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Hall da Fama: o legado do prodígio BJ Penn

 Havaiano é considerado por Dana White como o melhor peso-leve da história do Ultimate


Se existe alguém digno de entrar para o seleto o Hall da Fama do UFC, este alguém é BJ Penn. Em quinze anos de carreira, o havaiano competiu em cinco categorias de peso, protagonizou alguns dos momentos mais memoráveis do esporte e se tornou um dos únicos dois atletas a ter cinturões em duas divisões distintas. Neste sábado (11), ele recebeu a merecida homenagem em Las Vegas, e é por isso que vamos relembrar momentos importantes da carreira do veterano.
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O começo

Nascido em Kailua, no Havaí, em dezembro de 1978, Jay Dee Penn começou a treinar jiu-jítsu em 1996 e logo se tornou um fenômeno da arte suave, sendo graduado à faixa preta por André Pederneiras em apenas três anos e quatro meses de prática. Em 2000, "Baby Jay" se tornou o primeiro não brasileiro a vencer um campeonato mundial no nível mais alto do esporte, e foi aí que surgiu o apelido pelo qual ficou conhecido pelo resto de sua carreira: "The Prodigy", o prodígio.

O início profissional no MMA aconteceu em maio de 2001, no UFC 31. Penn bateu Joey Gilbert por nocaute técnico no primeiro round, e emplacou uma sequência de três vitórias antes de conseguir sua primeira disputa de título. Em janeiro de 2002, o havaiano encarou Jens Pulver em duelo válido pelo cinturão peso-leve, mas acabou derrotado na decisão majoritária. Em fevereiro do ano seguinte, quando Pulver abandonou o campeonato, Penn disputou o cinturão vago com Caol Uno, a quem havia nocauteado em apenas 11 segundos. A revanche, no entanto, acabou empatada, e a divisão foi extinta.

Dois cinturões

Em sua estreia nos meio-médios, Penn finalizou Matt Hughes com um mata-leão no primeiro round e se tornou o campeão da categoria, mas perdeu o título quando foi competir em outra organização. De volta ao UFC em 2006, o havaiano sofreu derrotas para Georges St-Pierre e Hughes antes de retornar ao peso-leve. Com uma finalização sobre Joe Stevenson em 2008, Penn foi coroado rei da divisão até 70kg, defendendo a cinta contra Sean Sherk, Kenny Florian e Diego Sanchez.

Nesse meio tempo, o atleta ainda disputou o título dos meio-médios mais uma vez, mas acabou derrotado novamente por GSP em 2009. Em abril do ano seguinte, Penn perdeu a coroa dos leves para Frankie Edgar. Desde então, o veterano passou por uma fase instável, vencendo apenas uma vez em seis combates, e pendurando as luvas em julho de 2014, depois de ser derrotado na trilogia contra Edgar. Os resultados negativos, no entanto, não afetam em nada o legado do havaiano.

Lenda viva

Até hoje, Penn é apontado pelo presidente do UFC, Dana White, como o melhor peso-leve da história da organização, e não é à toa. O havaiano se manteve invicto durante mais de oito anos na categoria, faturou diversos prêmios de nocaute ou finalização da noite e será para sempre lembrado como um dos ícones da Era Moderna da organização.

“Eu quebrei muitos recordes, mas sempre tive uma carreira controversa. Críticos e fãs me perguntam o tempo todo: ‘BJ, você acha que fez o suficiente com o talento que tem?’. A eles eu respondo: não, eu não fiz o suficiente. Eu fiz demais, muito mais do que eu jamais quis fazer”, discursou Penn ao receber a homenagem.