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Matheus Nicolau, tragédia familiar moldou o lutador

 

Seguir os passos dos irmãos mais velhos é comum em várias família - e foi assim com Matheus Nicolau. O ex-jogador de futebol decidiu trocar a bola pelo tatame depois de começar a treinar jiu-jitsu por causa de seu irmão Eduardo. "Ele é a pessoa que mais me motiva. Me espelho nele, é realmente meu grande herói".

Sempre ligado aos esportes, o mineiro atuava nas categorias de base de clubes como Atlético-MG e Cruzeiro - ele também tinha bolsa de estudo no colégio pela sua atuação nos gramados. Mas aos 13 anos ele decidiu que não queria mais jogar futebol e decidiu se dedicar apenas ao jiu-jitsu.

Infelizmente, o fato que marcou essa transição foi a morte do seu pai, um dos maiores incentivadores para a carreira de jogador. "No dia em que ele faleceu eu não fui pra escola, não falei com meus amigos, não tinha vontade de fazer nada. Queria apenas ir para a academia e treinar jiu-jitsu", diz o garoto de 22 anos, que assume que o acontecimento serviu para ele definir o que queria fazer na vida.

A escolha deu certo! Treinando na Nova União, no Rio de Janeiro, Matheus é um dos principais sparrings do campeão José Aldo. Com os punhos afiados e velozes, uma de suas principais característica é o poder no contra-ataque. "Sou muito observador quando estou lutando, espero sempre o melhor momento para agir e conseguir a vitória".

E se você um dia acompanhar a Matheus antes de uma luta não estranhe a trilha musical que o acompanha: música clássica. Quando era mais jovem, ele e um amigo leram que a música clássica deixava o corpo relaxado e mais concentrado. Resolveram escutar antes das lutas e a experiência deu certo. "Quando escuto hip-hop fico muito agitado, ansioso para lutar. A música clássica me tranquiliza, eu mentalizo o que vai acontecer".