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Quem vai parar Joanna Jedrzejczyk?

Polonesa busca sua quinta defesa de título no UFC 211


Em 2015, todo o universo do MMA foi obrigado a aprender a soletrar Jedrzejczyk.
Foi neste ano que a primeira desafiante da história da divisão peso-palha no UFC, Joanna Jedrzejczyk dominou completamente a campeã inaugural da categoria, Carla Esparza, que fazia sua primeira defesa de título, e não deixou dúvidas a respeito de quem era a principal lutadora da recém-criada divisão.
Seguiu-se a isso um castigo à ex-campeã do Invicta, Jessica Penne, uma vitória de virada sobre sua arquirrival, Claudia Gadelha, outras duas defesas bem sucedidas e, hoje, Joanna é o nome mais dominante do MMA feminino no Ultimate.
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Entretanto, apesar de, para muitos, a polonesa ter surgido “do nada”, há uma série de razões que ajudam a explicar seu tremendo sucesso no octógono. Vamos listar algumas:
Trocação de primeira linha
Não são muitas as lutadoras que têm as credenciais de Joanna na trocação. A polonesa acumulou diversos títulos durante sua carreira no muay thai antes de migrar para o MMA.
Seu volume de golpes e variedade de combinações são diferenciados. Em cada uma de suas defesas de título até agora, Joanna conectou no mínimo 100 golpes a mais que suas adversárias.
Defesa de quedas
O calcanhar de Aquiles da maioria dos trocadores de alto nível no UFC costuma ser a defesa de quedas, mas este não é o caso com Joanna.
A polonesa possui um índice de defesas de 82%, ou seja, frustra quatro a cada cinco tentativas das adversárias. A única lutadora que conseguiu colocá-la de costas para o chão mais de uma vez durante um combate foi a brasileira Claudinha Gadelha, considerada a melhor da divisão na luta agarrada.

Condicionamento físico
O rendimento da polonesa é praticamente o mesmo durante os cinco rounds. Em sua última defesa de cinturão, por exemplo, o último assalto contra Karolina Kowalkiewicz foi aquele em que Joanna conectou o maior número de golpes significativos.
Já no segundo embate contra Claudinha Gadelha, o fôlego foi essencial. Dos 10 primeiros minutos de luta, Joanna passou 6m51s em posição de desvantagem no clinch ou no solo e, de acordo com as papeletas dos três jurados, perdeu os dois primeiros rounds.
Mas ela se manteve calma, fiel à estratégia e sempre em movimento, e após ter sido derrubada três vezes nos dois assaltos iniciais, foi ao chão apenas mais uma vez durante o restante do combate, virou a luta e defendeu seu cinturão.
Equipe de ponta
Entrar na famosa “zona de conforto” não é algo incomum para quem chega ao auge. Mas Joanna fez exatamente o contrário e buscou a mudança justamente quando vivia sua melhor fase.
No final de 2016, após realizar três defesas de título, a polonesa deixou seu país e se mudou para os Estados Unidos para integrar a American Top Team, uma das equipes mais respeitadas do mundo do MMA, na qual treinam lutadoras como Amanda Nunes, Valerie Letorneau, Raquel Pennington, Jessica Aguilar, Tecia Torres, entre outras.
Com todo esse suporte e atributos ao seu lado, Joanna buscará sua quinta defesa de título no dia 13 de maio, quando enfrentará aquele que pode ser seu grande desafio até agora no combate contra a brasileira Jessica “Bate-Estaca” Andrade no UFC 211.
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