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Pontos de discussão do UFC 203: Miocic, Punk e mais

Confira o que esperar para os atletas que estiveram em ação no último sábado (10)

Em uma noite cheia de finalizações incríveis, Stipe Miocic manteve seu cinturão do UFC, fazendo com que Cleveland - que passou 52 anos sem ganhar nenhum título profissional com times e atletas - continuasse a aproveitar a euforia de serem campeões.

A população da cidade compareceu em peso para apoiá-lo e o campeão dos pesados retribuiu o favor golpeando violentamente a cabeça de Overeem, colocando assim um ponto de exclamação em uma semana de lutas fantástica em Ohio.

Agora, depois de ter feito a lição de casa, Miocic passa o bastão para o seu time favorito da NFL, que fará a sua estreia nesse final de semana.

"As pessoas em Cleveland são loucas, por isso eu moro aqui", disse o peso-pesado. "É desse jeito que nós fazemos, sem brincadeiras. Agora eu irei acompanhar os Browns. Teremos diversas lutas na NFL e eu não estarei em nenhuma delas, mas irei assisti-las, sem dúvidas.

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CM Punk perde e ganha em estreia

Na noite de estreia de CM Punk, pudemos ver cartazes com os dizerem "Se Punk perder, nos rebelaremos" - em alusão quando o atleta derrotou John Cena no WWE em sua cidade Natal, em 2011.

Mas esse não era o espírito na noite deste sábado. Ao menos para Punk.

Miocic tinha todas as atenções dentro da cidade, mas Phil Brooks, o wrestler profissional que já entreteve tanto, fez sua parte. A entrada do lutador na arena fez com que ele sentisse qual é o verdadeiro sentimento de quem vai até o octógono.

E quando sua música - o clássico do Living Color, "Cult of Personality" - tocou, o lugar veio abaixo.

As coisas não foram da maneira desejada quando a luta começou, é verdade. Mas CM Punk deu o seu melhor e tentou nocautear um cara que quer provar seu potencial e ser maior do que a vitória que teve sobre ele no UFC 203.

"Sei que muitos duvidam, mas a vida é cair e se levantar", disse. "Então se alguém duvida dos sonhos de uma criança, sejam os pais, treinadores ou professores - alguém que ela admira; alguém que deveria apoiá-la - devemos ignorar."

"Não os escutem. Acreditem em si mesmos. Às vezes o resultado não é o que esperamos, mas o verdadeiro fracasso é quando não tentamos".

Situação dos pesos-pesados se desenvolve atrás de Miocic

Miocic planeja manter o cinturão do UFC por muito tempo, e depois de despachar Overeem, fica difícil argumentar com ele.

A situação na categoria dos pesados está, mais do que nunca, obscura.

Fabrício Werdum bateu Travis Browne na segunda luta mais importante do UFC 203, mas o presidente do Ultimate, Dana White, não gostou da luta, o que pode significar que Werdum precise de mais uma vitória para conseguir o title-shot.

Enquanto isso, o ex-campeão Cain Velasquez fica aguardando - talvez seja o duelo que mais faça sentido, já que Velasquez massacrou Browne no UFC 200;

De qualquer maneira, o próximo desafiante terá que esperar um pouquinho, já que Miocic planeja tirar uns meses para passar a lua de mel com sua esposa antes de lutar novamente.

Gall mostra potencial para ser uma estrela em sua vitória

Certamente foi uma performance dominante que Mickey Gall teve contra CM Punk, em sua segunda luta no UFC.

A jovem estrela, aproveitando a situação, resolveu colocar outro nome nos holofotes para ser seu próximo adversário e desafiou Sage Northcutt na entrevista após a luta.

O jovem talentoso mostrou que tem habilidades no octógono e no microfone, mas também provou outra coisa - é um atleta com potencial para pegar as maiores pedreiras do UFC.

Bate-Estaca deixa um recado estrondoso para a divisão dos palhas

Jéssica Andrade fez valer seu apelido contra Joanne Calderwood: Bate-Estaca. A brasileira superou a estrela escocesa ao cravar as costas da rival no chão, antes de encaixar uma guilhotina que lhe deu a segunda vitória consecutiva desde que baixou para os palhas.

Antes do UFC 203, Jéssica havia desafiado várias lutadoras, sempre visando chegar até a campeã da divisão, Joanna Jedrzejczyk. Depois do evento, fica claro que a brasileira está indo em direção ao título e que deve ter a oportunidade de conquistá-lo mais cedo ou mais tarde.

Nos palhas, Jéssica tem a vantagem de ser mais forte do que quase todas as atletas da divisão. Seu wresling e jogo de chão, combinados com o excelente jogo de mãos e pés, podem ser uma séria ameaça a Jedrzejczyk, mas a questão que nos intriga é: será que a brasileira terá gás suficiente para aguentar uma maratona contra a estrela polonesa?

De qualquer maneira, ela está pronta para o que vier.

"Eu só quero me manter focada e continuar treinando", disse a lutadora. "Se o UFC quiser que eu lute no Brasil, no Japão ou até mesmo amanhã, estou pronta. Se eles me derem a chance de lutar pelo cinturão, eu também estarei".

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