Pular para o conteúdo principal
Especiais

"Eles são top, capa de revista"

Saiba os motivos que nos levaram a escolher Deiveson Figueiredo e Amanda Nunes como o homem e a mulher do ano

Escolher um homem e uma mulher do ano é algo que nós do time do UFC não costumamos fazer. Aliás, acho que é certo dizer que nunca fizemos isso antes. Mas 2020 foi um ano tão atípico em tantos sentidos que decidimos fugir à regra e criar essa homenagem para dois brasileiros aguerridos que gravaram seus nomes na história do MMA nos últimos 12 meses.

Retrospectiva 2020: As melhores finalizações de brasileiros | Os melhores nocautes de brasileiros | Os momentos mais inusitados | As lutas do ano, por Vitor MirandaOs destaques brasileiros | Os dez melhores lutadores | As dez melhores lutas | Os dez melhores nocautes | As dez melhores finalizaçõesOs novos campeões | Os dez melhores estreantes | Em números

Deiveson Figueiredo e Amanda Nunes romperam tantas barreiras que mereciam ter seus rostos estampados em capas de revistas por aí. Por si só, os feitos dos atletas já seriam impressionantes. Mas conquistar o que eles conquistaram em meio a uma pandemia global deixa tudo ainda mais extraordinário.

Para Deiveson Figueiredo, 2020 foi o ano de mostrar que com foco e empenho é possível superar as dificuldades. A jornada do nosso herói começou em fevereiro, quando uma falha no corte de peso impediu que o nocaute impressionante sobre Joseph Benavidez lhe desse a coroa do peso-mosca.

A revanche foi marcada para julho, na Ilha da Luta, mas o caminho até lá também não foi fácil. Além das críticas sobre uma possível cabeçada no primeiro combate e os questionamentos sobre o novo corte de peso, Deiveson tomou um susto: um falso positivo no exame para detectar a Covid-19 quase cancelou a viagem para Abu Dhabi.

Mas o Deus da Guerra não se deixou derrubar. Ele viajou, bateu o peso e venceu Benavidez de maneira inquestionável em um round. Deiveson se tornou o primeiro brasileiro campeão do peso-mosca, e apenas o terceiro homem a reinar na categoria até 57 Kg na história do UFC.

E Deiveson não só ganhou o cinturão em 2020, como o defendeu no mesmo ano. O norte-americano Alex Perez foi o primeiro desafiante, mas não demorou dois minutos para que o brasileiro adicionasse mais uma finalização ao cartel. E foi assim que o campeão abriu caminho para mais um recorde: na mesma noite ele aceitou enfrentar Brandon Moreno dali 21 dias.

Vinte e um dias! Entre campeões do UFC, esse foi o tempo mais curto entre duas lutas. Assim, Deiveson quebrou o recorde da ex-campeã Ronda Rousey, que tinha 56 dias entre um combate e outro.

Mais dificuldades surgiram no caminho. Os questionamentos sobre o peso voltaram, e o lutador teve uma infecção intestinal tão grave que foi parar no hospital na madrugada que antecedeu o combate.

Sabe qual foi o resultado? Uma das melhores lutas de 2020, e talvez da história do peso-mosca. Um empate que não deixou ninguém decepcionado. E um cinturão que se manteve com um verdadeiro guerreiro brasileiro.

Com tudo isso, não há como negar: Deiveson Figueiredo é o Homem do Ano do UFC em 2020. E arriscamos dizer que há mais o que esperar em 2021.

Quando falamos das divisões femininas do UFC, parece que Amanda Nunes é a lutadora do ano em todos os anos. Mas como poderia ser diferente, já que a baiana constantemente faz história no esporte?

Primeira brasileira contratada pelo UFC, primeira brasileira campeã do UFC, primeira mulher a ter cinturões em duas categorias simultaneamente. Essas eram as credenciais da “Leoa” no início de 2020, mas em junho ela adicionou mais um item à sua lista de conquistas pioneiras: a primeira atleta, entre homens e mulheres, a defender os dois cinturões do qual é dona.

Explicamos: Amanda conquistou o cinturão do peso-galo em 2016 e, depois de três defesas, subiu de categoria e destronou Cris Cyborg no peso-pena em 2018. A partir daí, a brasileira voltou ao seu peso original e defendeu o título mais duas vezes. Em 2020, chegou o momento de voltar aos 66 Kg para encarar a desafiante Felicia Spencer.

Para efeitos de contexto, Felicia é uma ex-campeã do Invicta FC e até então só tinha perdido para Cyborg. E ainda assim, Amanda não foi ameaçada em nenhum momento do duelo de cinco rounds realizado no UFC 250, em Las Vegas.

Mas uma das maiores realizações de Amanda Nunes em 2020 aconteceu fora do Octógono, em setembro. Foi nesse mês que nasceu Raegan Ann Nunes, filha de Amanda com a também lutadora do UFC, Nina Ansaroff.

Assim, Amanda Nunes é a Mulher do Ano do UFC em 2020. O prêmio de Mãe do Ano ela divide com Nina.

Assine o Combate | Siga o UFC Brasil no Youtube