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Entrevistas
Lutadores Brasileiros

Conheça Ariane Lipski, a “Rainha da Violência”

Peso-mosca de 24 anos faz sua estreia no Octógono no UFC Brooklyn

O Ultimate tem uma nova atleta brasileira em seu plantel. E a julgar pelo apelido, Ariane Lipski, a “Rainha da Violência”, vai dar muito o que falar no Octógono a partir de sua estreia, neste sábado (19), no UFC Brooklyn.

Nascida em Curitiba, no Paraná, Ariane teve seu primeiro contato com as lutas aos 16 anos, quando começou a treinar muay thai, “só para fazer uma atividade física”, como ela mesma conta. Mas a aptidão para a modalidade ficou clara desde o início; com poucos meses de treinos, ela começou a competir em torneios amadores, fomentando uma paixão que, em breve, se tornaria profissão.

“Quando tinha 17 anos, eu morava com minha mãe. Ela se mudou para Belo Horizonte e eu decidi ficar em Curitiba, justamente porque eu gostava muito de treinar”, disse, “Não tinha foco em ser atleta, mas não queria parar de treinar. Eu trabalhava de dia e treinava à noite”.

Veja também: Motivos para ver o UFC Brooklyn | O MBA do UFC | Luta completa: Dillashaw x Garbrandt 2

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Ariane conta que chegou a fazer diversos tipos de “bicos”, tendo trabalhado em um escritório de advocacia e em um consultório de odontologia. Aos 18 anos, no entanto, a vontade de ser lutadora falou mais alto, e foi aí que seu treinador atual, Renato Rasta, entrou em sua vida.

Os três treinos por semana se transformaram em treinos diários; as novas modalidades, como o jiu-jítsu, passaram a ser incorporadas, e os resultados seguiram aparecendo. Após se sagrar campeã brasileira de muay thai, Lipski resolveu migrar definitivamente para o MMA.

Os primeiros dois anos como profissional tiveram altos e baixos, mas a consolidação veio quando Ariane recebeu um convite de última hora para sua primeira experiência internacional no KSW, na Polônia.

“Entrei no KSW para substituir uma atleta que tinha se machucado, contou, “Aceitei a luta com três semanas, então eles não estavam esperando muito, mas a gente chegou lá e conseguiu surpreender”.

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De fato, Ariane surpreendeu, conquistando a seguir o cinturão peso-mosca da organização e defendendo-o em duas ocasiões. No total, foram cinco lutas na Polônia, com duas vitórias por nocaute, duas por finalização e uma por decisão.

E além da qualidade de suas performances, a brasileira teve outro fator ao seu lado para cativar a torcida local.

“Lipski é um sobrenome de origem polonesa. Minha família, por parte de pai, tem ascendência polonesa, então por isso eles já ficaram familiarizados, porque lá tem muito Lipski, e quando eu falei que era descendente de poloneses, eles me 'adotaram' como uma representante deles”.

“Foi uma experiência muito boa, que me deixou madura e preparada para entrar no UFC”, explicou, “O fato de eu ter disputado o cinturão, feito duas defesas, lutado para 58 mil pessoas, lidar com a mídia, público, fãs, isso me deu bagagem para chegar no UFC".

Embalada por nove vitórias consecutivas na carreira, Ariane terá pela frente a atual 10ª colocada do ranking até 57kgs, Joanne Calderwood, logo em sua estreia no Octógono. Um desafio que a deixa ainda mais motivada.

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"O que eu tenho de vantagem é meu poder de acabar com a luta tanto em pé, quanto no chão".

Ariane Lipski

"Quando a gente assinou com o UFC, foi o que a gente pediu. Queríamos uma atleta ranqueada para já estrear e entrar no ranking”, disse, "É uma luta muito boa por serem duas atletas da trocação. Nós duas temos muito coração, as duas vão buscar o resultado do começo ao fim, mas o que eu tenho de vantagem é meu poder de acabar com a luta tanto em pé, quanto no chão".

Se você ainda não conhece Ariane e nunca assistiu alguma de suas lutas, ela mesma diz o que se pode esperar.

“Muita agressividade e técnica”, resumiu, “Vou entrar com tudo para buscar a vitória. Confio muito no trabalho do meu treinador e da minha equipe, sei que estamos preparados para o UFC e para todos os desafios que vamos enfrentar daqui para frente”.

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