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Pronto para o futuro, Pickett quer dar um último show

Peso-galo se aposenta após luta no UFC Londres, neste sábado (18)


Brad Pickett se sente bem antes da luta final da sua carreira no MMA. É uma sensação agradável para se ter aos 38 anos, mas não agradável o suficiente para que reconsidere a decisão de se afastar do esporte após a luta de sábado (18), contra Marlon Vera.

"Eu me senti muito bem nesta preparação, mas me senti bem em outras preparações também", riu o atleta. "Talvez seja porque não importa. Normalmente, existe uma grande preocupação com o resultado da luta. Se você ganha, vai em uma direção. Se perde, vai em outra. Desta vez, não importa. Vitória, derrota, empate, qualquer que seja o resultado, eu vou na mesma direção".

Essa direção, depois de mais de 12 anos como profissional, é a aposentadoria, um lugar onde ele terá mais tempo para ficar com sua esposa Sarah e o filho Buddy enquanto traça o próximo capítulo de sua vida. E apesar de que será uma perda para os fãs não ver mais o "One Punch" no octógono, cada um desses fãs vai concordar que Pickett saindo em seus próprios termos é uma coisa boa, especialmente quando se trata de esportes de combate, onde a maioria não sabe quando parar.


Pickett nunca foi um desses atletas. Ele tinha sonhos como qualquer outro lutador, mas era um realista também. Então, depois de passar por tempos difíceis recentemente, ele sabia que sua hora havia chegado.

"Eu vou ser honesto: com minhas atuações recentes eu poderia facilmente ser demitido, e eu prefiro sair em meus próprios termos", disse. "Estou um pouco orgulhoso de certa forma, e, sendo um competidor, eu sempre me esforcei para ser o número um. Agora aceitei que não vai ser o caso, e não é divertido perder. Eu tenho perdido mais do que ganhado no momento, então isso tira a diversão do meu trabalho. Se eu ganhasse o tempo todo, seria divertido, ótimo, eu adoraria. Mas ser uma pessoa muito competitiva e perder, não é divertido. Eu devo a mim mesmo a tentativa de sair com alguma dignidade, se isso faz sentido".

Ganhando ou perdendo, Pickett sempre poderia manter a cabeça erguida. Profissional desde 2004, a melhor coisa que alguém poderia dizer sobre o londrino é que ele é um lutador honesto. Quando aparecia com suas luvas e o protetor bucal, sabíamos que teríamos uma luta, e se o seu adversário aparecia com a mesma atitude, algo especial acontecia.

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Muitos desses momentos aconteceram durante a trajetória de Pickett no WEC, quando seguiu seu aprendizado de MMA em shows que aconteceram de Londres a Los Angeles, e Costa Rica ao País de Gales, com uma sequência de quatro lutas que ele elege o período mais memorável sua carreira.

"Toda a minha história no WEC, lutar contra Demetrious Johnson, Ivan Menjivar, Scott Jorgensen. Tenho grandes lembranças do WEC", disse. "Minha última luta do WEC contra Ivan Menjivar foi uma guerra. Eu fiquei tonto, eu o derrubei, e foi uma luta realmente esgotante".

Essa vitória sobre Menjivar, juntamente com uma vitória sobre o futuro campeão peso-mosca Johnson e dois bônus pós-luta, carimbaram o bilhete de Pickett para o UFC, onde ele ganhou mais prêmios: cinco em seus primeiros seis combates no octógono, para ser exato. Ele sabia que não poderia lutar para sempre, então se planejou de acordo, mas diz sentir o custo disso às vezes.

"Nos últimos estágios da minha carreira, tenho tentado planejar. Eu dirijo meu próprio evento de luta, e às vezes senti que eu estava sendo um 'faz-tudo', mas mas não fazia nada direito".

Há coisas, no entanto, que não são quantificadas por vitórias e derrotas. Então, apesar de Pickett planejar abrir uma academia no sul de Londres eventualmente, ele não poderá ensinar aos alunos o que o fez especial no octógono.

"Você não pode dar um coração lutador, e eu tinha isso em abundância", disse. "Mas você pode dar aos lutadores uma mentalidade positiva, e é isso que eu tinha. Eu tenho uma mentalidade muito forte quando se trata de treinamento e luta, e isso me ajudou a ter sucesso. Eu posso passar isso para outras pessoas, e se eles forem atléticos, poderão percorrer um longo caminho. "

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Mas seriam eles capazes de montar um currículo como o de Pickett? Novamente, não se trata do recorde final, mas sim sobre a maneira que Pickett fez os fãs se sentirem quando competiu. A ponta da poltrona poderia ter suas iniciais, porque aquele é o lugar onde os fãs ficavam empoleirados durante suas lutas. Provavelmente haverá mais emoções neste sábado em Londres, mas apesar da ovação que ele receberá, ele está em paz com sua decisão.

"Na minha idade, não é fácil estar em uma preparação", disse Pickett. "Agora eu também tenho um filho, e suas prioridades mudam um pouco quando você tem filhos. É sobre eles e não apenas sobre você. E ser um lutador, é um esporte verdadeiramente egoísta. Eu não estou mais na posição onde eu posso ser egoísta. Há um outro pequeno ser humano que está em minha mente. E há maneiras muito mais seguras de ganhar dinheiro do que receber um soco na cabeça, especialmente com a maneira que eu luto. Estou sempre em guerra".

E ele está pronto para mais uma.

"Eu coloquei tudo em espera para este camp", disse ele. "Eu ainda sou um lutador. Depois dessa luta, eu tenho todo o tempo do mundo para o próximo capítulo".