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Deiveson Figueiredo comemora após a vitória sobre Cody Garbrandt no UFC 300, em abril de 2024. (Chris Unger/Zuffa LLC)
Entrevistas

Deiveson Figueiredo inicia nova corrida pelo cinturão

Brasileiro encara Umar Nurmagomedov no UFC 324, dia 24 de janeiro, mirando o topo do peso-galo

O ex-campeão peso-mosca Deiveson Figueiredo terá um duro compromisso em seu retorno ao Octógono. Atualmente no 6° lugar no ranking do peso-galo, o brasileiro encara o russo Umar Nurmagomedov no UFC 324, marcado para o dia 24 de janeiro, em Las Vegas, em um duelo que deve servir como um teste definitivo para sua caminhada rumo ao segundo cinturão na organização.

Após atravessar um período turbulento dentro do Octógono, quando amargou duas derrotas seguidas e sofreu uma lesão no joelho, Deiveson teve seu momento de virada em outubro do ano passado, no Rio de Janeiro. A vitória sobre Montel Jackson, diante de uma arena lotada de fãs brasileiros, não foi apenas mais um resultado no cartel, mas também o instante em que o paraense voltou a se enxergar entre os nomes da elite da categoria.

“Foi uma vitória que me colocou de volta ali no meio dos caras que brigam por cinturão", comentou o lutador em entrevista ao UFC.com.br. "Eu enfrentei um adversário que vinha numa sequência forte, cinco, seis vitórias, e vencer desse jeito, no Rio, com aquela torcida, aquela energia... aquilo ali foi especial. Eu me senti abraçado, senti que eu estava em casa. Aquilo me deu uma força enorme. Eu saí dali com uma certeza: eu estou de volta. E agora eu sei que, vencendo mais uma, a oportunidade pelo cinturão vem”.

Deiveson Figueiredo comemora a vitória sobre Montel Jackson na luta co-principal do UFC Rio. (Foto por Ed Mulholland/Zuffa LLC)

Deiveson Figueiredo comemora a vitória sobre Montel Jackson na luta co-principal do UFC Rio. (Foto por Ed Mulholland/Zuffa LLC)


Após a retomada da confiança, veio o chamado: Umar Nurmagomedov, 24 de janeiro, UFC 324. O russo está acima de Deiveson no ranking e ocupa a 2ª colocação. Isso, no entanto, não incomoda o ex-campeão. Para ele, a luta contra um rival tão perigoso representa o direito de voltar a sonhar alto.

Umar carrega o peso de um sobrenome que impõe respeito imediato no MMA. Primo de Khabib Nurmagomedov, ele traz consigo o conhecido jogo de lutadores vindos do Daguestão: um wrestling forte e um jogo de quedas incansável. Do outro lado, Deiveson é faixa-preta de jiu-jitsu e com maior experiência dentro do Octógono. Confiante e consciente de que a luta pode ser decidida no detalhe físico, o brasileiro já traça um plano para o confronto.

“Eu não venho do wrestling, mas eu venho do jiu-jitsu. Sou faixa-preta, gosto de lutar agarrado, sei colocar pra baixo e sei defender. E, ao mesmo tempo, eu venho afiando muito minha trocação, porque eu sei que posso conectar uma mão e nocauteá-lo. Mas essa luta vai exigir mais: vai exigir gás, força, isometria, cabeça fria. Eu quero estar 100% preparado, porque sei que essa luta pode ser longa, dura e cheia de guerra”.

Há também o peso simbólico do momento. O UFC 324 inaugura um novo ciclo de exposição global da organização após o acordo com a Paramount+, e o brasileiro se vê honrado por ocupar espaço em um evento tão importante, consciente de que grandes performances em grandes noites são um salto importante para qualquer lutador. Ele sabe que, vencendo, entra definitivamente na conversa pelo cinturão do peso-galo.

Deiveson Figueiredo enfrenta Montel Jackson no card principal do UFC Rio(Foto por Jeff Bottari/Zuffa LLC)

Deiveson Figueiredo vibra após vencer Cody Garbrandt no histórico UFC 300. (Jeff Bottari/Zuffa LLC)


“Lutar no primeiro evento do Paramount+ é uma honra. Muita gente queria essa vaga, e eu recebi. Então eu quero chegar lá e me apresentar muito bem, mostrar que eu mereço essa disputa de cinturão. Eu não penso em só vencer essa luta. Eu penso no que ela representa. Eu penso no que ela constrói”.

Para isso acontecer, ele também sabe que não há atalhos. Nenhum exagero foi permitido no fim do ano, mesmo com tantas comemorações. Todas as festividades ficaram em segundo plano. O foco é absoluto: vencer Umar em 24 de janeiro. Para ele, 2026 é o ano de conquistar seu grande objetivo.

“Agora é simples: estar bem, vencer essa luta e caminhar para o cinturão. A categoria é dura, cheia de talentos, mas eu estou disposto a fazer o que for preciso. Eu me vejo, sim, em 2026, com esse cinturão novamente. Eu acredito nisso. Eu trabalho para isso. E se Deus quiser, isso vai acontecer”.

Não perca o UFC 324: Gaethje x Pimblett, dia 24 de janeiro, com transmissão ao vivo e exclusiva do Paramount+. O card preliminar começa às 19 horas e o card principal tem início às 23 horas (horários de Brasília).

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