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Entrevistas

De volta após 15 meses, Felipe Colares espera deslanchar a partir do UFC Vegas 25

Brasileiro encara Luke Sanders pelo peso-pena no evento deste sábado (1º)

O brasileiro Felipe Colares estava pronto para entrar no Octógono em novembro de 2020, quando buscaria a reabilitação após um revés para Montel Jackson em duelo contra Gustavo Lopez; mas a poucos dias do embate, foi surpreendido com um teste positivo para COVID-19, que adiou seus planos.

“Foi frustrante, porque eu estava fazendo um camp muito bom”, disse Felipe em conversa com a reportagem do UFC Brasil, “Estava me sentindo muito bem para a luta com o Gustavo, mas acabei testando positivo. Não tive nenhum sintoma da doença e agradeço por isso. Se eu ficasse reclamando agora, não estaria tendo empatia com quem está sofrendo com isso, perdeu um parente ou está esperando um leito no hospital”.

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Felipe Colares of Brazil kicks Domingo Pilarte in their bantamweight bout during the UFC Fight Night

Após o susto, o amapaense que vive no Rio de Janeiro precisou esperar mais alguns meses até que a organização encontrasse um novo oponente. E quando isso finalmente aconteceu, a alegria pelo aguardado retorno quase virou drama novamente.

Isso porque Felipe foi escalado originalmente para enfrentar Journey Newson pelo peso-galo no UFC Vegas 25, evento que acontece no próximo sábado (1º) em Las Vegas, mas uma lesão no joelho a poucos dias do evento tirou o norte-americano do combate.

A oportunidade de se manter no card surgiu com a lesão de Damon Jackson, que enfrentaria Luke Sanders no peso-pena. O Ultimate sugeriu então casar os dois atletas que ficaram sem par em um embate nos 66 Kg, e ambos aceitaram, para alívio do brasileiro.

“Peguei essa luta contra um cara muito mais conhecido na organização, porque é uma luta para eu mostrar tudo o que tenho a oferecer ao UFC”, disse, garantindo que a subida de peso na semana do evento não será uma desvantagem, “Eu vim do peso-pena, fui campeão do peso-pena no Jungle Fight, então eu sei como é a força na categoria. Na minha equipe, a Team Nogueira, eu treino com os melhores pesos-pena e os melhores pesos-galo do Brasil. Os pesos-galo parecem pesos-pena, e os pesos-pena parecem pesos-leves”.

“Na verdade, me deu até um ânimo a mais para treinar, porque no peso-galo, eu bato o peso, mas é muito mais desgastante. No peso-pena é mais tranquilo, vou poder comer um pouquinho a mais de carboidrato e, assim, lutar mais feliz”, continuou, abrindo um sorriso.

Apesar do pouco tempo de preparação específica para o confronto com Sanders, atleta de 35 anos, que chega pressionado após conquistar apenas duas vitórias em suas seis últimas lutas na organização, Felipe garante saber exatamente o que fazer e quer que a performance deste final de semana seja seu divisor de águas na organização.

“Ele é um cara que vem para a trocação franca, que vem buscar a luta. Eu vou procurar não entrar no jogo dele”, disse, “Ele vem para cima, para soltar as mãos ‘meio aleatório’. Eu vou buscar não entrar nesse jogo. Se ele quiser trocar comigo, eu vou derrubar; e se ele quiser me derrubar, vou trocar com ele”.

“Se tudo correr como o planejado, vou nocauteá-lo ainda no 1º round”, concluiu, “Agora chegou o momento de mostrar por que me tornei o melhor atleta da América Latina e por que posso ser o melhor atleta do mundo”.

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