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[Ponto de vista] Nick Diaz foi a melhor opção para a volta de Anderson Silva?

Combate marca volta do brasileiro e acontece em janeiro de 2015

O retorno de Anderson Silva ao octógono no começo de 2015 tomou de assalto a pauta da semana no mundo das lutas. O combate contra Nick Diaz na edição 183 será o primeiro do brasileiro após a fratura na perna esquerda sofrida contra Chris Weidman, no fim do ano passado. 

Editores do site do UFC, Fernando Cappelli e Denis Martins opinam sobre o caso. A terceira parte da discussão cabe a vocês, leitores. Concordem, discordem, opinem, exponham outros fatores importantes. A caixinha de comentários embaixo do texto é de vocês, como sempre.

Nick Diaz foi a melhor opção para a volta de Anderson Silva?

Fernando Cappelli -  Independente do adversário, o aspecto promocional e mercadológico da volta de Anderson Silva certamente será focada de forma dramática e passional. Diaz não se incomoda - nem um pouco - em ocupar o papel de anti-herói ou bad boy.  O norte-americano é um personagem interessante para potencializar todo este clima. Mas não será apenas mero coadjuvante.

Com longa carreira nos meio-médios, Diaz pode ser menor que Anderson e terá de se adaptar física e tecnicamente para atuar nos médios. Não dá para dizer que ele configura para Anderson puramente uma ‘fun fight’ (luta de entretenimento), como foi Stephan Bonnar, no UFC 153. 

Pela imagem de ídolo que manteve durante quase uma década de Ultimate, os fãs mais ansiosos gostariam de ver Anderson novamente peitando os tops, como Weidman, Belfort, Jones. Mas é preciso, sim, uma visão mais cautelosa com um cara de 39 anos que partiu a perna em duas no ano passado. Há muitos fatores a serem levados em conta  a partir de agora.

Na prática, Silva x Diaz trará dois especialistas em luta franca, com guarda baixa e muitas artimanhas psicológicas para conduzir adversários ao erro. As chances são muito boas para o combate se tornar um clássico. Tudo depende de saber se os traumas sofridos no episódio da fratura não tenham refletido totalmente no estilo espontâneo e cheio de versatilidade do ex-campeão dos médios. E alguns meses, saberemos.

Denis Martins - O desafio teve encaixe perfeito. Pense comigo. Diaz estava desanimado com os rumos que a vida de lutador profissional vinha tomando, principalmente após as derrotas em disputas de títulos para Carlos Condit e Georges St.-Pierre. Ele pedia algum tipo de motivação para voltar, que veio com um retorno do melhor de todos os tempos. 

Diaz falhou nas duas oportunidades, mas em nenhum momento deixou de caçar os dois campeões que enfrentou. Ele não amarra lutas, sempre provoca e tenta punir ao mesmo tempo.

Anderson viveu cercado de especulações desde a lesão. Muito foi dito em todo este período de recuperação, desde que não voltaria mais, até chegar ao ponto de os fãs vislumbrarem que a luta principal do Fight Night Macau - Cung Le x Michael Bisping, em 23 de agosto - seria um tipo de ‘eliminatória’ para ver quem enfrentaria o brasileiro em seguida. 

Ninguém acertou. Então, ele reaparece contra um 'bad boy', com status de alguém que não quer serve apenas de ‘presa de uma lenda’,

O que mais me intriga para este combate é saber se o queixo do Diaz absorverá os golpes de Anderson. E como estará a confiança do brasileiro após a lesão. Outro aspecto é o jogo mental que os dois têm em comum. São diferentes, mas desestabilizam. Mas na minha opinião, eles não colocarão as provocações dentro do octógono. Isso nos deixa com a sensação de uma luta aberta e empolgante, com o nocaute sendo o único resultado previsível.