. Eu era terrível naquilo e ainda estou longe de onde quero estar na minha mente, mas me fisgou como o wrestling fez, e se as coisas são um pouco difícil para mim, eu fico um pouco obsessiva."    
  
Seis lutas profissionais depois, ela é 6-0 e tida como uma das melhores pesos galo do mundo, Sara está a dois dias da sua estreia no UFC no sábado contra a alemã Sheila Gaff. Você poderia condicionar esse sucesso ao seu wrestling e sua capacidade atlética, mas provavelmente vem da habilidade de deixar o ego de lado e ir de melhor wrestler para a mais novata do MMA na academia.    
  
"Com certeza", ela concorda. "Parte disto foi à frustração em relação a outras pessoas e frustração comigo mesma porque sei que sou uma boa atleta. Todos tem que doar seu tempo por anos para conseguir condicionar sua mente. As coisas não serão automáticas. Mesmo eu sabendo o que fazer corretamente e meu corpo podia executar isto, aprender quando se fazer, como ajustar, e todo o negócio no nível avançado, estava fora do meu alcance. E não sou uma pessoa muito paciente. Quando se trata de atletismo, acho que esta é uma parte de mim. Eu quero ser fantástica e quero ser fantástica para ontem."   


 
 

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Midia

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