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Priscila Cachoeira mira retorno em outubro

Brasileira está em sequência de vitórias por nocaute no Octógono

“O trabalho foi coroado”

É assim que Priscila Cachoeira define a vitória sobre Gina Mazany no UFC 262.

A brasileira conquistou a sua segunda vitória por nocaute consecutiva no Ultimate – sua primeira como membro do Team Figueiredo, equipe do campeão peso-mosca Deiveson Figueiredo.

Treinando em Belém (PA) desde o início do ano, Priscila fala com alegria sobre a nova fase como atleta profissional.

“A felicidade transborda. Eu trabalhei incessantemente, não só quando a luta foi marcada, mas eu venho trabalhando desde meses antes. Desde quando pisei em Belém na primeira semana de janeiro, eu venho trabalhando incessantemente. Foram cinco meses. Quando marcou a luta, já comecei a trabalhar em cima do jogo da adversária e da estratégia. Mas a sensação é de dever cumprido. Eu me dediquei ao máximo para essa luta”, disse em conversa com a reportagem do UFC Brasil.

De fato, a satisfação de Cachoeira com a vida na nova equipe é tanta que olhos mais atentos notaram uma homenagem que a lutadora fez ao campeão.

Priscila Cachoeira of Brazil punches Gina Mazany in their women's flyweight bout during the UFC 262 event at Toyota Center on May 15, 2021 in Houston, Texas. (Photo by Josh Hedges/Zuffa LLC)
Priscila Cachoeira of Brazil punches Gina Mazany in their women's flyweight bout during the UFC 262 event at Toyota Center on May 15, 2021 in Houston, Texas. (Photo by Josh Hedges/Zuffa LLC)

“[O cabelo colorido] é uma homenagem ao [Deiveson] Deus da Guerra. Agora estão me chamando até de Deusa da Guerra. Ele deixa o cabelo loiro com uma linha vermelha. Eu mantive o preto e botei a linha azul. É uma homenagem a ele. Na próxima luta eu vou incorporar de verdade. Vou descolorir o cabelo e botar a linha vermelha”.

Priscila começou a sua carreira no UFC com três derrotas seguidas – e algumas lesões no meio do caminho. Para superar a má fase, ela conta que fez tratamentos psicológicos e até hipnoterapia. Agora, ela diz sentir que está no caminho certo.

“Eu dei mais um passo. Naquela vitória contra a Shana Dobson, eu desatei a corda do meu pescoço. Renovei o contrato, e essa vitória foi mais um passo. Eu subi um degrau, mas ainda tenho muitos para subir. Ainda tenho muito o que aprender, muito o que consertar no jogo, não só técnico, mas no geral. Tudo é um aprendizado. Eu fui ao topo, eu caí, e agora estou dando um passo de cada vez, sem pular nenhum obstáculo”.

Logo depois da luta, Priscila expressou a vontade de enfrentar Montana De La Rosa. Mas agora ela diz que as portas estão abertas para o que vier.

“Eu tinha o nome da De La Rosa em mente porque ela é do top 15, mas talvez a gente não lute contra uma ranqueada agora. Quero embalar mais uma vitória, e depois dessa próxima luta a gente pensa em uma adversária ranqueada. Eu quero lutar, não importa quem vem. O guerreiro não escolhe o adversário, ele luta com quem for”, afirmou, prevendo um retorno para o segundo semestre.

“Segunda eu já estou treinando. Eu quero lutar logo. A ordem veio de cima: volte aos treinos o mais rápido possível. Pela primeira vez eu não tive nenhuma lesão, graças a Deus. Nas minhas lutas é normal eu sair com algum osso quebrado, alguma coisa, mas nessa luta eu saí inteira. Pronta para a próxima. Se Deus quiser, em outubro ou novembro no máximo já tenho uma guerra de novo”.