Pular para o conteúdo principal

Bruno Bulldog, cambalhotas e disposição para vencer na vida

 

O ditado diz que é preciso aproveitar as oportunidades, pois elas podem aparecer apenas uma vez na vida. O paulista Bruno Bulldog levou o ensinamento ao pé da letra e criou sua própria chance de melhorar na carreira de lutador de MMA profissional.

Ele morava em Piracicaba, em São Paulo, quando Rodrigo Minotauro deu uma palestra na cidades e fez uma promoção que quem vendesse mais suplemento iria conhecer a Team Nogueira, no Rio de Janeiro. Bulldog se dedicou a competição, comprou alguns kits e ganhou a viagem para o Rio. Já com intuito de só voltar para casa de férias.

A visita à academia aconteceu em um sábado, em 2013. Quando todos voltaram para o hotel, o lutador procurou Minotauro na academia e insistiu que queria uma chance para treinar na academia. Sem esperar muita cosia, o ex-campeão do Pride e UFC pediu para ele mostrar o que sabia fazer: Bulldog mostrou uns golpes de capoeira e caprichou nas cambalhotas para trás.

Minotauro gostou do que viu e deixou que ele participasse da seletiva, que só aconteceria na segunda. "Não tinha dinheiro pra ficar no Rio de Janeiro. Fui comer perto da academia e comecei a conversar com um moto-boy, perguntei se podia ficar na casa dele por uma noite, de domingo para segunda", lembra o lutador. A proposta deu certo, mas Bulldog precisou dormir em uma coberta estendida no chão da sala.

Bulldog seguiu treinado na academia de Minotauro, continuando o trabalho que começou quando tinha 10 anos. Ele começou treinando capoeira, depois foi para o muay-thai, passou pelo jiu-jitsu e chegou ao MMA. Quando ainda era amador tinha que conciliar a o sonho de ser atleta com os bicos que fazia como metalúrgico, mas tinha certeza que teria sucesso. "Já joguei futebol, tentei ser dançarino de hip-hop... Sabia que uma hora ia encontrar o meu talento", diz ele.

O apelido surgiu dentro da academia, quando um professor brincou que ele era pequeno, com cara feia, parecia um cachorro. "Não teve jeito, era uma brincadeira e acabou pegando. Eu adotei, comprei uma corrente e comecei a latir. Minhas lutas são um show, eu também preciso me destacar. Sou muito baixo, tento sempre fazer coisas para chamar atenção".