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Feijão: reeducação alimentar para vencer

Após derrota em 2013, lutador percebeu que precisava levar uma vida mais saudável

O combate contra a balança sempre foi um problema para Rafael Feijão, que atua na categoria meio-pesado. O ex-campeão do Strikeforce costumava sofrer para queimar os quilos excedentes e logo depois de descer do octógono já voltava a engordar - quase que em um efeito sanfona. “Eu lutava muito para chegar ao limite da minha categoria, era um processo complicado”.

Visando melhorar seu desempenho nos combates, Rafael Feijão começou uma reeducação alimentar e passou a respeitar mais sua dieta. Trocou as gorduras em excesso por alimentos que são fundamentais para qualquer atleta. Tudo começou após sua derrota para Thiago Silva, na estreia no UFC, em 2013. “Faltou um pouco de dedicação da minha parte. Percebi que o problema era minha alimentação e comecei a trabalhar para melhorar”, disse o lutador.

Veja o perfil de Rafael Feijão

Na nova fase, Rafael Feijão continua mantendo a dieta mesmo quando não tem luta programada. Se antes ele pesava 112 quilos quando estava descansando, agora ele faz questão de não passar dos 102. Com isso, economiza tempo e energia na hora de começar a preparação para os seus confrontos. Além disso, sente mais disposição e força de vontade para se dedicar aos treinos. Na noite deste sábado, o brasileiro enfrentará o americano Ryan Bader no UFC 174, no Canadá.

Alguns meses atrás, os boatos davam conta que ele lutaria contra o experiente Daniel Cormier, mas o americano foi escalado para pegar Dan Henderson - venceu por finalização no terceiro round. Mas Feijão garante a troca de oponente não o desmotivou, apenas aumentou sua sede de vencer. “Eu gosto de lutar contra adversários que estão melhores ranquiados que eu, não importa o nome”. 

Veterinária

Antes de conquistar o cinturão de campeão do extinto Strikeforce, em 2010, Rafael Feijão estudava veterinária e sonha em trabalhar com animais de grande porte. “Queria trabalhar com inseminação e transferência de embriões”. Ele chegou perto de concluir o curso, mas não apresentou seu trabalho de conclusão. Aos 22 anos, Feijão conheceu Rodrigo Minotauro e largou a veterinária para se dedicar aos treinos. “Continuo lidando com animais de grande porte”, brinca ele, falando sobre os companheiros de octógono.