Após um ano afastado das competições, Caio Borralho está de volta ao Octógono com um dos maiores desafios de sua carreira. No dia 6 de setembro, o peso-médio brasileiro enfrentará Nassourdine Imavov na luta principal do UFC Paris, em um confronto que pode colocá-lo diretamente na rota pelo cinturão da categoria até 84 kg.
O duelo reúne dois atletas em grande fase. Imavov é o atual número 1 do ranking dos médios e vem de uma impressionante vitória por nocaute sobre o ex-campeão Israel Adesanya, no UFC Arábia Saudita. Borralho, por sua vez, sustenta uma sequência de sete vitórias consecutivas no UFC e retorna embalado por uma atuação dominante sobre Jared Cannonier, em agosto de 2024.
Caio Borralho venceu Jared Cannonier no UFC Vegas 96. (Foto por Chris Unger/Zuffa LLC)
Em entrevista ao UFC.com.br, durante visita à academia Fighting Nerds, em São Paulo, Caio celebrou o anúncio da luta e falou sobre o período de inatividade. “Estou muito feliz de finalmente estar com luta marcada. Ficar um ano parado foi muito difícil para mim e para minha carreira, porque sinto que estou no meu ápice”, afirmou o brasileiro.
Mesmo enfrentando Imavov em solo francês, Caio acredita que o adversário não representa a torcida local e provocou o rival. “A França vai ser a minha casa, não a dele. Ele é do Daguestão, é russo e só usa a França para benefícios próprios. Quero mostrar aos torcedores locais que ele não carrega a bandeira deles. Pode anotar: as pessoas vão gritar o meu nome ao fim da luta.”
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Aos 31 anos, o lutador maranhense foi revelado no Dana White’s Contender Series em 2021 e construiu um cartel perfeito dentro do UFC, com vitórias convincentes e uma abordagem tática refinada. Seu desempenho contra Cannonier, um dos nomes mais duros da divisão, chamou atenção por dominar todas as ações ao longo dos cinco rounds.
“Foi a virada de chave. O que eu fiz com ele, ninguém fez. Fiquei perto e tenho certeza de que o nocauteei, embora a decisão tenha sido por pontos. Ele caiu apagado, mas o árbitro não parou. Fiz o que nem o Adesanya fez quando era campeão e o enfrentou”, relembrou.
Imavov também atravessa sua melhor fase no UFC. Após resultados irregulares no início da trajetória, o lutador acumulou quatro vitórias consecutivas, duas delas por nocaute, e se consolidou como o principal nome da divisão após o triunfo histórico sobre Adesanya, em fevereiro deste ano.
Ciente da ameaça que representa o rival, Caio não se intimida e promete adotar uma estratégia agressiva, explorando o que considera uma das principais vulnerabilidades de Imavov: o condicionamento físico.
“É um cara novo, atlético, com velocidade como principal característica. Tenho que trabalhar bem o controle de distância e o posicionamento. Mas é uma luta que dá para pressionar, fazê-lo cansar. Esse é um problema que ele tem. Quando ele se frustra, erra mais. Aí é a minha hora de crescer e nocautear.”
Com o cinturão da categoria em jogo no UFC 319, quando Dricus Du Plessis e Khamzat Chimaev medem forças em agosto, o UFC Paris poderá definir o próximo desafiante ao título dos médios. E Caio Borralho quer estar pronto para essa oportunidade.
“A cada luta eu apareço diferente, mais completo. As pessoas vão ver um Caio com mais gás, mais frio e calculista. Meu objetivo é ir além do cinturão: quero ser um dos atletas mais inteligentes que já pisou no Octógono.”
O UFC Paris: Imavov x Borralho foi um evento realizado em 6 de setembro de 2025. Confira aqui a cobertura completa e reveja todas as lutas no UFC Fight Pass.