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Charles Oliveira posa na balança durante a cerimônia de pesagem do UFC 309, em novembro de 2024. (Jeff Bottari/Zuffa LLC)
Atletas

Max Holloway x Charles Oliveira: o que esperar da luta principal do UFC 326?

Havaiano coloca o cinturão BMF em disputa diante do brasileiro na luta principal do card deste sábado (7), em Las Vegas

O cinturão BMF estará em disputa na luta principal do UFC 326, que acontece neste sábado (7), em Las Vegas. Pouco mais de 10 anos após o primeiro confronto, Max Holloway e Charles “Do Bronxs” Oliveira irão se reencontrar no Octógono montado na T-Mobile Arena.

No aquecimento para o aguardado duelo, o UFC.com.br apresenta a trajetória dos dois atletas dentro do Ultimate e como eles chegam para esta aguardada revanche.

Max Holloway defende o cinturão BMF após vencer Dustin Poirier na luta principal do UFC 318. (Foto por Cooper Neill/Zuffa LLC)

Max Holloway defende o cinturão BMF após vencer Dustin Poirier na luta principal do UFC 318. (Foto por Cooper Neill/Zuffa LLC)


Um dos maiores nomes da história do peso-pena, Max Holloway construiu um legado impressionante na divisão até 66 kg antes de iniciar sua trajetória no peso-leve. Na categoria, o havaiano ainda lidera diversos recordes do UFC, incluindo maior número de vitórias (20), triunfos por via rápida (11), nocautes (9) e vitórias consecutivas (13).

Entre janeiro de 2014 e julho de 2019, Holloway viveu o auge de sua carreira. O período incluiu a conquista do cinturão e quatro defesas bem-sucedidas de título, consolidando o apelido de “Abençoado” entre os grandes campeões da história da organização.

Após encerrar seu reinado no peso-pena, o havaiano passou a explorar novos desafios e subiu de categoria. Em abril de 2024, protagonizou um dos momentos mais marcantes da história recente do esporte ao nocautear Justin Gaethje no histórico UFC 300, conquistando o cinturão BMF com uma atuação antológica.

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Em julho do ano seguinte, o havaiano voltou ao Octógono e derrotou Dustin Poirier por decisão unânime na luta principal do UFC 318, tornando-se o primeiro atleta a defender o título simbólico de “lutador mais durão” do esporte. Agora, seu próximo desafio marca um reencontro com um velho conhecido.

Charles “Do Bronxs” Oliveira

Charles "do Bronxs" Oliveira comemora a vitória sobre Mateusz Gamrot na luta principal do UFC Rio. (Foto por Ed Mulholland/Zuffa LLC)

Charles "do Bronxs" Oliveira comemora a vitória sobre Mateusz Gamrot na luta principal do UFC Rio. (Foto por Ed Mulholland/Zuffa LLC)


Maior recordista de vitórias por via rápida (21) e por finalização (17) no Ultimate, Charles "do Bronxs" Oliveira fez um pedido após sua última vitória, sobre Mateusz Gamrot, no UFC Rio, em outubro de 2025: enfrentar Max Holloway pelo cinturão BMF.

O brasileiro é hoje um atleta totalmente diferente do que subiu no Octógono em Saskatoon, no Canadá, em agosto de 2015. Se naquela época, Charles tinha apenas 25 anos e protagonizava sua primeira luta principal no Ultimate, agora o brasileiro já está consolidado como um dos maiores nomes da história do esporte.

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Ex-campeão peso-leve e com um currículo invejável dentro da organização, ele desembarca em Las Vegas para o duelo que pode consolidar o seu legado no MMA. Desde agosto de 2010, foram 24 vitórias em 36 lutas, em duelos contra nomes históricos como Tony Ferguson, Michael Chandler e Dustin Poirier.

O que esperar do confronto? 

Max Holloway venceu Justin Gaethje no UFC 300 e conquistou o cinturão BMF. (Foto por Jeff Bottari/Zuffa LLC)

Max Holloway venceu Justin Gaethje no UFC 300 e conquistou o cinturão BMF. (Foto por Jeff Bottari/Zuffa LLC)


A revanche entre Max Holloway e Charles Oliveira recoloca frente a frente dois ex-campeões que representam abordagens quase opostas dentro do Octógono. No primeiro encontro, o duelo foi marcado pelo alto ritmo, e o havaiano encontrou sucesso no volume e na pressão progressiva até a lesão do brasileiro. 

Se a primeira luta foi em alta velocidade, a segunda tende a ser um ajuste fino de territórios. 

Holloway continua sendo a personificação do volume inteligente. Sua base no boxe se traduz em controle de distância por meio de um jab leve e constante, entradas e saídas irregulares e leitura progressiva do adversário. Ele começa acelerado, mas ao mesmo tempo coleta dados para quebrar o ritmo e impedir que o oponente estabeleça timing. Foi assim que neutralizou strikers renomados e construiu atuações históricas, como contra Calvin Kattar.

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Na primeira luta contra Charles, Holloway conseguiu sucesso quando manteve o combate em pé e impôs sequências longas, forçando o brasileiro a reagir sob pressão contínua. Sua capacidade de alternar bases, ortodoxa e canhota, dificulta a defesa de chutes e abre ângulos para diretos e cruzados. Mais do que potência isolada, o campeão BMF trabalha com desgaste acumulativo: golpes relaxados, cadência alta e cardio que não diminui no quarto ou quinto rounds. 

Além disso, sua evolução defensiva no wrestling mudou o panorama em relação aos primeiros anos de carreira. Hoje, ele escapa bem da grade, utiliza controle de punhos e ameaça com guilhotinas oportunistas. Para a revanche, manter-se móvel e evitar quedas limpas será crucial para sustentar o padrão que o favorece: luta longa, centralizada e em ritmo crescente. 

Charles "do Bronxs" Oliveira durante sua entrada para enfrentar Michael Chandler na luta co-principal do UFC 309. (Foto por Jeff Bottari/Zuffa LLC)

Charles "do Bronxs" Oliveira durante sua entrada para enfrentar Michael Chandler na luta co-principal do UFC 309. (Foto por Jeff Bottari/Zuffa LLC)


Charles opera sob lógica diferente. A base no jiu-jitsu brasileiro transforma qualquer vacilo em ameaça real de finalização. Mesmo quando é derrubado ou atordoado, sua guarda ativa funciona como zona de risco permanente. No primeiro duelo, isso ficou evidente nas tentativas rápidas de transição e na pressão psicológica constante que impôs sempre que a luta se aproximava do solo. 

Em pé, o brasileiro adota postura alta, pressão frontal e golpes lançados de cima para baixo, especialmente o direto e o gancho de esquerda. Não é um striker defensivamente impecável, já que foi derrubado em algumas lutas, mas sua confiança no grappling permite assumir riscos calculados. Contra nomes como Chandler, Poirier e Gaethje, mostrou capacidade de se recuperar de knockdowns e virar o combate com agressividade e oportunismo. 

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No clinch, o brasileiro é particularmente perigoso. Joelhadas, cotoveladas curtas e entradas para quedas ou puxadas para a guarda fazem parte de um repertório que mistura muay thai com jiu-jitsu ofensivo. Se conseguir encurtar e transformar o duelo em sequência de transições, aumenta consideravelmente suas chances. 

A definição do confronto passa, novamente, pela disputa de zonas. Holloway precisa transformar a luta em maratona de boxe: centro do Octógono, volume constante, pressão progressiva e desgaste round a round. Charles precisa criar momentos de caos controlado: knockdowns, transições no solo, quedas na grade, onde sua criatividade e agressividade no solo possam mudar tudo em segundos. 

Na primeira luta, Holloway venceu ao impor ritmo e resistir às tempestades iniciais. Na revanche, a pergunta permanece a mesma: o volume disciplinado supera a ameaça constante de finalização? Em um duelo entre resistência e risco, apenas quem controlar o território certo ditará o destino na noite de sábado. E o resultado deste aguardado reencontro você confere neste sábado (7), no Paramount +.

O UFC 326: Holloway x Oliveira 2 foi um evento realizado em 7 de março de 2026 na T-Mobile Arena, em Las Vegas. Confira aqui a cobertura completa e reveja todas as lutas no Paramount+.

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