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Melhores momentos do Brasil no UFC

Gracie, Anderson, The Axe Murderer, The Phenom... Quais são seus momentos favoritos dos brasileiros no UFC?

Quando você pensa sobre os lutadores brasileiros no UFC, quais são os momentos que imediatamente pipocam na sua cabeça? Antes da volta da organização ao Brasil para o UFC RIO, aqui estão alguns desses acontecimentos que vão refrescar sua memória antes de mais alguns que devem acontecer no dia 27 de agosto.

Royce Gracie apresenta o Jiu-jitsu ao mundo
Se você achou que Royce Gracie tinha chance de ganhar o primeiro torneio do Ultimate Fighting em 1993, você era: A) louco, B) um praticante de Jiu-jitsu ou C) um membro da família Gracie. Para todos os outros, a chegada de aparentemente do nada desse jovem do Rio de Janeiro até vencer três lutas na mesma noite contra adversários maiores e mais fortes não foi apenas um feito notável do atleta, mas o começou de uma revolução e um esporte. Tudo em quatro minutos e 59 segundos.

O Fenômeno
Na época em que o UFC 12 rolou (1997), os fãs do UFC tinham visto algumas lutas e combatentes bem interessantes. Mas eles nunca tinham visto nada parecido com Vitor Belfort. Com apenas 19 anos, o "Fenômeno" carioca dinamitou Tra Telligman e Scott Ferrozzo em meros dois minutos no dia 7 de fevereiro daquele ano para ganhar torneio, mas foi a maneira como ele fez isso que impressionou (e muito) os fãs. Com velocidade, potência e extrema confiança, Belfort foi o Mike Tyson do MMA. 14 anos depois, quando você mencionar o seu nome para os fãs, essa ainda é a primeira imagem que vem à cabeça.

The Spider chega
Anderson Silva não era um estranho para mais aficcionados quando assinou com o UFC em 2006, mas para os fãs mais novos do esporte, o peso médio de Curitiba era um mistério, tanto que muitos acreditavam que sua estréia, no dia 28 de junho seria uma luta equilibrada. Nada disso. Mostrando um nível de velocidade, força e destreza técnica impressionantes, Anderson acabou com Chris Leben com facilidade, em apenas 49 segundos. Se você quiser dar seu recado em sua estréia, esta é a maneira de fazê-lo. Cinco anos depois, ele continua sem uma única derrota no octógono.

A luta dos sonhos finalmente acontece
Durante anos, a idéia de um duelo dos sonhos entre o campeão do PRIDE Wanderlei Silva e o do UFC, Chuck Liddell, era apenas isso - um sonho. Mas depois de anos de quase, as duas lendas até 93 kg se encontraram no UFC 79, dia 29 de dezembro de 2007, e apesar de acontecer quatro dias depois do Natal, foi um presente atrasado para todos os fãs. Sim, os dois não estavam no auge, mas naquela noite, não importava, pois cada troca de petardos era recebida com um empolgação que levantava a arena em Las Vegas. Liddell venceria Wand naquela noite por decisão, mas depois de ter a honra de assistir os dois lutadores dando tudo de si, o resultado final realmente não importa.

O Caratê está de volta
Lyoto Machida é diferente de qualquer lutador brasileiro da história. Ele não é um às do Jiu-jitsu como Royce Gracie ou Demian Maia, ou um nocauteador nato como Wanderlei Silva ou "Shogun" Rua. Em vez disso, Lyoto veio para o UFC armado com um estilo único de Caratê ensinado por seu pai Yoshizo, e durante anos, ninguém - incluindo BJ Penn, Tito Ortiz, ou Rich Franklin - foi capaz de decifrá-lo. No UFC 98, em 23 de maio de 2009, Lyoto nocauteou Rashad Evans no segundo round, e conquistou título mundial dos meio-pesados. Quando o seu desempenho brilhante terminou, a primeira coisa que Lyoto disse foi, "O Caratê está de volta".

A Rocha para um Tanque
Um dos episódios mais esperados da primeira viagem do UFC até o Brasil foi entre o popular brigador Tank Abbott e o invicto Pedro "The Rock" Rizzo. Para Rizzo (5-0), foi o seu primeiro grande desafio, e ele estava fazendo isso na frente dos fãs de seu país de origem em sua estréia no UFC. Para Abbott, era mais uma noite de trabalho, e uma sessão importante, considerando que ele estava vindo de duas vitórias consecutivas. "The Rock" deixou as coisas nos eixos para não ser a terceira vitória do americano, com um nocaute impiedoso na marca dos 8:07. Rizzo iria passar a lutar no octógono mais13 vezes, tornando-se um dos melhores lutadores do UFC a nunca ganhar um título. Abbott não lutaria no UFC ou em qualquer outro lugar por quase cinco anos.

Minotauro de volta a velha forma
Depois da derrota de 2008 para Frank Mir, o consenso era de que anos de guerras inesquecíveis finalmente tinham cobrado um alto preço do ex-campeão peso pesado do PRIDE / UFC, "Minotauro" Nogueira. Trazê-lo para Oregon para enfrentar Randy Couture, o favorito local, na luta principal do UFC 102, era apenas mais um pouco do que já presenciamos. Mas, como Minotauro me disse depois, "quando eles começam a falar de mim, como se eu estivesse acabado, 'ah, Minotauro já era, blah, blah, blah', voltei para mostrar porque ainda estou lutando. Quando falavam mal, me deram motivação". Será? Assim, por três assaltos em agosto de 2009, dois grandes nomes foram colocados em uma luta espetacular, uma das melhores da história do UFC. Minotauro venceu por decisão, e se você é um fã de boxe vindo para MMA, eu vejo essa luta como a "Thrilla em Manila" do MMA.

Bustamante e o duplo "tapinha"
Um mestre do Jiu-jitsu com todas as credenciais, recém-coroado campeão dos médios do UFC, Murilo Bustamante teria provavelmente seu jogo de chão testado pelo wrestler olímpico Matt Lindland em sua primeira defesa do título, no dia 10 de maio de 2002. Porém, no final do primeiro round, foi Busta que conseguiu levar para baixo e, aparentemente, finalizar a luta com um armlock. Observe a palavra "aparentemente". Lindland protestou e o árbitro John McCarthy decidiu reiniciar a ação. Atordoado com o rumo dos acontecimentos, o brasileiro ainda foi capaz de manter o foco, e no terceiro round, finalizou a luta com uma guilhotina.

"Napão" faz Cro Cop provar do próprio veneno

Como astro peso pesado em ascensão, Gabriel "Napão" Gonzaga tinha muitos fãs de luta acreditando que, se ele fosse capaz de implementar seu jogo de chão sobre o ex-super astro do PRIDE, Mirko Cro Cop, no UFC 70 em 2007, ele teria uma boa chance de ganhar. Em pé, com o nocauteador croata? Seria outra história. Então quando os dois lutadores ficaram de pé novamente no final do primeiro round, após um dominante ground and pound de Napão, a maioria achou que era hora de Cro Cop desencadear uma luta que terminaria com um chute na cabeça. Bem, uma luta terminou com um chute na cabeça, mas foi com um chute de Napão, que levou Cro Cop desacordado para o chão em um daqueles momentos mais do que impressionante que permanecerão em nossas mentes para sempre.

Ruas abate Varelans
Marco Ruas não era dono apenas de um dos apelidos mais legais já vistos, mas "The King of the Streets" (O Rei das Ruas) também era frio e muito casca-grossa nos primeiros dias do UFC. Esta noção foi transformada em fato, em sua primeira noite como lutador do UFC, quando derrotou três adversários, faturando o torneio do UFC 7, em setembro de 1995. A vitória final, a maior das três - literalmente - Ruas (1,86 cm)  enfrentou um lutador de 2,04 cm e 137 kg, Paul "The Polar Bear" Varelans. No papel era uma incompatibilidade, na realidade, Ruas conectou o primeiro chute nas pernas para aqueles que não acreditam que esses chutes vencem lutas. Ele espancou Varelans com um chute na perna após o outro, até o gigante finalmente cair na marca de 13:17.

Chegou a hora de Shogun
Depois de uma carreira brilhante na organização Pride no Japão, Mauricio "Shogun" Rua passou por tempos difíceis, quando veio para o UFC, graças a uma derrota na estreia para Forrest Griffin e uma série de devastadoras lesões no joelho que o impediram de mostrar todo o seu talento. Tudo isso mudou no dia 8 de maio de 2010, quando ele finalmente conseguiu voltar ao topo da montanha do MMA, nocauteando o compatriota Lyoto Machida no UFC 113 em luta revanche. Foi a sensação de uma "história do ano", e um coroamento para a máquina de Muay Thai de Curitiba.

Aldo leva a arte da divisão pena do MMA para o UFC
Claro, os lutadores do peso pena do WEC começaram a fazer seu caminho até o octógono no final de 2010, mas para todos os efeitos, o homem que todo mundo estava esperando ver não chegou até abril deste ano. Mas quando chegou, o manda-chuva da categoria pena do UFC, José Aldo, mostrou ao mundo o alto nível que um lutador de 66 kg possui ao fazer cinco emocionantes rounds com Mark Hominick no UFC 129. Se você é um fã de luta, você sabe o quão excitante é a divisão - e quem melhor para ser o campeão do que Aldo.

Anderson garante o cinturão na raça
Tudo o que ocorreu antes do UFC 117 não conseguiu ser (nem de perto) parecido com o que aconteceu na noite da luta. Anderson Silva e Chael Sonnen se enfrentaram em uma luta pelo título que será lembrada por anos. Sim, Sonnen dominou a maior parte da disputa com o seu ground and pound, mas cada momento antes de levar o até então intocável detentor do título para o solo estava repleto de tensão, já que Anderson desencadeava ataques que muitos acreditavam que poderiam terminar a luta. Mas mesmo balançado em algumas ocasiões, Sonnen estava determinado, e com os segundos passando, ele foi ficando cada vez mais perto de uma das grandes vitórias no esporte e a realização de um sonho. Então, como o mais verdadeiro dos verdadeiros campeões, Anderson tirou uma finalização da cartola no quinto round. Chamar isso simplesmente de espetacular não seria justo.

Apresentando "Cigano"
Se Junior "Cigano" dos Santos tomar o título dos pesados do UFC de Cain Velasquez no final deste ano, a questão trivial será: "Quem "Cigano" venceu em sua estréia no UFC?" Mas a vitória de "Cigano" no UFC 90 não foi trivial, na verdade, enviou ondas de choque pelo do mundo do MMA, quando o desconhecido despachou o contendor Fabricio Werdum em 81 segundos em 2008. Mas como prova de seu talento e ética de trabalho, "Cigano" passou a ser mais e mais impressionante em cada luta - chegando ao recorde de sete lutas e sete vitórias no octógono.