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O persistente Dileno Lopes – vaga na segunda tentativa

 

O sonho de todo lutador é representar seu país dentro do octógono do UFC. Dileno Lopes quase conseguiu realizá-lo em 2012, quando participou da seletiva para o primeiro The Ultimate Fighter Brasil. Na ocasião, ele aceitou o desafio em uma categoria acima da sua, mas acabou nocauteado por Rony Jason, campeão da temporada. "A oportunidade apareceu e eu não deixei passar. Sabia que não era minha categoria, mas dei o meu melhor. Acabei perdendo para o campeão, e sai mais incentivado para continuar treinando"

A paixão de Dileno pela luta começou aos 13 anos, quando um cunhado o presenteou com um quimono e insistiu para que ele começasse a treinar jiu-jitsu. "Na minha primeira aula já voltei para casa com a boca sangrando. Minha mãe disse que eu não deveria voltar pra academia, mas eu não podia deixar por isso mesmo, queria aprender mais sobre o esporte", lembra ele.

Após várias finalizações e alguns títulos, Dileno começou a treinar boxe por influência de um professor da sua academia. "Ele era conhecido por causa das suas lutas, me incentivava a fazer igual e eu queria ser como ele. Aí comecei também no MMA e minha carreira foi dando certo, fui vencendo as lutas e me aperfeiçoando cada vez mais", diz o amazonense, que se orgulha em falar que as lutas mudaram sua vida. "Conheci muita coisa através do esporte".

E com o passar do tempo a mãe que não apoiava foi mudando de ideia. "Ela não tinha como ajudar financeiramente, mas sempre me incentivava e cuidava da alimentação". Quando não estava treinando, Dileno fazia alguns bicos com seu pai, para assim conseguir ganhar seu dinheiro e comprar o que queria. “Minha família é muito humilde, sempre tive que batalhar para conquistar meus objetivos”.

Mesmo quando não está treinando para suas lutas, o que pouco acontece, Dileno segue ligado ao esporte. Ele trabalha com políticos da sua região que incentivam a prática de artes marciais para tirar crianças das ruas. Apesar de não ser formado, ele diz que pretende fazer uma faculdade, e que recebe o apoio da sua esposa para isso. “Ela é uma mulher incrível. É formada em administração, trabalha na área e vive me incentivando para voltar os estudos. É uma inspiração para mim”.