Gabriel Bonfim confia no grappling contra Muhammad: “O pescoço vai rodar”
Brasileiro encara o ex-campeão na luta principal do UFC Vegas 118, dia 6 de junho, em duelo importante para o futuro da divisão dos meio-médios
Embalado por quatro vitórias consecutivas e ocupando atualmente a 11ª colocação no ranking dos meio-médios, Gabriel Bonfim terá o maior desafio de sua carreira no UFC em 6 de junho. O brasileiro encara o ex-campeão Belal Muhammad na luta principal do UFC Vegas 118, no Meta Apex, em um confronto que pode colocá-lo de vez na corrida pelo cinturão da categoria.
O momento vivido por "Marretinha" é resultado de um processo de amadurecimento construído luta após luta. Desde o revés sofrido para Nicolas Dalby em 2023, o brasileiro ajustou detalhes técnicos, evoluiu mentalmente e passou a encarar cada apresentação como parte de um caminho maior dentro da organização. Agora, prestes a fazer mais uma luta principal, ele acredita estar preparado para assumir espaço entre os principais nomes da categoria.
“A gente teve muito aprendizado na caminhada, bastante mesmo, e acredito que daqui pra frente vamos ter várias lutas principais também. Estamos na segunda e já já será a terceira, se Deus quiser”, disse em entrevista exclusiva ao UFC.com.br.
Gabriel Bonfim comemora a vitória sobre Ange Loosa no card principal do UFC Denver. (Foto por Josh Hedges/Zuffa LLC)
Do outro lado estará um dos atletas mais estratégicos da categoria. Conhecido pelo controle na grade, pressão constante e ritmo forte ao longo de cinco rounds, Belal Muhammad representa um teste diferente para Gabriel. Ainda assim, o brasileiro demonstra confiança justamente na área em que o ex-campeão costuma dominar seus adversários.
“Ele tem esse jogo de amarrar na grade, de amarrar no chão. Acredito que eu não vou deixar isso acontecer em nenhum momento. Eu também tenho um grappling muito bom, e se ele vacilar, o pescoço dele vai rodar”.
A preparação para esse desafio foi construída pensando nos detalhes. Gabriel revelou mudanças importantes no camp, com treinos voltados para situações de desconforto físico, buscando simular o tipo de luta que pode encontrar diante de um adversário acostumado a disputas longas e desgastantes.
Além da parte técnica, "Marretinha" acredita que a evolução emocional também será decisiva em sua segunda luta de cinco rounds no Ultimate. A confiança adquirida nos últimos compromissos, especialmente o nocaute sobre Randy Brown, reforçou a sensação de que este é o momento certo para dar um salto dentro da categoria.
Gabriel Bonfim venceu Randy Brown na luta principal do UFC Vegas 111. (Foto por Jeff Bottari/Zuffa LLC)
“Nesse camp a gente mudou bastante, intensificou muitas coisas. A gente conseguiu elaborar um plano e uma estratégia onde eu sempre vou ficar no desconforto. Então ao chegar na luta, se não for isso, a gente vai estar bem melhor e mais um passo à frente dele”.
Aos 27 anos, Gabriel entra no principal compromisso de sua trajetória sabendo da importância do resultado. Mais do que defender a sequência positiva, ele quer mostrar que possui ferramentas para competir entre os melhores meio-médios do mundo e transformar o UFC Vegas 118 em um divisor de águas na carreira.
“O fã pode esperar uma entrega. Vou entrar naquele Octógono e entregar o máximo ali. Eu quero guerra, eu quero chegar lá e fazer o meu trabalho. É chegar lá e dar um show, não se importa se durar um, dois ou cinco rounds. Vou vencer, ficar entre os cinco melhores do mundo e entrar na briga pelo title-shot”, finalizou.