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Johnson Não Joga Pelos Números

"Brookins é um grande cara, só tenho coisas boas a dizer sobre ele e torço pelo seu sucesso no esporte. Mas ele está no meu caminho e eu estou no dele, então acho que será bem fácil para nós deixar a amizade de lado por 15 minutos".  


    Os números nem sempre contam toda a história no MMA. Michael Johnson é um excelente exemplo. Primeira escolha de Georges St-Pierre na 12ª temporada do The Ultimate Fighter, Johnson, um garoto de 24 anos de Missouri, mostrou o tipo de talento natural que instantaneamente o tornou no lutador a ser visto. E depois de quatro vitórias no reality show da Spike TV, ele se vê agora a apenas uma luta do contrato com o UFC.  
    Mas aí você olha o recorde de 9-4 do lutador e se pergunta como um cara tão talentoso pode ter um currículo fraco? De fato, em maio de 2009, ele se encontrava em um 5-4. E no boxe, um recorde desse tipo o coloca no lado B para o resto da vida. Na MMA o desfecho também não é muito favorável, mas existe o potencial para mais - e Johnson estava prestes a decobrir isso.
      "Eu sempre trabalhei duro e fiz coisas importantes, mas acho nos dois anos que antecederam o TUF eu cai bastante. Perdi a minha quarta luta e estava cansado disso tudo. Eu odeio essa sensação, principalmente quando você está vencendo a luta e acaba perdendo por um detalhe no último minuto. Então, durante esses dois anos, eu me sacrifiquei muito, fiquei em casa, treinei três vezes ao dia, me tornei mais forte e mais rápido. Tentei me moldar para ser um lutador melhor".  
   No entanto, a parte mais importante desse processo não acontece dentro da academia, e sim na cabeça de Johnson, um lugar onde ele resolveu que as dúvidas não entrariam mais depois da derrota para Eric Marriott em maio de 2009.  
    "Eu perderia uma luta no sábado e na manhã de segunda estaria de volta à academia tentando melhorar e não cometer o mesmo erro novamente. Não havia dúvida, era apenas eu falando que eu não poderia cometer erros novamente. Eu precisava treinar esse ou aquele movimento repetidas vezes para que não acontecesse em outra luta".    

Depois da derrota para Marriott, Johnson venceu três lutas em sequência, duas por nocaute. Ele foi em busca da chance de disputar o The Ultimate Fighter pela terceira vez e, depois de ser aceito, ele venceu Pablo Garza em dois rounds para conquistar seu lugar na casa do TUF 12. A partir daí, mostrou aos seus treinadores, companheiros de time e o mundo que ele estava pronto.      
 "Eu acho que foi uma grande experiência. Eu amei cada minuto fora da casa. (Risos) Dentro, foi muito trabalho e tentativas de superação. Eu acho que essa foi a parte mais difícil da temporada".     Mas ao contrário das temporadas anteriores, as confusões ficaram um pouco de lado, deixando para os lutadores apenas a tarefa de se concentrarem para o objetivo principal: chegar às finais e tentar um contrato com o UFC.    
  "Nós tivemos alguns caras que tentaram arrumar alguma confusão, mas acho que à medida que as temporadas correram, sendo essa a 12ª, o UFC passou a escolher caras que levavam suas carreiras a sério e que queriam aquilo de verdade".        E apesar de ter garantido seu caminho até a última luta da temporada com vitórias sobre Aaron Wilkinson, Alex Caceres e Nam Phan, Johnson percebeu que o trabalho não terminava uma vez que as câmeras eram desligadas e ele voltou a treinar, dessa vez com Greg Jackson e sua equipe em Albuquerque, Novo México.  
 "Eu acho que me tornei mais forte e mais rápido. Eu me vejo progredindo diariamente e me tornando cada vez melhor como um lutador. Eu nunca treinei tão forte como venho treinando desde que as gravações se encerraram".
     E a única coisa que resta é enfrentar um novo amigo em Jonathan Brookins, e se você nunca ouviu uma troca de elogios tão boa entre dois lutadores antes de uma grande luta, isso não é surpresa nesse caso, vide a personalidade dos dois. Mas quando o sino soar no The Palms, sábado, essa relação será colocada de lado por 15 minutos ou menos.    
 "Eu acho que é bem fácil para nós dois. Somos adultos e entendemos que se trata de um negócio. Ao entrarmos nessa temporada sabíamos que faríamos amigos, mas ao longo do caminho teríamos de enfrentá-los. Brookins é um grande cara, só tenho coisas boas a dizer sobre ele e torço pelo seu sucesso no esporte. Mas ele está no meu caminho e eu estou no dele, então acho que será bem fácil para nós deixar a amizade de lado por 15 minutos".