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Mauricio Ruffy comemora a vitória no UFC 313. (Foto por Jeff Bottari/Zuffa LLC)
Atletas

Fique de Olho | Rafael Fiziev x Mauricio Ruffy

Pesos-leves se enfrentam no UFC 325, em Sydney, em duelo que pode impactar o Top 10 da categoria

Embora grande parte das atenções no cenário do peso-leve esteja voltada para a luta co-principal do UFC 325, entre Dan Hooker e Benoit Saint Denis, o evento reserva outro confronto capaz de influenciar diretamente a elite da divisão até 70 Kg: Rafael Fiziev e Mauricio Ruffy medem forças em um duelo que promete um verdadeiro espetáculo de trocação em solo australiano.

Os dois pesos-leves sobem ao Octógono com o mesmo objetivo: se credenciar para um desafio contra um adversário do Top 10 ainda em 2026. Para isso, no entanto, precisarão superar um rival técnico, criativo e extremamente perigoso em pé.

Com o cenário montado, é hora de analisar de perto esse confronto.

Rafael Fiziev

Rafael Fiziev venceu Ignacio Bahamondes na luta co-principal do UFC Baku. (Foto por Ed Mulholland/Zuffa LLC)

Rafael Fiziev venceu Ignacio Bahamondes na luta co-principal do UFC Baku. (Foto por Ed Mulholland/Zuffa LLC).


Rafael Fiziev chegou ao UFC com status elevado. Dono de um cartel invicto e múltiplos títulos no muay thai, o lutador rapidamente ficou no radar dos fãs e especialistas, embora sua estreia tenha sido marcada por um revés inesperado, ao sofrer um nocaute de Magomed Mustafaev com um chute giratório ainda no 1º round. A resposta, porém, foi imediata.

O atleta embalou uma sequência de seis vitórias, incluindo três nocautes, cinco bônus de Performance da Noite e triunfos expressivos sobre nomes como Renato Moicano, King Green, Brad Riddell e Rafael dos Anjos. A vitória sobre o ex-campeão o colocou de vez entre os principais nomes da categoria e lhe rendeu um duelo contra Justin Gaethje.

Apesar da derrota por decisão para o agora campeão interino, Fiziev saiu valorizado. Em sua luta seguinte, contudo, sofreu uma grave lesão no joelho contra Mateusz Gamrot, o que o afastou do Octógono por mais de um ano. O retorno aconteceu em março de 2025, quando aceitou, com pouco tempo de preparação, uma revanche contra Gaethje, sendo novamente superado na decisão dos juízes.

A sequência negativa de três derrotas foi interrompida com uma atuação segura diante de Ignacio Bahamondes, vencendo por decisão. O resultado manteve “Ataman” no páreo e reacendeu sua caminhada em uma divisão extremamente congestionada. Uma segunda vitória pode recolocá-lo em posição estratégica na corrida por grandes lutas.

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Mauricio Ruffy

Mauricio Ruffy comemora a vitória no UFC 313. (Foto por Chris Unger/Zuffa LLC)

Mauricio Ruffy comemora a vitória no UFC 313. (Foto por Chris Unger/Zuffa LLC)


Quando Mauricio Ruffy garantiu contrato pelo Dana White’s Contender Series, em outubro de 2023, seu companheiro de equipe Caio Borralho não economizou elogios. Para o peso-médio do UFC, o compatriota era especial. Até aqui, o tempo parece ter confirmado a aposta.

Em suas três primeiras apresentações no Octógono, Ruffy conquistou três vitórias, duas delas por nocaute. O destaque ficou por conta da atuação no UFC 313, quando aplicou um chute rodado espetacular em King Green, em um dos nocautes mais impressionantes de 2025.

O embalo, no entanto, foi interrompido em Paris, diante de Benoit Saint Denis. Na ocasião, o brasileiro teve dificuldades na defesa de quedas, não conseguiu impor seu jogo ofensivo e acabou finalizado no 2º round.

Após o revés, Ruffy decidiu mudar a rotina de treinos, passando por períodos na Tailândia e na Austrália, onde trabalhou com novos treinadores e chegou a integrar sessões com a equipe de Alexander Volkanovski. Ainda não se sabe se a mudança será definitiva, mas a expectativa é que novas influências acrescentem camadas a um jogo em pé já bastante refinado.

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Dentro do Octógono

Rafael Fiziev e Maurício Ruffy se encaram durante a Coletiva de Imprensa do UFC 325, em janeiro de 2026. (Foto por Jeff Bottari/Zuffa LLC)

Rafael Fiziev e Maurício Ruffy se encaram durante a Coletiva de Imprensa do UFC 325, em janeiro de 2026. (Foto por Jeff Bottari/Zuffa LLC)


Tudo indica que o duelo será resolvido na trocação, e possivelmente antes do fim dos 15 minutos. Fiziev até surpreendeu ao levar Gaethje ao chão em sua última luta, mas, em geral, ambos preferem resolver em pé, golpe por golpe.

De acordo com dados do Fight Metric, Fiziev desfere, em média, 4,77 golpes significativos por minuto. Ruffy apresenta um volume um pouco menor, porém com maior precisão: 57% contra 52%. Defensivamente, o brasileiro também leva leve vantagem, com 60% de defesa de golpes em pé, frente a 50% do rival. Ainda assim, o nível dos adversários enfrentados por Fiziev pesa a seu favor.

Os estilos se assemelham na essência, mas diferem na execução. Fiziev é um especialista em muay thai que atua bem em ambas as bases, explorando chutes baixos, médios e altos com excelente controle de distância e explosão. Já Ruffy é mais cadenciado e longo, um verdadeiro franco-atirador, que estuda o oponente antes de disparar combinações precisas. Com 1,80 m de altura, o brasileiro utiliza bem seu alcance, mesclando fintas e movimentação antes de entrar na curta distância.

Contra Bahamondes, Fiziev mostrou conforto em ditar o ritmo da luta, alternando momentos de explosão com pausas estratégicas. Resta saber se adotará a mesma abordagem diante de um adversário de porte semelhante, porém ainda mais dinâmico.

Com dois strikers de elite, o confronto pode se transformar em um verdadeiro jogo de xadrez, mas jogado em alta velocidade e com consequências imediatas. Um duelo para ter atenção do início ao fim, que você assiste só no Paramount+.

O UFC 325: Volkanovski x Lopes 2 foi um evento realizado em 31 de janeiro de 2026. Confira aqui a cobertura completa e reveja todas as lutas só no Paramount+.

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