Uriah Hall fala sobre superar problemas de confiança no Octógono

Jamaicano encara Vitor Belfort no UFC St. Louis, neste domingo (14)

Há quase cinco anos, Uriah Hall chamou a atenção dos fãs de luta quando bateu Adam Cella com um rápido e poderoso chute rodado na primeira rodada da competição dos médios na temporada 17 do The Ultimate Fighter.

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Mais tarde, no mesmo ano, o carateca nascido na Jamaica e criado na cidade de Nova York apagou Bubba McDaniel em oito segundos, levando o presidente do UFC, Dana White, a rotular a Hall, o "lutador mais impressionante da história do TUF". Terceiro escolhido entre os 16 homens competição, Hall chegou à final contra Kelvin Gastelum, a adição final à equipe de Chael Sonnen e penúltima escolha da competição.

Ele tem sido consistentemente inconsistente desde então.

O problema de Hall nunca foi a falta de talento ou qualquer tipo de lesão. Os maiores obstáculos para o peso-médio de 33 anos sempre foram questões internas - lutas com a autoconfiança e a crença em seus talentos, além da excessiva preocupação com a opinião alheia e com os críticos anônimos, sempre prontos para ridicularizar qualquer performance.

"Durante anos, não aceitei que eu sou um filho da p… malvado", disse Hall, que retorna à ação contra Vitor Belfort no domingo (14) em St. Louis. "No momento em que abracei isso, aconteceu algo".



"Eu não acreditava", disse Hall em relação a ser apontado como um dos atletas mais perigosos da organização. "Alguém pode lhe dizer: 'Você é isso', mas eu não enxergava. Se você não vê por si mesmo, não faz sentido. É difícil de dizer isso, porque no mundo do MMA você tem que ser durão".

Hall nunca escondeu suas lutas com a dúvida e a pressão criada quando se entra no Octógono. Alguns desses sentimentos voltaram à tona durante a preparação para St. Louis, que sofreu um baque após a morte de um de seus treinadores, Robert Follis.

Na mesma época, um dos melhores amigos de infância de Hall também faleceu. Somando isso à morte de Follis e ao sentimento de solidão por estar longe de sua família durante as festas de fim de ano, o estresse começou a aumentar, e o atleta precisou pedir conselhos para sua mãe.

"Minha mãe disse: 'Escute, por mais que algo seja ruim, você tem que aceitar o que está acontecendo. Você precisa se recompor porque tem uma luta pela frente. Não há outra escolha'. Uma vez que comecei a fazer isso, tudo começou a entrar em perspectiva", disse Hall, acrescentando que o tremendo desempenho de Tim Elliott no UFC 219 poucos dias após o falecimento de Follis foi inspirador.

"Deve ter sido provavelmente a coisa mais difícil que ele teve que fazer, mas foi muito inspirador vê-lo superar isso - usar essa paixão e expressá-la".

Agora é a vez dele fazer o mesmo.

Os dias de questionar seus talentos são uma coisa do passado, substituídos por uma compreensão de que ele é abundantemente talentoso, que perder não é o fim do mundo e que os lobos não se preocupam com as opiniões da ovelhas.

"Eu tive medo do ringue", disse Hall. "Comecei a pensar sobre a transição que tive na luta e eu me perguntei que aconteceu que me fez mudar, e acho que foi a luta contra o Kelvin. Essa foi a primeira vez que estive em uma situação em que havia tanta pressão, onde havia tantas pessoas me observando e eu tinha tanto medo de falhar".

"Comecei a esquecer quem eu realmente era. Queria impressionar, ganhar na frente do chefe e na frente da multidão. Substituí todas essas coisas que eram desnecessárias e eu tinha que ser realmente honesto comigo mesmo. É bom tentar fazer o seu melhor, e talvez as coisas não acontecerão com você quer".

Agora ele está realmente acreditando que é um lutador reconhecidamente durão no Octógono. Considerem-se avisados.

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