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Prévia: Destaques do UFC 178

Evento de sábado (27) conta com fortes candidatos para 'melhor combate da noite'


 O UFC 178 acontece sábado (27), e vem recheado de lutas que podem vencer o bônus de 'melhor da noite'. Sem mais delongas, analisamos os destaques da programação em Las Vegas.

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Demetrious Johnson x Chris Cariaso
Campeão dos moscas, Johnson cada vez mais incorpora a posição de 'intocável' na categoria, e coloca o mérito máximo em jogo pela sexta vez. Versátil, o Mighty Mouse domina como poucos a arte das transições, uma das mais complexas do MMA. Além disso, tem a melhor média de aproveitamento de golpes na divisão, com 56,2%.

A ambidestria, os socos diretos angulados e o trabalho de encurtar, clinchar e aplicar golpes são as marcas registradas mais perigosas do campeão. No papel, Cariaso pode ser o azarão neste desafio. Mas é o cara menos atingido da divisão e terá de confiar cegamente no quesito no desafio da vez.

Um bom caminho para o desafiante seria apostar no ímpeto ofensivo forte nos dois primeiros assaltos para neutralizar o calhamaço de técnicas distribuídas por Johnson, e assim evitar que o campeão tome as rédeas da luta.

Donald Cerrone x Eddie Alvarez
Cerrone é striker de alto calibre. Distribui um compêndio de combinações de punhos, pés, joelhos e cotovelos. Tem low kicks (chutes nas pernas) letais. Mais do que isso, sabe como poucos desenhar fintas e setups para enganar adversários e colocar golpes limpos que garantem nocautes.

Estreante mais esperado dos últimos anos para o UFC, Alvarez tem jeitão 'copeiro', repleto de potência e ímpeto. Brigador no boxe, usa a movimentação de tronco para fintar repetidamente e criar espaço para clinchar, de onde aplica golpes sistematicamente e caça brechas para finalizações. A tática de sufocar é atestada pelo alto nível de atleticismo. Em números, tal fato rendeu média de 64% de vitórias pela via rápida na carreira. 

Fatalmente o encontro das 'técnicas lapidadas' do Cowboy com o estilo 'sangue na boca' de Alvarez renderá pílulas de pancadaria franca. Cerrone terá de se esmerar na movimentação e abusar do timing consciente nos golpes de encontro para tentar manter o 'carrapato' Alvarez fora da zona de infight, onde se sente totalmente a vontade.

Conor McGregor x Dustin Poirier
McGregor é uma das apostas mais recentes da organização. Tem o misto de arrogância e marketing que Dana White tanto gosta. O irlandês está invicto nos três combates pelo UFC, com triunfos sobre Marcus Brimage, Max Holloway e Diego Brandão.

Ambidestro, McGregor dispara golpes com elegância letal. É um lutador moderno, com dinâmicas e transições que fluem naturalmente.

Igualmente versátil e com diversos recursos de finalizações sempre na manga, o Poirier certamente fará frente nos 15 minutos regulamentares. Já que falamos de caras técnicos, esperem um duelo tático mais que interessante.

O irlandês sabe como poucos perceber momentos oportunos para apertar o gás e manter oponentes ocupados com golpes em todos os níveis. Nesse sentido, faz grande uso dos chutes frontais, como se fossem 'jabs com as pernas', para garantir distâncias e permanecer ofensivo sem se expor demais.

Poirier gosta dos momentos mais violentos de pancadaria, mas a saída mais racional aqui seria optar em trazer o combate para perto, para desenvolver o jogo de abafa característico. Será?

Amanda Nunes x Cat Zingano
Zingano volta ao octógono após mais de um ano parada por causa de uma cirurgia no joelho, fato que a impediu de participar de um TUF e enfrentar a campeã Ronda Rousey. Com socos potentes e um background sólido no jiu-jitsu, a norte-americana encara a brasileira e fará de tudo para iniciar boa sequência de atuações.

Teoricamente, Amanda também está a poucos combates de ter a chance de cinturão. Agressiva, mistura com eficiência golpes com quedas, além de ter ground and pound venenoso. O favoritismo pende para a norte-americana, primeira colocada no ranking da divisão, mas se a brasileira souber capitalizar e forçar o ritmo da luta gradativamente, pode tirar proveito dos 17 meses parados da adversária.

Dominick Cruz x Takeya Mizugaki
Mais de dois anos depois da última atuação, o ex-campeão dos galos finalmente retorna ao octógono. O desafio contra Mizugaki não tem nada a ver com o nível de habilidades de Cruz, mas sim se o joelho - que praticamente foi reconstruído - do norte-americano estará 100%.

Cruz é dono de um dos padrões de movimentação mais 'estranhos' e eficiente do esporte. No auge da carreira, seu ritmo de luta era implacável. O nipônico tem tudo para fazer frente, sobretudo o ex-campeão apresentar níveis ainda abaixo do esperado em fatores como velocidade ou agilidade.