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Entrevistas

Conheça Bruno "Bulldog", brasileiro que estreia no UFC 243

Se você acompanha as redes sociais do campeão peso-mosca e peso-galo Henry Cejudo, possivelmente já viu um amigo e parceiro de treinos brasileiro dele. Esse rapaz é Bruno Silva, apelidado "Bulldog", dono de um cartel 10-3 que faz a sua estreia no UFC neste sábado (5), no UFC 243. 

Confira um bate-papo com o brasileiro. 

UFC: Você participou do The Ultimate Fighter Brasil 4, mas acabou não entrando para o UFC. Como veio a proposta para assinar com o evento agora?

Bruno Silva: Participei do TUF em 2015, depois mudei para os EUA, no Arizona, no mesmo ano e comecei a treinar com o Henry Cejudo. Nesse tempo venci mais três lutas, e participei de todas as lutas do Henry, então estava sempre no UFC e isso me ajudou muito. Na verdade, foi o Henry que ajeitou tudo para mim. Ele sempre estava falando com a galera, falando com o Dana, que eu treinava com ele de igual para igual que não era justo eu não estar lá. Ele que fez a ponte para eu estar no Ultimate agora. 

 

UFC: Acredita que foi melhor entrar no UFC dessa forma do que se tivesse sido contratado há quatro anos?

Bruno: Tudo tem a hora certa. Estou muito mais experiente. Há quatro anos não tinha tanta experiência como tenho agora, meu jogo não era tão completo. Eu evoluí muito nesse tempo, tive muita experiência com a luta mesmo, mudei para outro país, aprendi outras línguas, isso me ajudou muito a crescer. Eu vejo que sou outro lutador, outra pessoa. Com certeza foi melhor agora. 

UFC: Dá para ver que a sua relação com o Henry Cejudo é muito próxima. Acha que ser amigo de um campeão duplo do UFC adiciona alguma pressão sobre você na estreia?

Bruno: Eu acho que isso é pressão para o outro cara, não para mim. Eu já estou acostumado. Eu moro com ele lá. Ele é meu irmão, ensinei português para ele e ele me ensinou inglês. Na verdade, é muito estranho porque ele é o campeão, mas a gente tem uma convivência de irmão, então é como se fosse normal para mim. Acho que é isso que me ajuda muito também, a experiência de estar lá, estar com ele. Eu estava na luta do Demetrious [Johnson], participei de uma disputa de cinturão, senti essa energia, eu sinto agora que já sou parte do UFC. É até estranho. É minha estreia, mas eu sinto que já sou parte do UFC há um tempão. 

 

UFC: Como é o Bruno “Bulldog”?

Bruno: Como lutador, eu sou muito versátil. Trabalho as duas bases, não sou striker nem grappler. Quando comecei a treinar, comecei com tudo. A gente vem da nova era do MMA. Não tem um carro forte, eu sou lutador de MMA e faço tudo. Eu sou muito estratégico, e me vejo muito técnico.

Como eu sou no pessoal... eu sou um pouco doido, viu? Sou muito atrevido, na verdade. Eu gosto de falar, gosto de falar sobre a luta, provocar o adversário, mas sempre com respeito. Gosto de apimentar a luta, botar um pouco de fogo. A gente vai lutar mesmo, não tem por que ficar quieto. Tem que falar o que a gente sente, e é isso que eles querem. 

Ali tem uma rivalidade na hora da luta, é um olhando no olho do outro, sentindo a energia da luta. Na verdade eu sou meio explosivo, tudo o que eu sinto eu quero falar na hora, e é isso. 

No 4º episódio da série Embedded #UFC 243,  acompanhe Robert Whittaker, Israel Adesanya e outras estrelas na semana que antecede o evento deste sábado (5), em Melbourne, na Austrália.

Brasil

UFC: O que esperar da sua estreia no UFC 243?

Bruno: Espere pelo "Bulldog" muito rápido, muito forte, com muita energia e muita vontade de vencer. Vamo que vamo. Essa vai ser minha estreia, eu prometo dar show para a galera do Brasil. Vocês vão adorar!