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Rodrigo Damm - Não confunda foco com chatice

Não é novidade para ninguém que a rotina das brincadeiras que Anistávio Gasparzinho vem fazendo durante a primeira temporada do The Ultimate Fighter Brasil, quase sempre é repreendia por um companheiro de treino, Rodrigo Damm. O expert em Jiu-jitsu e wrestling sempre aparece como estraga prazer de Gasparzinho, que já chegou a rebater seu colega de time por achar que o mesmo apenas reclama com ele, quando em muitas oportunidades todos estão "de zoeira".

Nomeado pelos fãs como chato, ou o velho da casa, Damm explica que seu foco e seriedade - em evidência na edição inaugural do TUF Brasil – não é pura chatice.   

 "As pessoas estão me achando sério, e realmente sou!" Ele disse. "Relaxo nos momentos certos e concentro nos necessários. E com os treinos diários, dieta, dor, cansaço e pressão, não dá pra esquecer que ali não tem ninguém pra brincar e relaxar. Minha preocupação no TUF Brasil não é ser visto como simpático ou engraçado, e sim como um lutador profissional, centrado, focado, com um objetivo muito claro e estabelecido."   

Para muitos, Damm não gosta de Gasparzinho e, toda vez que tem uma chance de chamar a atenção, ele não desperdiça. Porém o capixaba deixa claro que tudo é uma questão de limites, e Lil' Gaspar muitas vezes perde a mão nas brincadeiras. Pai de família, Rodrigo marca presença na casa do TUF Brasil para ser mais do que o campeão, ele quer dar exemplo para três crianças em especial que o vêem na telinha.   

"Nós tivemos vários momentos de brincadeiras e descontração. Não tenho nenhum problema com ele ou com qualquer outro atleta da casa, mas o Gaspar muitas vezes passa dos limites." Comenta Damm. "A brincadeira começa bem, mas ele não consegue parar no limite que o outro coloca e esse é o motivo das nossas discussões. Sou casado, pai de três crianças pequenas que assistem o programa. Me preocupo muito com o exemplo que passo pra eles, pois é baseado nisso que posso cobrar um bom comportamento. Algumas atitudes dele colocaram todo o time em situação difícil, como no dia em que não deixou ninguém dormir. Achei falta de respeito com os atletas que precisavam se recuperar para o outro dia de treino."     

Sobre o rótulo de chato na casa do TUF Brasil, Rodrigo acredita que isso passa pelo tipo de visão que os espectadores têm do competidor e do cidadão Rodrigo Damm. As diferenças, não apenas culturais, mas também de comportamento entre os 16 participantes do reality show, abrem margens para muitas análises e conclusões. Só que cada lutador entrou na casa com uma missão e, para cumpri-la, eles passam por diversas provações, entre elas, uma situação chata, mas normal na vida: é impossível agradar a todos. 

"Fui para lutar, treinar, evoluir minha técnica e conseguir um contrato com o UFC. O que sou está sendo mostrado. Sou um cara coerente, cristão e disciplinado", ele diz sobre sua imagem. "Há sete anos sou evangélico, e tenho uma família linda. Em todo treino orei por todos, e participei das brincadeiras que achei adequadas e convenientes. Mas acho que todas as diferenças devem ser respeitadas."