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Atletas

Os resultados mais surpreendentes de 2018

Confira uma lista das 10 maiores “zebras” do UFC no ano

A menos que você seja o lutador derrotado, todos gostam de uma boa surpresa. Como diz o ditado, “A luta só termina quando acaba”, e com luvas de quatro onças e tantas maneiras de vencer e perder, é inevitável que algumas vezes, o azarão vai surpreender e sair com a vitória. Estes foram os 10 resultados mais surpreendentes de 2018.

ALEXANDER HERNANDEZ-BENEIL DARIUSH

É bem mais fácil ver as coisas com clareza depois que elas aconteceram, especialmente quando falamos de um atleta que conquista um grande resultado em sua estreia no UFC. Quando Alexander Hernandez foi chamado de última hora para substituir Bobby Green contra o então ranqueado peso-leve Beneil Dariush em março, esperava-se uma daquelas situações em que o novato aparece, bate o peso e faz o possível, mas tem sua melhor performance na luta seguinte. Não foi o caso nesta noite, em que Hernandez conquistou um nocaute em 42 segundos que já o levou ao Top 15. Isso sim é uma estreia, e a maior surpresa de 2018.

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CHRIS GRUETZEMACHER-JOE LAUZON

Nos últimos anos, o veterano peso-leve Joe Lauzon teve algumas noites difíceis, mas entre 2016 e 2017, sua sequência de 1-3 incluiu derrotas em decisões apertadas para Jim Miller e Stevie Ray, com a única derrota contundente sendo para Clay Guida. Então acreditava-se que ele voltaria aos trilhos contra Chris Gruetzemacher, que havia sofrido duas finalizações consecutivas e estava desesperado por uma vitória. Contra Lauzon, um lutador desesperado pode ser pego rapidamente. Mas não foi o que aconteceu em abril, quando Gruetzemacher teve a melhor performance da carreira, vencendo Lauzon em dois rounds.

JARED CANNONIER-DAVID BRANCH

Como peso pesado e meio-pesado, Jared Cannonier teve seus momentos, mas nunca foi capaz de chegar ao próximo nível, o que o levou a descer para os médios. E ele não teria uma estreia fácil, já que foi escalado para encarar o ranqueado David Branch no UFC 230, em novembro. Mas na noite da luta, o poder de Cannonier desceu com ele aos 84kgs, e com um nocaute no segundo round que lhe rendeu bônus de Performance da Noite, Cannonier causou impacto imediato em sua nova divisão.

LOS ANGELES, CA - AUGUST 04: (L-R) Henry Cejudo punches Demetrious Johnson in their UFC flyweight championship fight during the UFC 227 event inside Staples Center on August 4, 2018 in Los Angeles, California. (Photo by Jeff Bottari/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images)
HENRY CEJUDO-DEMETRIOUS JOHNSON

Se você está falando de talento, Henry Cejudo x Demetrious Johnson 2 era uma luta equilibrada. Mas quando se adiciona outros elementos, como a vitória dominante de Johnson sobre Cejudo na primeira luta e seu domínio absoluto na divisão peso-mosca, essa revanche parecia mais um dia de trabalho para o “Mighty Mouse”. Cejudo tinha outros planos, e após cinco rounds tensos, ele venceu Johnson, conquistou o título e um lugar na história. Nada mal.

SERGIO PETTIS-JOSEPH BENAVIDEZ

Apesar do talento e da posição de Sergio Pettis nos pesos-mosca, muitos acreditavam que seria muito para ele o duelo contra o desafiante número um de longa data, Joseph Benavidez. Mas com uma trocação afiada, uma defesa de quedas sólida e uma postura de veterano, foi o atleta antes conhecido como “Fenômeno” que levou a melhor na decisão dividida.

COREY ANDERSON-GLOVER TEIXEIRA

Após sofrer nocautes consecutivos para Jimi Manuwa e Ovince Saint Preux, Corey Anderson se recuperou em abril com uma vitória sobre Patrick Cummins, mas quando foi escalado para encarar o nocauteador brasileiro Glover Teixeira, o duelo não era visto como favorável ao norte-americano. Mas Anderson, sempre em evolução, montou uma estratégia perfeita contra Glover em julho, vencendo por decisão unânime após três rounds.

KHALIL ROUNTREE JR.-GOKHAN SAKI

Quando falei com Gokhan Saki antes de sua luta em julho contra Khalil Rountree Jr., ele não poupou palavras quando perguntado entre a diferença entre e ele e todo o resto da divisão dos meio-pesados. “Eles tentam trocar, eu sou um trocador”, disse Saki, e considerando que ele estava enfrentando alguém disposto a ficar em pé, parecia que seria uma noite longa para Rountree. Ao invés disso, foi o ex-finalista do TUF que conseguiu um grande nocaute, provando que, com luvas de quatro onças, todos são uma ameaça.

BRIAN KELLEHER-RENAN BARÃO

Sim, o ex-campeão Renan Barão não viveu uma boa fase desde que perdeu o título para TJ Dillashaw em 2014, mas quando enfrentou o prospecto nova-iorquino Brian Kelleher, ainda se acreditava que ele tinha gás suficiente no tanque para vencer o norte-americano e voltar à caça ao título. Kelleher pensava diferente, e conquistou uma vitória dominante por decisão, a maior vitória de sua carreira até então.

NINA ANSAROFF-CLAUDIA GADELHA

Após começar sua campanha no UFC com duas derrotas, Nina Ansaroff entrou nos trilhos e venceu três lutas seguidas antes do duelo em dezembro com Claudia Gadelha. Seria um próximo passo para a norte-americana, mas um grande passo, já que a brasileira era uma força dominante no peso-palha, com derrotas apenas para Joanna Jedrzejczyk e Jéssica Andrade. Mas a boa fase de Ansaroff continuou no Canadá e ela surpreendeu Gadelha, vencendo por decisão unânime.

CODY STAMANN-BRYAN CARAWAY

O peso-galo Top 10 Bryan Caraway foi para o duelo contra Cody Stamann em março voltando de um hiato de dois anos, mas antes disso, ele havia conquistado vitórias consecutivas sobre Eddie Wineland e Aljamain Sterling, que faziam dele favorito no UFC 222. Mas isso não abalou Stamann, que venceu sua terceira seguida no UFC por decisão dividida, anunciando sua chegada à elite da divisão.

MENÇÕES HONROSAS

Anthony Smith-Volkan Oezdemir, Andre Ewell-Renan Barão, Daniel Cormier-Stipe Miocic, Amanda Nunes-Cris Cyborg, Corey Anderson-Ilir Latifi, Alexander Volkanovski-Chad Mendes, Derrick Lewis-Francis Ngannou, Anthony Rocco Martin-Jake Matthews, Dhiego Lima-Chad Laprise.

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