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Flashback: Diaz enfrenta Diego Sanchez

Uma das minhas primeiras histórias para o UFC.com, talvez a primeira, foi em 2005 com um jovem que não precisava de muita apresentação. Isso não tornou a entrevista com Nick Diaz menos atraente. Na verdade, conversar com ele sempre foi uma experiência memorável. 

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Nick Diaz - 100% Lutador

Diego Sanchez. Para Nick Diaz, esse nome resume tudo o que ele enfrenta toda vez que entra no Octógono. Não há reality show para o jovem de 22 anos de Stockton, Califórnia, nenhuma capa de revista ou contrato de seis dígitos - pelo menos, ainda não. Lutar não é um esporte, é sua única opção de vida. Então ele está dizendo a verdade quando fala: "Não tem como eu me esforçar mais".

Isso faz dele um jovem muito perigoso. 

Felizmente para ele, no dia 5 de novembro, no evento principal do Ultimate Fighter Finale na Spike TV, Diaz consegue sua chance contra Sanchez. É a oportunidade de uma vida para ir bem em uma audiência nacional e mostrar o seu estilo de luta a cada chute, soco ou queda. 

Mas ele não vê dessa maneira; pelo menos não quando a luta surgiu. 

"Ele me dizem para lutar, então eu luto", disse Diaz, quando foi perguntado sobre o Combate contra Diego. "Mas eu realmente pensava que o confronto tinha mais coisas boas para ele e ruins para mim".

O que ele quer dizer é: se vencer Diego Sanchez neste sábado, muitos falarão que ele venceu um lutador que foi levado ao patamar de estrela muito cedo. Se ele perde, perdeu para um lutador que se destacou no cenário nacional no inicio do ano e vai para o final da fila dos meio-médios. No final do dia, o objetivo de Diaz é conquistar o título de campeão. E ele não acredita que vencer Sanchez o deixa mais próximo desse objetivo. Mas, de alguma forma, a luta o motiva. 

Todos os eventos do UFC são AO VIVO no Canal Combate

"Sim, me motiva. Porque também não gosto do Diego Sanchez e não quero perder para esse cara. Sabia que acabaria lutando com ele, mas achei que seria mais tarde, depois que ele lutasse com mais atletas que estão acima de mim".

Mas o esporte está se desenvolvendo e uma luta é uma luta, mais um dia de pagamento, e as oportunidades no UFC não acontecem todos os meses. Adicione isso à uma exposição em televisão nacional e temos uma oferta que nenhum lutador pode recusar. 

"Meu jeito de falar de bons atletas é assim, apenas dizendo que são bons atletas. Eles foram criados como atletas, com pessoas ajudando, incentivando, levando para praticar. Envolve muito dinheiro e incentivos. E pessoas como eu não tiveram isso, não funciona desse jeito". 

"Todo a parte atlética que tenho é por minha causa. Nem pai por perto eu tinha. Não tinha pai me colocando para lutar ou tios me incentivando. Minha mãe trabalha no mesmo restaurante há 25 anos. Ela me levou para a natação quando eu era mais jovem. Por alguma razão ela sempre me arrastava de volta ao treino sempre que eu fazia alguma coisa". 

Admitindo que não ia bem na escola, Diaz, no entanto, precisou continuar na natação por um tempo. Tempo o bastante para conseguir ter vantagem no cardio ao começar a lutar logo depois do aniversário de 18 anos. 

A estreia aconteceu em 2001, quando finalizou Mick Wick. O destaque da equipe Cesar Gracie logo construiu uma reputação não apenas pelo o seu jiu-jítsu, mas também pela vontade de lutar. Seu recorde é de 11-3 no MMA, com vitórias contra Robbie Lawler, Drew Fickett e Chris Lytle e três derrotas (que ele contesta) contra Jeremy Jackson (depois o venceu duas vezes), Kuniyoshi Hironaka e Karo Parisyan

"Odeio ter três derrotas no meu recorde", disse Diaz. "Fui assaltado no Japão (Hironaka). O outro voltei e o venci duas vezes (Jackson). (Na luta contra o Jackson) eu não sabia nada sobre ele e já havia lutado contra outras duas pessoas naquela noite. Na luta contra o Karo Parisyan eu bati nele e ainda perdi a luta". 

Depois da luta

A rivalidade começou antes da luta começar, com os dois lutadores precisando ser separados enquanto esperavam para caminhar até o Octógono. Assim que a luta começou, foram 15 minutos de hostilidade dos dois lados e vitória por decisão dos juízes para Sanchez. Assim era o MMA de alto nível e nenhum lutador precisaria baixar a cabeça depois de uma luta daquelas. Mas isso não é um consolo para Diaz.